Atualização no post Yamazaki. E uma das boas; alguma alma bondosa colocou a versão portuguesa do genérico na Internet! Isto é que uma ave rara. E, também em consequência disso, a letra da música está corrigida!
Disfrutem!
PS: Um muito obrigado ao usuário que dá pelo nome de "Afonso", por me ter fornecido o link. :)
Bem-vindos ao blog. Por favor, leiam o post "Avisos!" antes de qualquer outro (está aqui em baixo, à direita, em "Publicação em Destaque")
quinta-feira, 14 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
O Cantinho da Bebé
Imagens/vídeos:
Informação:
Como eu gostava disto quando era pequeno…este programa passou quando eu ainda
tinha menos de 6 anos. Até pedia à minha mãe para ela me cantar o genérico ao
deitar. Ela não sabia, coitada…não via o programa! Adiante; a Bebé era uma bebé
(não! A sério?! XD) que morava lá no seu…bem…no seu cantinho, pois!, uma espécie de casa com quintal! Com os seus
amigos. Estes eram uma gata, um rato (Rui), um pássaro enorme e um cão (Bobi,
que se lê “Bóbí”, um daqueles cães com pêlo à frente dos olhos). O genérico, creio, expressa bem a principal característica
de cada personagem. Só tenho pena de não me lembrar melhor dos nomes...enfim, todas estas personagens, incluindo a Bebé, eram marionetas
tipo Rua Sésamo. A Bebé e os seus amigos encantavam-nos e ensinavam-nos coisas
simples, como não comer demais e lavar os dentes antes de deitar. A ironia era que, apesar de a Bebé ser a personagem principal e uma marioneta muito laroca com carinha de bebé, a maior parte dos episódios tinha como estrela personagens que não a Bebé...
Alguns episódios
- O que mais me marcou foi, sem dúvida, este: o episódio em que Bobi entrou, meio contrariado, numa espécie de dieta. O coitado do cão andava chateado por não poder comer como queria. Foi então que o pássaro se deixou levar pela sua vontade de ter um brinquedo novo e prometeu ao cão que, se ele lhe desse a sua pistola de brincar, ele lhe dava toda a comida que ele quisesse! O Bobi aceitou e o pássaro deu-lhe montes de comida. Mas o Bobi estava tão guloso que não se conseguiu controlar. O pássaro avisou-o que não comesse tanto, senão ainda explodia. O Bobi respondeu-lhe que não dissesse disparates. Pois, mas...acontece que, pouco tempo depois, o Bobi espirrou...e explodiu! O pássaro tapou os olhos, lamentando-se: "Explodiu!". Pois é! E enquanto dezenas de crianças choravam a trágica morte do Bobi, o pássaro acordou! Assim nos revelaram que todo este negócio foi só um sonho! Mas, juro-vos, eu assustei-me a sério por um bocado...
- Certo dia, as nossas personagens estavam a falar de dentes e da higiene dental. Nenhum deles percebia muito daquilo, exceto o Rui. Então o Rui, sempre sabichão, explicou-lhes que era importante lavar os dentes depois de comer, senão os dentes podiam cair. O pássaro (que parecia uma mistura de Poupas com Tingo) ficou muito preocupado, porque como não tinha dentes, tinha medo que lhe caísse o bico! Mas o Rui continuou a sua explicação durante um tempo. Estava tão concentrado no que estava a dizer que quando acabou...já ninguém o estava a ouvir! O Rui não reparou que, entretanto, os seus amigos tinha saído para ir lavar os dentes. Ou o bico, no caso do pássaro...à custa deste episódio, pudemos ver a Bebé a escovar os seus dentes fofinhos de bebé. Foi muito bonito.
- Num episódio mais estranho, mas não maluco, aconteceu qualquer coisa que deixou o Bobi no cimo de uma árvore no quintal (ou algo assim). O Bobi estava um pouco aflito porque não sabia como descer. Lá em baixo, os seus amigos tentavam inventar maneiras de o tirar de lá. A certa altura, foram buscar qualquer coisa, mas não sei porquê o Rui apareceu sozinho no quintal pouco depois. O problema é que já tinha escurecido e ninguém conseguia ver bem sem luz natural. E o Bobi, que estava ocupado a pensar no seu problema, olhou de repente lá para baixo, viu o Rui por ali...e apanhou um susto, murmurando: "Um lobo!". Exato, um lobo; aparentemente, na escuridão, o Bobi viu o focinho cinzento do Rui e pensou que havia um lobo no quintal!
- Certo dia, as nossas personagens estavam a falar de dentes e da higiene dental. Nenhum deles percebia muito daquilo, exceto o Rui. Então o Rui, sempre sabichão, explicou-lhes que era importante lavar os dentes depois de comer, senão os dentes podiam cair. O pássaro (que parecia uma mistura de Poupas com Tingo) ficou muito preocupado, porque como não tinha dentes, tinha medo que lhe caísse o bico! Mas o Rui continuou a sua explicação durante um tempo. Estava tão concentrado no que estava a dizer que quando acabou...já ninguém o estava a ouvir! O Rui não reparou que, entretanto, os seus amigos tinha saído para ir lavar os dentes. Ou o bico, no caso do pássaro...à custa deste episódio, pudemos ver a Bebé a escovar os seus dentes fofinhos de bebé. Foi muito bonito.
- Num episódio mais estranho, mas não maluco, aconteceu qualquer coisa que deixou o Bobi no cimo de uma árvore no quintal (ou algo assim). O Bobi estava um pouco aflito porque não sabia como descer. Lá em baixo, os seus amigos tentavam inventar maneiras de o tirar de lá. A certa altura, foram buscar qualquer coisa, mas não sei porquê o Rui apareceu sozinho no quintal pouco depois. O problema é que já tinha escurecido e ninguém conseguia ver bem sem luz natural. E o Bobi, que estava ocupado a pensar no seu problema, olhou de repente lá para baixo, viu o Rui por ali...e apanhou um susto, murmurando: "Um lobo!". Exato, um lobo; aparentemente, na escuridão, o Bobi viu o focinho cinzento do Rui e pensou que havia um lobo no quintal!
Uma(s) voz(es): ?
Uma(s) personagem(ns): Bebé;
Bobi; Rui
Genérico:
(qualquer coisa, qualquer
coisa)
(qualquer coisa) é uma gatinha
alegre
O Rui, um ratinho sabichão
(qualquer coisa) um pássaro
gigante
E o Bobi, cãozinho comilão
Vivem todos muito juntos
No cantinho da Bebé
O cantinho da Bebé
O cantinho da Bebé
Cantado por: ?
quarta-feira, 16 de março de 2016
Beast Machines: Transformers
Imagens/vídeos:
Informação: Este era um daqueles programas que nos dava vontade de oficializar a palavra "fixeza" (como possível equivalente para "awesomeness"). Porque, deve dizer-se, a ideia-base do programa era toda ela "fixeza", transpirava e respirava fixeza! Pois vejam bem: era basicamente um programa sobre animais que se podiam transformar em animais-robôs para lutar contra o mal! Quão mais fixe se pode ser? Muito pouco, suponho...naturalmente, havia mais história no Beast Machines: Transformers do que só animais e animais-robôs a andar à bulha. Aliás, até era um programa com um certo tom sério e intensidade dramática. Mas nós queríamos lá saber; queríamos era ver os animais e os animais-robôs à luta! E quem eram esses animais? Bem, o principal era um gorila, que creio ter sido o primeiro a descobrir que se podia transformar. Mas o gorila costumava ter o seu grupo de companheiros, que eram uma chita, uma aranha (bem grande) e um rato (bem grande também). A verdade é que não me lembro de muito do enredo, mas a verdade é que bastavam aquelas transformações a aqueles heróis para nos colar ao ecrã. Ao ecrã do Batatoon, se bem me lembro, porque acho que este programa chegou a passar no Batatoon. Mas posso estar enganado...
Alguns episódios
- No episódio em que, se bem me lembro, se dava a epifania do gorila que percebia de repente que podia transformar-se no gorila-robô, o nosso gorila encontrou-se no meio de um conflito qualquer que acabou com ele a cair num precipício com milhares de metros de profundidade. Enquanto ele caía com medo do impacto, ouviu de repente uma voz que parecia vir da sua cabeça, como uma memória-ex-machina para o salvar. Ouviu uma voz feminina que lhe disse qualquer coisa como "Tu consegues.". O gorila acreditou e, cheio de coragem, fechou os olhos, concentrou-se e disse "Eu...estou...transformado!". Nem ele tinha acabado a frase e já se estava a transformar numa espetacular mistura de gorila com robô. Lembro-me bem de como o achei fixe e como pensei que ele assim podia dar uma tareia aos maus! Não me lembro se o fez, mas a verdade é que transformar-se safou-o da queda.
- Poucos episódios depois deste anterior, o gorila disse aos seus companheiros que ah e tal, vocês também devem conseguir transformar-se para ficarem mais poderosos e se poderem defender e/ou dar cabos dos maus. Dito e feito, a aranha e a chita experimentaram concentrar-se enquanto diziam "Eu...estou...transformado/a!" e transformaram-se nuns animais-robôs de aspeto estupendo! Só que, por alguma razão, o rato não conseguia; ele bem repetia "Eu estou transformado!" com os olhos fechados, mas não mudava. O rato não lidou bem com isso e sentiu-se um pouco à parte dos seus companheiros. Só que, mais tarde - pode ter sido noutro episódio -, no meio de um trabalho dos transformers, o rato viu um objeto qualquer com aura de fruto proibido. Não sei bem como nem porquê, pensou que aquilo o podia ajudar. A verdade é que, pouco tempo depois, o gorila, a aranha e a chita viraram-se para trás e lá estava um animal-robô que parecia um híbrido entre ser humano e segway, mas que tinha a voz do rato. Eles estranharam, mas o rato tentou acalmá-los, dizendo que aquilo não era nada de especial; era só ele que estava transformado. Mas eu acho que o gorila e os outros não reagiram bem à transformação dele; devem ter pensado que ele usou o fruto proibido ou assim.
- O rato era sempre o mais impaciente para se transformar e isso notou-se num episódio em que havia uma ameaça qualquer no ar que podia tornar perigoso os nossos animais transformarem-se. O gorila estava a explicar qualquer coisa aos seus companheiros e o rato, impaciente, dizia-lhe que, se era assim, então que ele lhes desse os poderes o quanto antes para se poderem transformar. O gorila, como era seu dever, respondeu "Agora não é fácil". E depois deu uma ideia da razão.
- Poucos episódios depois deste anterior, o gorila disse aos seus companheiros que ah e tal, vocês também devem conseguir transformar-se para ficarem mais poderosos e se poderem defender e/ou dar cabos dos maus. Dito e feito, a aranha e a chita experimentaram concentrar-se enquanto diziam "Eu...estou...transformado/a!" e transformaram-se nuns animais-robôs de aspeto estupendo! Só que, por alguma razão, o rato não conseguia; ele bem repetia "Eu estou transformado!" com os olhos fechados, mas não mudava. O rato não lidou bem com isso e sentiu-se um pouco à parte dos seus companheiros. Só que, mais tarde - pode ter sido noutro episódio -, no meio de um trabalho dos transformers, o rato viu um objeto qualquer com aura de fruto proibido. Não sei bem como nem porquê, pensou que aquilo o podia ajudar. A verdade é que, pouco tempo depois, o gorila, a aranha e a chita viraram-se para trás e lá estava um animal-robô que parecia um híbrido entre ser humano e segway, mas que tinha a voz do rato. Eles estranharam, mas o rato tentou acalmá-los, dizendo que aquilo não era nada de especial; era só ele que estava transformado. Mas eu acho que o gorila e os outros não reagiram bem à transformação dele; devem ter pensado que ele usou o fruto proibido ou assim.
- O rato era sempre o mais impaciente para se transformar e isso notou-se num episódio em que havia uma ameaça qualquer no ar que podia tornar perigoso os nossos animais transformarem-se. O gorila estava a explicar qualquer coisa aos seus companheiros e o rato, impaciente, dizia-lhe que, se era assim, então que ele lhes desse os poderes o quanto antes para se poderem transformar. O gorila, como era seu dever, respondeu "Agora não é fácil". E depois deu uma ideia da razão.
Uma(s) voz(es): Jorge Sequerra; Rui Oliveira
Uma(s) personagem(ns): a aranha; a chita; o gorila; o rato
Genérico: Desconhecido
quarta-feira, 2 de março de 2016
Em Memória de Jorge Sequerra
Jorge Henrique Campião Nogueira Sequerra deixou este
mundo.
Como acontece com os humanos, há muitos lados de Jorge
Sequerra. O lado familiar. O amigo. O conhecido. O amante de teatro. E muitos
mais. Mas nesses prefiro não falar, pois não os conheci. O lado com que estou
mais familiarizado é, naturalmente, o das dobragens. Sim; Jorge Sequerra, ator
de teatro, televisão e sabe Deus mais o quê, fez dobragens. Muitas dobragens?
Talvez não, mas certamente mais do que se pensaria à primeira. Sequerra pode
não ter chegado a ser omnipresente nas dobragens como o são, digamos, Ana
Vieira, Peter Michael ou Bárbara Lourenço. O resultado é que dificilmente será
tão lembrado quanto estes. Contudo, ouvidos mais atentos podem pensar que a
relevância das personagens que dobrou é, de certa forma, inversamente
proporcional à frequência com que dobrou.
Abstrato demais? Muito bem, passemos a coisas concretas.
Aqui estão 4 programas nos quais Sequerra participou com a sua voz:
- O Jardim da Celeste
(no papel de Pinguinhas)
- Recreio
(no papel de diretor Prickly/Romão e outros)
- A Carrinha Mágica
(no papel de Rafa)
- Ren & Stimpy
(no papel de Sr. Cavalo e Super Tosta em Pó)
Pois é; por aqui também se vê que por vezes o que importa
é a qualidade, não a quantidade. Porque mesmo não tendo dobrado tanto quanto
outros, Sequerra teve papéis nestes desenhos animados tão importantes para a
nossa infância. Ironicamente, em dois destes programas, ele foi depois
substituído por outro ator ou veio substituir o ator anterior - em Recreio
(substituído por Paulo Espírito Santo) e em A Carrinha Mágica (substituiu
Carlos Macedo), respetivamente.
Seja como for, agora há que fazer aquela coisa muito
difícil: falar da voz de Sequerra. É certo que quem já a ouviu não precisa de
descrição. Mas para quem não ouviu...como descrever? Creio que podemos dizer
que Sequerra tinha uma voz diferente e uma das poucas vozes profundas da
dobragem portuguesa. Profunda no sentido de parecer uma voz vinda bem de baixo,
como a voz de um baixo (baixo no sentido de tessitura, não de altura).
Mas nem por isso era uma voz assustadora; era um baixo com muita ternura, que
dava para parecer que era o nosso tio divertido. Além de que tinha umas risadas
deveras expressivas. Quem não gostou de o ouvir rir no papel de Sr. Solo em Uma
Vida de Inseto?
Creio que a melhor memória da voz dele que posso
partilhar é esta: o saudoso episódio de O Jardim da Celeste em que o nosso
Pinguinhas é comprado pela Celeste e pelo Sócrates. Disfrutem.
Só não tem a clássica canção Sou Pinguinhas,
o regador...
Abaixo, uma lista com mais alguns programas que incluíram Sequerra no elenco da dobragem:
Catarina
Chobin
Gatos Rabinos
Mighty Max
Os Amigos de Ovide
O Gato das Botas
O Urso Teddy
Puzzle Park (adoro!)
Raio Azul
Sinbad
Vá em paz, sr. Sequerra. Vamos ter saudades.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Os Bravos Cavaleiros
Imagens/vídeos:
Informação: Este programa era relativamente simples. Tanto que parece que não durou muito tempo; não passou dos 20 episódios. Seja como for, ainda me animou nalgumas manhãs. Contava as aventuras de dois cavaleiros chamados Sir Boris e Sir Morris. Como o genérico dava a entender, o segundo era o tolo e o primeiro era o...menos tolo! Visão generalizada, mas simplificada. Enfim, o genérico dizia que Boris era "o melhor espadachim do mundo" e que Morris não era o melhor, mas que era "o mais entusiasta!". E assim era. O Morris e o Boris tinham cada um o seu animal de estimação que, se bem me lembro, eram robôs! Chamavam-se Sir Horace e Sir Doris - um cão e um hamster, respetivamente. Sim, os animais-robôs tinham também os títulos de Sir. Algo me diz que o programa não durou muito porque esta monarquia era patética, hehe! De resto, os bravos cavaleiros passavam ainda algum tempo com duas princesas de voz fininha das quais tinham de cuidar de vez em quando. Mas geralmente não se saíam bem. E elas também eram meio esquisitas.
Alguns episódios
- O Morris e o Boris levam as duas princesas numa viagem por uma floresta em direção à casa das tias delas. Pelo caminho, estão a descansar e um dos cavaleiros arrota. Surpreendentemente, as princesas acharam imensa graça ao arroto e pedem a Morris e Boris que as ensinem a dar arrotos. Eles tratam disso...mas mal sabem que as tias das princesas são ainda mais extravagantes que elas! Quando chegam a casa das tias, descobrem que elas têm um vaso com plantas carnívoras enormes! E quando estão a jantar, uma das princesas arrota e diz "Com licença." ou coisa assim. Uma das tias pergunta o que foi e a princesa explica que deu um arroto. Agora vejam só o que aconteceu a seguir: a tia não só disse que aquilo não era um arroto a sério como logo a seguir deu ela própria um grande arroto só para lhe mostrar o que era um arroto a sério! E não estamos a falar de coisa pouca; a tia deu um tremendo arroto que fez tremer a casa e arrastou tudo o que estava em cima da mesa! Para grande choque de Morris e Boris.
- Certo dia, o Morris perdeu o seu animal de estimação, Sir Doris. Se bem me lembro, o hamster malandro andava só por aí, a comer tudo o que encontrava. O certo é que, enquanto não encontraram Doris, o Morris entrou numa espécie de depressão, ficando o dia todo no sofá a pensar em nada. Tanto que, a certa altura, o Boris fez-lhe um discurso para o tentar fazer voltar à vida. Só que ele estava a falar para a armadura do Morris, a pensar que ele estava lá dentro. Mas não estava; era mesmo só a armadura! O Morris, quando chegou, até lhe perguntou porque é que ele estava a falar para a armadura...mas voltando a Doris, o hamster às tantas foi comido inteiro por um dragão. Só que, como foi comido inteiro, sobreviveu e ficou no estômago do dragão a comer TUDO o que o dragão metia na boca! Resultado: o dragão fartava-se de aviar comida mas nunca ficava cheio! E, claro, no final os bravos cavaleiros recuperaram o hamster!
- Certo dia, o Morris perdeu o seu animal de estimação, Sir Doris. Se bem me lembro, o hamster malandro andava só por aí, a comer tudo o que encontrava. O certo é que, enquanto não encontraram Doris, o Morris entrou numa espécie de depressão, ficando o dia todo no sofá a pensar em nada. Tanto que, a certa altura, o Boris fez-lhe um discurso para o tentar fazer voltar à vida. Só que ele estava a falar para a armadura do Morris, a pensar que ele estava lá dentro. Mas não estava; era mesmo só a armadura! O Morris, quando chegou, até lhe perguntou porque é que ele estava a falar para a armadura...mas voltando a Doris, o hamster às tantas foi comido inteiro por um dragão. Só que, como foi comido inteiro, sobreviveu e ficou no estômago do dragão a comer TUDO o que o dragão metia na boca! Resultado: o dragão fartava-se de aviar comida mas nunca ficava cheio! E, claro, no final os bravos cavaleiros recuperaram o hamster!
Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; José Neves; Teresa Madruga
Uma(s) personagem(ns): Sir Boris; Sir Doris; Sir Horace; Sir Morris
Genérico: Falado
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Os Azares da Sofia
Imagens/vídeos:
Informação: Imaginem uma Heidi ou uma Nadia (aquela de Ashite no Nadja), só que com uma personagem principal de moral muito questionável. Imaginaram? Bem, essa é a Sofia. Ou seja…este desenho animado era daqueles para chorar litros. É que a própria Sofia chorava bastante e quase tudo lhe corria mal. Aliás, o genérico tinha uma imagem de grande intensidade dramática: a Sofia a subir umas escadas a correr enquanto chora. Sim, a Sofia tinha “azares”. A começar por, durante uns bons episódios, os seus pais estarem desaparecidos. A bem dizer, a mãe da Sofia, no início, não estava desaparecida, mas parece que a Sofia se perdeu dela a certa altura e ficou “sozinha”. Já o pai parecia um “verdadeiro” desaparecido e havia umas quantas peripécias para o encontrar. Mas tudo corria mal. A Sofia não tinha uma vida fácil, apesar de estar rodeada de pessoas que se vestiam bem; houve uma madrasta que a “adoptou” e que não a tratava muito bem. E os adultos à volta da Sofia castigavam-na várias vezes (mais um litro de lágrimas!). É que ela também não era uma santinha – este assunto está desenvolvido em baixo. Era uma menina que parecia ter tendência para o conflito. É, este desenho animado tinha os curiosos pormenores de ser muito triste e de ter uma personagem principal que não inspirava assim muita compaixão. Acho que o via mais por hábito, porque eu nem sequer gostava da Sofia. Talvez eu fosse demasiado sentencioso com ela. Mas, em retrospectiva, é bastante emocionante.
Inspirado num livro da Condessa de Ségur publicado no século XIX, este desenho animado pertence àquele género a que Nuno Markl tão sagazmente chamou o género “Vamos lá pôr a criançada a chorar e os paizinhos que lhes expliquem como é miserável a vida”!
Informação: Imaginem uma Heidi ou uma Nadia (aquela de Ashite no Nadja), só que com uma personagem principal de moral muito questionável. Imaginaram? Bem, essa é a Sofia. Ou seja…este desenho animado era daqueles para chorar litros. É que a própria Sofia chorava bastante e quase tudo lhe corria mal. Aliás, o genérico tinha uma imagem de grande intensidade dramática: a Sofia a subir umas escadas a correr enquanto chora. Sim, a Sofia tinha “azares”. A começar por, durante uns bons episódios, os seus pais estarem desaparecidos. A bem dizer, a mãe da Sofia, no início, não estava desaparecida, mas parece que a Sofia se perdeu dela a certa altura e ficou “sozinha”. Já o pai parecia um “verdadeiro” desaparecido e havia umas quantas peripécias para o encontrar. Mas tudo corria mal. A Sofia não tinha uma vida fácil, apesar de estar rodeada de pessoas que se vestiam bem; houve uma madrasta que a “adoptou” e que não a tratava muito bem. E os adultos à volta da Sofia castigavam-na várias vezes (mais um litro de lágrimas!). É que ela também não era uma santinha – este assunto está desenvolvido em baixo. Era uma menina que parecia ter tendência para o conflito. É, este desenho animado tinha os curiosos pormenores de ser muito triste e de ter uma personagem principal que não inspirava assim muita compaixão. Acho que o via mais por hábito, porque eu nem sequer gostava da Sofia. Talvez eu fosse demasiado sentencioso com ela. Mas, em retrospectiva, é bastante emocionante.
Inspirado num livro da Condessa de Ségur publicado no século XIX, este desenho animado pertence àquele género a que Nuno Markl tão sagazmente chamou o género “Vamos lá pôr a criançada a chorar e os paizinhos que lhes expliquem como é miserável a vida”!
Alguns episódios
- Tive a
sorte de ver o primeiro episódio deste programa. Não me lembro de tudo, mas
lembro-me do pormenor - aliás, “pormaior” - de ser um episódio em que a Sofia
fazia asneira mais do que uma vez! Primeiro, zangava-se com o seu amigo (no
livro era primo, no programa não sei) Paul e arranhava-o à força toda, deixando-lhe
uma ferida bem visível. O Paul, coitado, quis proteger a Sofia para não a
castigarem. Vai daí, sabem o que é que ele fez? Atirou-se para dentro de
arbustos cheios de espinhos e fingiu que tinha lá caído para justificar o
arranhão! O que ele não sabia era que a Sofia o viu a atirar-se para os
arbustos e percebeu porque é que ele o tinha feito. Isso deixou a Sofia com um
grande sentimento de culpa. Tanto que, mais tarde, ela admitiu aos adultos que,
não, aquela ferida não era dos arbustos; tinha sido ela a arranhá-lo. Os
adultos perdoaram-na, mas a mensagem subliminar deles, no fundo, foi: “Minha
menina, voltas a pisar a linha e não vamos ser nada brandos, é garantido!”.
A Sofia
arrependeu-se novamente...mas nem isso a impediu de meter a pata na poça outra
vez! É que houve uma senhora que trouxe uma caixinha com frutos tipo bolo-rei
(ou podiam ser só frutos; eu não sabia nada sobre a cultura francesa) e deixou
cada criança tirar dois. Eles regalaram-se. Porém, a Sofia entrou à socapa no
compartimento onde estavam esses frutos e não resistiu a comer muitos mais.
Quando viu o sarilho em que se meteu, disse a si própria que ia contar aos
adultos que foi uma ratazana grande e gorda tinha comido aquilo tudo. Mas não
aguento e acabou por confessar. E foi castigada a sério. Pois é...mais um dia
na vida de Sofia, uma pequena com tendência para fazer asneiras, mas capaz de
sentir culpa.
Não...não comas a maçã, Eva...quer dizer, Sofia!
- Certo dia, um
homem foi pedir a um daqueles lugares onde se guardam papéis para efeitos de
registo (não sei se eram registos de passageiros de transporte ou registos
civis ou coisas assim) para procurar pistas sobre o paradeiro do pai da Sofia.
Atendeu-o um funcionário que estava convencido que ia encontrar o nome do pai,
mas de cada vez que ele olhava para um papel, concluía que não, não estava ali
nada útil. A certa altura, o funcionário largou os papéis e pegou no casaco. O
homem perguntou-lhe o que se passava e o funcionário respondeu: “Está na hora
de fechar.”. O homem protestou, dizendo que não tinham avançado nada. O
funcionário disse ah e tal, volte outro dia. Ainda hoje me lembro de como torci
o nariz a esse funcionário. Não tanto por ele ir embora na hora certa - não o
censuro por isso - mas sim por ele ter pegado no casaco assim de repente, sem
sequer dizer ao homem que tinha de ir embora e pedir-lhe logo que voltasse
outro dia. Achei que era uma questão de cortesia...mas talvez o tenha julgado
com pouca justiça. Quem sabe...
- Num episódio em que a Sofia já vivia com a madrasta, a
pequena lamentava a fome que tinha ao longo do dia por a madrasta controlar
severamente o (pouco) que ela comia diariamente. Note-se que isto não é coisa
pouca: a madrasta chegava ao ponto de não a deixar tomar a famosa refeição importante
do dia, o pequeno-almoço! Adiante...uma criança amiga da Sofia ofereceu-lhe
biscoitos e, enquanto a Sofia comia, comentou que não gostava da madrasta de
Sofia e que ela era má “como um ogre!”. As amigas sugeriram que ela tivesse
mais calma com as palavras, mas a pequena mal o fez. Ela e a Sofia eram muito
próximas.
Uma(s) voz(es): ?
Uma(s) personagem(ns): Paul; Sofia
Genérico: Instrumental
sábado, 5 de dezembro de 2015
Yamazaki - apêndice
"Olá pessoas", como dizia Bruno
Nogueira no Tubo de Ensaio.
No seguimento de uma promessa que fiz na
semana passada, vou deixar-vos aqui a versão portuguesa do genérico final do
bom e velho desenho animado Yamazaki. Um dos meus posts favoritos deste blog,
digo-vos...enfim, como já disse no post original, este genérico final era menos
dinâmico, vá, e expressava mais o egoísmo megalómano do Yamazaki. E era uma
música bem mais lenta.
Enfim, aqui vai ele. Caso alguém seja
preguiçoso demais para ler (hehe...), deixo-vos também este vídeo com a versão
espanhola, cuja tradução adaptação não pode ser comparada
à nossa, note-se.
Genérico:
Vejo, no céu escuro
Vejo estrelas a brilhar
Só aquela que brilha bem alto no céu
De onde vejo o mundo rodar
Vejo ao longe a Terra
Junta com as estrelas a abraçar
Uma leve, tão leve, suspensa no ar
Tão pequena que posso agarrar
Do mundo vejo o céu
Tão fácil de conquistar
Um dia será só meu
Não vou querer partilhar
Do mundo vejo o céu
Tão fácil de conquistar
Um dia será só meu
O mundo não vou partilhar!
Yamazaki!
Interpretado
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