domingo, 19 de junho de 2022

sábado, 18 de junho de 2022

Medabots (1ª versão portuguesa)

Imagens/vídeos: 













Informação: Espero que não me odeiem por falar aqui de um desenho animado que, comparado com os restantes do blog, está pouquíssimo esquecido. Mas também tenho a impressão que esta série original foi um pouco ofuscada pela sua série-sequela, que contou com uma equipa de dobragem diferente. E essa equipa de dobragem diferente era mais facilmente reconhecida pelo português comum, pois contava com artistas como Ana Vieira (também conhecida por cantar) e Quimbé (também conhecido pelo seu papel no Inspetor Max); já a equipa que dobrou esta série original que eu ouvi contava com artistas que o espetador comum não conheceria tão bem, como João Pinto e Paulo Martinez.


Ora, o anime em si lembrava um pouco o Pokémon, embora eu ache que também tinha a sua própria identidade. As semelhanças eram várias: um mundo semelhante ao nosso em que os humanos aprenderam a conviver com seres antropomórficos (neste caso, eram robôs) e tratam-nos um pouco como animais de estimação, só que também travam batalhas entre os robôs que estes parecem apreciar travar…e pelo meio acaba por haver um torneio internacional dessas batalhas e um protagonista que fica com o robô renegado que mais ninguém usou. Já são algumas semelhanças, não? Mas adiante, o protagonista dos Medabots era o jovem Ikki, ex-aequo com o seu medabot chamado Metabee. Ah, outra semelhança com os Pokémon: os nomes dos medabots eram geralmente uma mistura de 2 palavras inglesas. Voltando, o Ikki comprava o Metabee ao comerciante Henry numa altura em que o Ikki era dos poucos que não tinha um medabot. No início não conseguia comunicar com o Metabee mesmo usando o medarelógio, que era um dispositivo que se usava no pulso e servia para o medalutador falar com o seu medabot. Mas após alguma insistência (durante a qual o Ikki até lhe chamou ferro-velho!), o Metabee lá dava sinal de si e começava a mexer-se. Só que depois de lutar chateou-se com o Ikki por causa do insulto, hehe…


Ao longo do anime, havia várias personagens recorrentes. A Erika, amiga do Ikki, que gosta de tirar fotos. O Phantom Renegade, um ladrão mascarado que é um pouco tolo. O Space Medafighter X, um medalutador que se fartava de ganhar batalhas e que era claramente a mesma pessoa que o Phantom Renegade, algo que era óbvio para quem reparasse no design e na voz de ambos. O Koji, principal rival do Ikki mas também seu amigo. O Referee, que era uma personagem hilariante por parecer só existir para arbitrar batalhas robóticas, a ponto de aparecer vindo do nada sempre que alguém falava em batalhar…e de chorar como um bebé quando alguém lhe dizia que não, que afinal não iam batalhar. XD Como veem, este programa não era propriamente preguiçoso e concedia uma boa dose de interesse e personalidade às suas personagens. Mas, podem crer, a minha personagem favorita e uma das mais fascinantes era, sem dúvida, o Rokusho!


O Rokusho era um medabot branco e roxo que tinha um pouco de tudo. Tinha um bom design. Tinha um ar sério. Dizia uma gracinha de vez em quando. Era parcialmente misterioso. Sabia ser amigo. Era bom nas batalhas robóticas. Preocupava-se com o bem comum. E era tão especial que conseguia usar a medaforça, que era uma técnica usada em batalhas robóticas muito poderosa a que só poucos medabots tinham acesso. Na altura eu não percebia bem porque é que eu gostava tanto do Rokusho, mas em retrospetiva acho que é mais fácil perceber: o Rokusho era interessante um pouco como o Wolverine dos X-Men era! Neste sentido: era um batalhador forte (com um braço que incluía uma lâmina afiada, também!) que lutava pela justiça mas também era meio solitário e costumava preferir agir sozinho. Esta aura de “velho solitário” tornava o Rokusho muito mais interessante, sobretudo quando conhecíamos o trauma que tornara o Rokusho um amargurado. Mas sobre isso falaremos mais em baixo.


Os medabots lutavam entre si com o que tinham. Muitos medabots davam tiros, embora estes não devessem ser compostos por balas mas sim por impulsos elétricos (quem sabe?). Havia medabots que tinham canhões no corpo. Outros tinham espadas. Alguns tinham garras, lasers, escudos, tentáculos…até havia um que tinha apenas(?) punhos muito fortes; chamava-se Belzelga. Também havia um grupo de criminosos que queriam roubar as medalhas (as medalhas eram basicamente o cérebro dos medabots) a meio mundo e que usavam todos um uniforme preto, de nome Robber Robot Gang. Havia um grupo de 3 pessoas que se intitulava Screws Gang (a Samantha, o Spike e um moço de boné). E havia aquela que era de longe a minha parte favorita do anime: o torneio internacional de batalhas robóticas. Essa parte do anime dava-nos a ver batalhas em que o fator espetáculo não faltava. Nesse torneio, havia medalutadores representantes de muitos países; lembro-me pelo menos de ver representadas no torneio o Egito, a França, a Jamaica, o Quénia, o México, a Suécia e um país da Oceânia (infelizmente não me lembro de qual). Ah, e o Japão, claro; essa era a equipa do Ikki, do Koji e do Space Medafighter X.


 

Alguns episódios

- Num certo episódio, espalhava-se um rumor que dizia que existia um medalutador misterioso que tinha conseguido o feito de nunca perder uma batalha robótica. O Ikki e a Erika ficaram muito interessados nessa história e foram investigar. O Ikki ficou particularmente contente porque a investigação acabou por os levar a uma espécie de faculdade privada para ricaços onde tinha aulas uma menina bonita com quem o Ikki tinha simpatizado muito. Essa menina chamava-se Karen e, descobríamos mais tarde, era nada menos que a sobrinha do Dr. Aki, que era um cientista amigo do Ikki que sabia tudo sobre medabots. Depois de uma meia dúzia de confusões na tal faculdade, houve assim um confronto no final em que várias pessoas desataram a lutar com os seus medabots. A Karen não gostou de ver aquela violência toda, por isso usou o seu medabot Neutranurse, que tinha o poder de curar algumas feridas e/ou de fazer o pessoal acalmar. A Neutranurse conseguiu acabar com o conflito e a Erika teve uma epifania. Perguntou então à Karen se afinal era ela o tal medalutador que nunca perdeu uma batalha. A Karen respondeu tranquilamente que, pois, realmente nunca tinha perdido…pela simples razão que nunca tinha combatido! Uá-uá-uá-uááááááááááááá!


- Num episódio mais tenso que divertido (sim, os Medabots tinham desses), o Rokusho revia o seu velho amigo Baton, um papagaio-robô que tinha passado pelo mesmo trauma que o pobre Rokusho. Esse trauma tinha sido a trágica morte do Professor Hushi, que se bem me lembro os tinha criado. O professor, o Baton e o Rokusho viviam felizes na mesma casa/laboratório…até ao dia em que um horrível incêndio lavrava a casa e a vida do Professor Hushi. Em vários momentos, o Rokusho era atormentado pela memória recorrente de correr pelo laboratório, procurando desesperadamente o professor, lutando contra o fumo que o cegava e os destroços que o atrapalhavam enquanto ele gritava coisas como: “Professor! Onde é que está? Consegue ouvir-me? Professor!”. É, era uma cena de grande intensidade dramática. Mas adiante: nesse episódio, o Baton era vítima de uma falsa memória que lhe tinham implantado no cérebro e “revelava” que o Dr. Aki tinha causado deliberadamente o incêndio que matou o professor. A Karen ficou horrorizada e não acreditou que o seu tio tivesse feito isso. Infelizmente, nessa altura o Rokusho já era só raiva e não dava ouvidos a ninguém. O Dr. Aki, que quando falava trocava o R pelo L, assegurou o Rokusho que “não tenho nada a vel com a molte do Plofessol Hushi!”, mas não serviu de nada. Numa sequência final épica, o Rokusho tentava vingar-se do Dr. Aki (acho que queria mesmo matá-lo…) e todos os intervenientes acabavam no telhado, com outro incêndio a deflagrar enquanto o maior fogo ardia nos olhos do Rokusho. O Metabee era amigo dele, mas estava determinado a defender o Dr. Aki. Só que, para surpresa de todos, o Rokusho revelou que podia usar a medaforça e usou-a para derrotar o Metabee com um só golpe. Para bem de todos, antes de a coisa ficar ainda mais feia, o Baton caiu em si e explicou ao Rokusho que a memória que tinha do Dr. Aki incendiário era falsa; os verdadeiros incendiários tinham sido os membros do Robber Robot Gang.



- Como já escrevi, o torneio internacional de batalhas robóticas era a minha parte favorita deste anime. Quão intensa era…e o vilão Victor, da equipa do Quénia, era um vilão memorável e intimidante. Não precisava de falar muito para intimidar e, efetivamente, falava pouco. E tinha constantemente uma cara séria até dizer chega que transmitia facilmente a mensagem de que o Victor sabia sempre como esmagar o adversário. Víamo-lo tantas vezes com essa cara que, quando muitos episódios depois, ele fazia outra cara, aquilo tinha um impacto enorme. 
eu diria que a interpretação que João Pinto fazia da personagem funcionava bem. Que boas lembranças…mas enfim, o Japão enfrentava o Quénia naquilo que eu presumo que fosse o primeiro duelo da fase de grupos (como no futebol) e começava confiante mas acabava por levar uma tareia. Isso ajudou o Ikki, o Koji e o não-Space Medafighter X (esse quase nunca aparecia no torneio; desta vez era a Karen mascarada) a meter os pés mais na terra e a enfrentar as batalhas seguintes com mais seriedade. Assim, nas eliminatórias seguintes, as coisas corriam muito melhor.

Só não puderam lutar contra os franceses, porque os argumentistas inventavam um desfecho diferente para essa eliminatória. O desfecho baseava-se nisto: a estratégia dos concorrentes da França – que eram os irmãos Berret, 3 irmãos com nomes parecidos (um deles era o Jean-Guy Berret, os outros eram algo como Jean-Yves Berret ou Jean-Pierre Berret) – era roubar à socapa as medalhas dos seus adversários e depois vencer por falta de comparência. Os batoteiros! Para sorte dos protagonistas, eles descobriram este esquema a tempo e, com a inesperada ajuda do Phantom Renegade, conseguiam que o Jean-Guy Berret denunciasse os roubos aos responsáveis pelo torneio. O Referee, que tanto costumava ser um alívio cómico, não esteve com paninhos quentes; “Será que ouvi a palavra roubar?”, perguntou. E depois fez uma cara de revolta que nunca o tínhamos visto a fazer! Depois disso, foi uma questão de minutos até os responsáveis decidirem que a equipa francesa ia ser banida do torneio. Decisão que o Referee anunciou.


- Finalmente, a final do torneio. Foi tão épica que durou uns 2, 3 ou 4 episódios. Nessa altura, o Ikki e o Koji tiveram o privilégio de contar com a ajuda de uma cientista que usava óculos como o terceiro membro da sua equipa. Ela veio mascarada de Space Medafighter X (porque o verdadeiro, mais uma vez, faltou…ele só esteve verdadeiramente a representar a equipa japonesa na meia-final, quando eles enfrentaram a Jamaica) e usou o medabot Belzelga, que tinha a fama de ter punhos tão fortes que bastava um soco para inutilizar a medapeça do medabot que levasse o soco. Foi uma batalha dramática, com voltas e reviravoltas. Ora o Japão estava por cima, ora estava o Quénia.

A dada altura, o Sumilidon usava a medaforça e disparava-a em direção ao Warbandit, o medabot do tal Victor, que era claramente o melhor dos medalutadores quenianos. Mas o Warbandit, que não planeava perder, teve a ideia de usar o seu companheiro de equipa Rhinorush como escudo. O Rhinorush ficou um trapo, mas o Warbandit safou-se, claro. Pouco tempo depois, o Warbandit já tinha posto o Sumilidon KO e dado pancada de criar bicho ao Metabee. O Metabee, prostrado no chão, estava mais morto do que vivo e o Victor chegou ao ponto de sentir dó do Metabee. Então, o Victor deu a entender ao Ikki que não valia a pena, que a batalha estava acabada e, sempre sério como tudo, virou as costas e preparou-se para ir embora.

De lá do fundo, um estropiado Metabee chamou: “Iuhu! Onde é que pensas que vais?!”. Pois é; o nosso medabot protagonista fez um esforço hercúleo para se levantar e, ainda a tremer, pôs-se em posição de continuar a lutar. O Ikki apoiou esta decisão do Metabee e o medabot, independentemente do seu cansaço, preparou uma medaforça para derrotar o Warbandit de vez. Neste momento, uma grande parte da audiência pensava que seria este o momento triunfante em que o Japão venceria o Quénia na final. Só que, afinal, não parecia assim tão fácil, porque o Victor estava…a rir-se! Não parecia promissor, pois não? É que ainda por cima, o que o Victor disse depois de se rir deu a entender que o riso dele queria dizer “És tão patético por querer continuar a levar…não sabes mesmo desistir em vez de te envergonhares mais!”. Nestes poucos segundos, o Victor continuava de costas e ainda deu mais uma risada que, agora, já parecia uma gargalhada diabólica. Foi então que o Victor se virou e…milagre! Pela primeira vez vimo-lo sem uma cara séria! Mas digo-vos: até certo ponto era preferível a seriedade! É que, em poucos segundos, a cara que o Victor mostrava era a típica feição de psicopata de desenho animado! Quero dizer…com um sorriso maléfico e os olhos esbugalhados! Céus, como aquele Victor metia medo! E, mais uma vez, sublinho: nós nunca tínhamos visto o Victor com uma cara que não fosse séria. Vê-lo de repente a mostrar aquela emoção toda foi de estremecer, ainda para mais sabendo que a tal emoção era qualquer coisa parecida com sede de sangue! Brrrrr, que arrepios! Mas adiante…assim que o Victor mostrou aquela cara, bramou para o medarelógio uma ordem para o Warbandit desfazer o Metabee em pedacinhos! (não foram exatamente essas as suas palavras, mas estava subentendido) E o Warbandit pareceu perceber logo e – mais uma surpresa! – preparou uma medaforça para transformar o Metabee em puré! Oh, sim; o público todo ficou estupefacto ao ver que o Warbandit não só podia usar a medaforça, mas também que nunca a tinha usado até uma fase tão tardia da batalha! E…podem pensar que o Ikki e o Metabee guincharam de medo. Mas não; mantiveram a sua pose e coragem e o Metabee lá disparou a sua medaforça contra a do Warbandit. As duas medaforças colidiram…e houve uma daquelas explosões arrasadoras à anime! Uma explosão que libertou pazadas de energia e, se bem me lembro, pó.


Eu sei que é mesmo difícil transmitir a intensidade dos momentos pela comunicação escrita. Mas espero que entendam o quanto aquele momento prendeu a minha atenção e me deu pele de galinha. Ah, e não perguntem quem ganhou; já nem me lembro do que aconteceu a seguir! XDDD


Uma(s) voz(es): Ana Martinez; João Pinto; José Pedro Carvalho; Melanie Baptista; Mónica Chaby; Paulo Martinez; Vasco Luz


Uma(s) personagem(ns): Arcbeetle; Baton; Belzelga; Brass; Cleobattler; Dr. Aki; Erika; Gokudo; Gobanko; Henry; Ikki; irmãos Berret; Kantaroh; Karen; Krosserdog; Koji Karakuchi; Metabee; Oceana; Orcamar; Phantom Renegade; Professor Hushi; Referee; Rhinorush; Rokusho; Samantha; Samurai; Seagaru; Space Medafighter X; Spike; Sumilidon; Victor; Warbandit


Genérico:

Está na hora!

Batalha Robótica

Até ao fim

- Medabots*

 

Não percam o controlo

Vamos triunfar

Eu vou funcionar

Mais potência*

 

Medaforça*

Medapeça*

Medaplano* (Medabots!)

Medafita* (do século 27!)

 

Está na ho...

Está na hor...

Está na hora!

Batalha robótica

Medabots!

 

* - estas partes eram mais faladas do que cantadas (por José Pedro Carvalho a interpretar o Metabee)

 

Interpretado por: José Pedro Carvalho


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Especial: Genéricos em várias línguas

Ora viva.

Bem sei que não tenho postado muito por aqui...que se há de fazer, já não tenho o mesmo tempo que tinha noutros tempos. Imaginem então se tivesse agora uma criança...ou até gémeos, hehe! Mas pronto, aconteceu que tive agora uma "lufada" de tempo livre que me caiu no colo. E pensei em passar aqui pelo blog só para publicar algo rápido. E aqui está.

Como o título dá a entender, quis partilhar vídeos que dão a ouvir (bons) genéricos de programas em várias línguas. E, como é costume, dei primazia aos programas mais esquecidos. Por isso, força: aproveitem os vídeos, pois nunca se sabe se um dia deixam de estar disponíveis!




Bom ano a todos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Nome Desconhecido (Os Contos Mais Célebres?)

Imagens/vídeos:


Informação: Não sei se este desenho animado chegou a passar na TV, pois só o vi em VHS quando era bem pequeno e, desde então, nunca mais o consegui encontrar. À parte disso, como o eventual título original indica, era um programa que contava a sua versão de vários contos célebres da História: Os Três Porquinhos, O Gato das Botas, Ali Bábá, etc. Uma vez que quem conta um conto acrescenta um ponto, o programa lá arranjava os seus diálogos para apresentar a narrativa de cada um dos contos. Tudo isto pode não parecer muito marcante...mas até era. Sobretudo porque o programa, embora investisse bem na "fofura" das suas personagens mais cândidas, também investia na fealdade dos seus vilões ou em situações assustadoras. Quer isto dizer que às vezes as crianças que viam isto acabavam a ver no ecrã monstros bem assustadores. Isso dava um gostinho a terror a um desenho animado que até nem tentava assustar assim tanto...pelo menos não parecia. O auge destes visuais assustadores ocorria no episódio dos músicos de Bremen. Alguns episódios - até podiam ser todos, não ao certo - contavam também com uma narração que podia ser com a voz de Luísa Salgueiro.


Alguns episódios
- Os Quatro Músicos de Bremen: na célebre parte da história em que os 4 animais tentavam criar uma sombra assustadora para afugentar o bando de ladrões da casa onde eles estavam, este programa não se fazia rogado a mostrar uma sombra mesmo feia; aparentava mesmo ter olhos zangados e dentes afiados! Não admira que os ladrões tivessem pensado que era um monstro. E ainda ficava mais interessante, porque como quem conhece a história clássica deve saber, um dos ladrões voltava à casa mais tarde para verificar. E, sim, assustava-se quando os 4 animais o atacavam no meio da escuridão. Quando o ladrão voltava ao seu bando para dizer que não deviam mesmo voltar nunca àquela casa, ele descrevia os terrores pelos quais passou lá na casa. E, novamente, o programa não poupava no visual: o espetador via no ecrã a horrível bruxa pela qual o ladrão pensava ter sido arranhado (que na verdade era o gato), a criatura mefistofélica com uma arma branca (que na verdade era o cão), o gigante armado com um bastão (o burro) e a arrepiante ave soturna de olhos vermelhos (o galo).

- Os 7 Cabritinhos: não conheço bem a história original, portanto vou só contar o que vi no ecrã. Então, nesta história havia os 7 cabritinhos que viviam com a sua mãe. A mãe volta e meia tinha de sair de casa e como era mãe solteira tinha de fechar a porta e dizer aos cabritos para não abrirem a porta a ninguém. Eles tentavam, mas o lobo mau meteu na cabeça que havia de fazer os cabritos abrir a porta para os comer. Da primeira vez, o lobo tentou fazer uma voz fininha a dizer que era a mãe dos cabritos. Eles não acreditaram porque a voz não era convincente que chegue, portanto não abriram a porta. Aí, o lobo roubou mel, consumiu imenso mel para adoçar a voz e tentou novamente fingir que era a mãe. Os cabritos quase acreditavam, mas uma cabritinha desconfiava e dizia à "mãe" que só podia entrar depois de mostrar as mãos pela portinhola, argumentando que a mãe sempre lhes disseram para não entrar em casa de mãos sujas. O lobo não desconfiou de nada e mostrou a mão...que, claro parecia uma mão de lobo! A cabritinha não se quis ficar, pegou no rolo da massa e deu com toda a força na mão do lobo. O lobo ficou furioso, mas depois foi roubar farinha para esbranquiçar a mão, de forma a parecer a mãe dos cabritinhos. À terceira foi de vez: eles acreditaram, abriram a porta e o lobo preparou-se para os comer. Os cabritinhos escondiam-se, mas o lobo encontrava-os a todos...menos a um! O cabrito que se vestia de vermelho conseguiu esquivar-se do lobo escondendo-se dentro do relógio, mesmo ao pé do pêndulo. E, mais tarde, alguém ajudava esse cabrito a ir abrir a barriga do lobo, para tirar de lá os seus irmãos. Felizmente esta parte da história não era muito gráfica.

- O Gato das Botas: no conto de Charles Perrault, o famoso gato das botas (que não falava espanhol, como um certo gato que muitos conhecem do cinema...) fingia que o seu senhor se estava a afogar para o apresentar à realeza. Nesta versão, não; em vez disso, o gato escondia as roupas do seu senhor e corria ao rei a dizer que uns ladrões tinham roubado as roupas dele enquanto ele estava na água. E o gato dava alguns pormenores, pois já dizia a velha frase que a chave de uma boa mentira está nos detalhes. Por isso, lá dramatizava o gato, fingindo que os "ladrões" se esconderam atrás de um arbusto e que ainda tentou impedi-los, mas já foi tarde demais. Mais tarde, também como no conto de Perrault, o gato ia enfrentar o gigante ogre que se podia transformar em qualquer animal. Como este programa não poupava muito os infantes, o ogre transformava-se em pelo menos 3 animais grandes: um leão, um elefante e um dragão. E depois, já se sabe; o gato pediu que ele se transformasse num rato, o ogre assim o fez e acabou no bucho do gato!


Uma(s) voz(es): Isabel Ribas; Paulo B.

Uma(s) personagem(ns): Burro; Cão; Galo; Gato; Gato das Botas; Lobo Mau

Genérico: Desconhecido

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Bendito Regresso - Jardim da Celeste

Saudações.

Por coincidência, descobri no Guia da RTP Memória que o canal tem disponibilizado na sua emissão alguns episódios de um dos programas favoritos da minha infância: o Jardim da Celeste. Assim, sugiro-o a quem estiver interessado/a numa sessão de nostalgia ou então que queira mostrar um programa marcante como este aos mais novos. Não prometo que seja tão marcante como a Rua Sésamo, programa que a meu ver lembra o Jardim da Celeste (e vice-versa), mas também tem o que alguma pessoas apreciarão: variedade. Afinal, ambos os programas intercalam momentos protagonizados por marionetas com imagens reais, números musicais e afins. E creio que um programa até usou números de outro (talvez por serem ambos emitidos pela RTP, não sei...).

Como já é costume nestes Benditos Regressos, nem imagino quando é que o canal voltou a transmitir este programa. Mas mesmo assim...se tiverem a possibilidade de "voltar atrás no tempo", como dizia o anúncio, então deverão ter acesso a pelo menos 2 episódios do Jardim da Celeste através da RTP Memória.

Saúde!

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Especial: 5 curiosidades sobre programas do blog

Boa tarde a toda a gente.

Apesar de eu ter deixado de postar regularmente no blog há já um bom tempo, pensei em escrever algo por agora. Por um lado, já tinha pensado em fazer um post como este. Por outro, como eu já desconfiava, as visualizações aqui do blog subiram em flecha no mês de março...muito provavelmente devido à situação do vírus.



Sabendo que não sei o suficiente de medicina para ajudar por aí além, pensei que um post agora poderia ajudar a animar um bocadinho. Se deixar os leitores «habituais» do blog (eu desconfio que não haja assim um grande número de pessoas que venham ao blog regularmente ou até diariamente...mas se houver uma que seja, para mim é suficiente) com um pouco mais de boa disposição, fico contente. Sendo assim, como o título do post prometeu, aqui vão 5 curiosidades sobre programas dos quais eu falei aqui no blog. A ordem é aleatória, já agora.


1. Marcelino Pão e Vinho - caso alguém esteja curioso e queira saber os verdadeiros nomes dos homens do mosteiro onde o Marcelino vivia, eu sei, porque a Candela disse-os num episódio! São os seguintes: o irmão Ding-Dong chama-se Tomás; o irmão "Pap" chama-se André; o irmão Pássaro, Bernardino; o irmão Provérbio, Lourenço.
2. O Peixe Arco-Íris - este programa é baseado no livro infantil escrito pelo suíço Marcus Pfister. Embora o livro e o programa não tenham muito em comum em termos de enredo...afinal, no programa, ninguém andava a pedir as escamas ao Arco-íris.
3. O Mundo Maravilhoso dos Animais - esporadicamente, coloca-se (ou colocou-se...) à venda em Portugal a coleção O Mundo Maravilhoso dos Animais em DVD...mas acontece que, na passagem do VHS para o DVD, o episódio Os Ursos teve de ser um pouco alterado! Porquê esse episódio? Pois, é porque nesse episódio em particular, o narrador dizia que ah e tal, nesta cassete vamos fazer-te perguntas. O problema está aí: se a coleção é posta à venda em DVD, então não faz muito sentido o narrador falar como se o CD fosse uma cassete! Os responsáveis contornaram este problema suprimindo a tal frase do narrador.
4. Lento Noca - o animal em que o Lento Noca é (supostamente) baseado parece-se pouco com a marioneta que conceberam para a personagem principal do programa...sobretudo no tamanho. O Noca é praticamente do tamanho de um urso pardo, já os lóris não costumam ser maiores que um macaco. O Noca tem focinho saliente, os lóris não. Os lóris vivem muito pelas árvores, o Noca...bem, nem tanto.
5. O Patinho Feio - um episódio que não mencionei no post original d'O Patinho Feio é o episódio em que o Nico percebe que está muito pesado e tem de fazer dieta. O Feio promete ajudá-lo, mas descobre que o Nico leva comida às escondidas para uma gruta, onde come todas as iguarias de que sente falta. Quando o Feio descobre, diz ao Nico para não fazer batota na dieta e o Nico concorda e vai embora. Acontece que a comida ficou por comer e o Feio não quer desperdiçar. Então...come a comida! E no fim do episódio fica ele pesado demais!


E são estas as curiosidades. Espero que tenham gostado. Entretanto, desejo muita saúde!