sexta-feira, 1 de maio de 2015

Rua dos Sonhos

Imagens/vídeos:





Informação: A Rua dos Sonhos era uma pequena e simpática rua onde viviam todos os tipos de personagens. Entre eles encontravam-se os semáforos Amarelinha e Vermelhão, os carros Boguinhas, Luzinha, Rodinhas e Meia-de-Leite, o saltitão Jorge e um robot. As personagens mais antropomórficas ali eram os 3 polícias. Estes eram personagens curiosas: tinham nomes que se complementavam (como Meia-Volta e Volta-e-Meia) e estavam sempre a dormir! Aliás, esses polícias eram tão dorminhocos que não andavam; rebolavam no chão para se deslocarem! É, os polícias eram tudo menos heróicos...enfim. A estrutura da maior parte dos episódios da Rua dos Sonhos costumava ser a seguinte: havia um problema na rua - por vezes causado por uma das personagens - e o Rodinhas tinha de o resolver com magia. Aquilo passava-se assim: o Rodinhas ia ter com o robot e este perguntava-lhe "Que horas são, Rodinhas?". Ele respondia "Horas mágicas!" e o robot dizia "E aqui vamos nós cheios de magia!", pondo depois uma espécie de máquina a funcionar. Essa máquina costumava fazer magia e colocar nas costas do Rodinhas (que era uma espécie de reboque) uma engenhoca qualquer que lhe permitia resolver o problema. Essa era a cena antológica do desenho animado. A outra era a Luzinha (que era um carro da polícia) a castigar os maus com uma "tarefa". E as aspas não são um eufemismo. As "tarefas" que a Luzinha lhes atribuía eram bastante parecidas com trabalho comunitário. Pois é: já nesta verde idade podíamos ter uma pequena ideia do que era o trabalho comunitário como pena de um crime.

Alguns episódios
- Houve um dia em que o Jorge ou o Boguinhas - acho que foi o Jorge - chamou "tagarelas" à Amarelinha e ao Vermelhão. A Amarelinha usou uma das suas frases favoritas: "Ai, que mal-educado!" (frase proferida com muita graça por Helena Montez), o Vermelhão concordou e...perdeu a fala! Durante o episódio quase todo, só o ouvi dizer: "Oh!". Segundo o narrador, o Vermelhão ficou sem fala porque se irritou com o insulto do Jorge! E esta, hem?

- Num episódio que parecia querer ensinar às crianças o conceito de injustiça, o Jorge estava a fazer uma espécie de rap - ele fazia alguns - e o Boguinhas juntou-se a ele. Eis que passou a Meia-de-Leite, a típica personagem insegura e de baixa auto-estima, e o Jorge quis fazer um rap sobre ela. Cantou um pouco e depois o Boguinhas quis "rapar" também e cantou que ah e tal, a Meia-de-Leite era parva e pequena. A Meia-de-Leite ficou triste e foi esconder-se no seu cantinho. Mais tarde, a Luzinha perguntou à Meia-de-Leite porque estava tão triste e ela respondeu "Eu sou parva e pequena e nem sequer sou alta!". A Luzinha perguntou-lhe quem disse isso e a resposta foi "Bem...o Jorge!"


E não é que o Jorge levou mesmo com as culpas?! A Luzinha disse que achava que o Jorge tinha sido mau ao dizer isso. E, mais tarde, o Jorge foi castigado. E o Boguinhas, perguntam? Escapou impune! Então mas que raio de democracia é esta?!

- O Jorge não era mau de todo e os seus raps por vezes corriam bem. Exemplo: um dia, o Rodinhas andava desanimado porque sentia que todos se afastavam dele. Descobriu, depois, que afinal estavam a preparar uma festa de aniversário para ele. O Rodinhas ficou todo contente e o Jorge lá cantou um rap dos seus. Um rap simples que falava das qualidades do Rodinhas.

Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; Helena Montez; José Neves; Sandra de Castro

Uma(s) personagem(ns): Amarelinha; Balão Gordo; Boguinhas; Jorge; Luzinha; Meia-de-Leite; Meia-Volta; Rodinhas; Vermelhão; Volta-e-Meia

Genérico: Instrumental

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