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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Roger a Jato

Imagens/vídeos:


Informação: Ah, os bons velhos tempos em que o Canal Panda passava desenhos animados curta-metragem durante os intervalos...era adorável. Não que os videoclips com músicas simpáticas ou o leão Max sejam maus; não é isso. É só que aqueles desenhos animados "obscuros" e simples eram mesmo uma delícia, desde O Bucha e o Estica até ao nosso Roger a Jato.

Então, que se pode dizer sobre este Roger a Jato, além de ter sido um programa muito prejudicado pelo Acordo Ortográfico (Jacto-Jato)? Bem, não muito! A verdade é que era um programa simples com um herói - Roger - que derrotava vilões. Ou melhor...um herói não propriamente inteligente que enfrentava vilões que também não primavam pela inteligência. É, este programa conservava não só o desenho simples de Hoppity Hooper, mas também o seu humor simpático. À parte disso, o interesse maior de Roger a Jato passava por dois pontos que não eram os episódios em si. Ponto um: as acusações que o programa sofre agora de racismo e de patriotismo extremo (o que até é compreensível, pois os vilões deste programa eram geralmente orientais ou pessoas de etnia não-caucasiana...além de o próprio Roger estar vestido de azul, branco e vermelho e de o genérico do programa entoar sem vergonha as palavras "águias" e "liberdade", palavras tão facilmente associadas à América mais nacionalista). Ponto dois: o genérico em si! É que, apesar de ser potencialmente nacionalista a mais, o genérico era uma delícia. Melhor que os próprios episódios, lá está...um coro de mulheres cantava com um ritmo simples mas muito agradável a importância que Roger a Jato tinha na luta pelos EUA, em conjunto com a sua equipa, cujo nome era "As Águias Americanas" (e lá volta o patriotismo...:P). Não contando com as polémicas que ela agora causa, a música de Roger a Jato era uma alegria, essa é que é essa!

Alguns episódios
- Como vos disse, o melhor do programa era o genérico, por isso não me lembro de quase nada. Mas lembro-me de um episódio em particular em que uma personagem - possivelmente um vilão - se enganava a dizer o nome do Roger a Jato e lhe chamava algo como "Roger a Jepto". O Roger corrigia: "a Jato!". Inicialmente, isto era só assim, mas a coisa começou a ficar divertida quando o narrador do programa, ao narrar, também se começou a enganar! Pois é; a dada altura já o narrador dizia em que sarilho se estava a meter o "Roger a Jicto!". E o Roger, aborrecido, quebrava a quarta parede e corrigia o narrador: "a Jato!". Isto continuou até ao fim. Quando o narrador ia dar a sua habitual despedida, dizendo-nos para aguardar por mais aventuras do Roger e d'As Águias Americanas, ficou cerca de 20 segundos a tentar atinar com o nome do nosso herói! :D

Uma(s) voz(es): João Pinto; Rui Velasco; Vasco Luz

Uma(s) personagem(ns): Roger a Jato

Genérico:
Roger Ramjet and his eagles
Fighting for our freedom
Fly through and in outer space
Not to join him but to beat him

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station

So come and join us all you kids
For lots of fun and laughter
As Roger Ramjet and his men
Get all the crooks they're after

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station


Interpretado por: ?

domingo, 1 de dezembro de 2013

Hoppity Hooper

Imagens/vídeos:




Informação: Um desenho animado muito divertido com finais de episódios curiosos, mas meio “amaldiçoado” por ser curto demais. Passou há alguns anos no Canal Panda, numa época em que este transmitia muitos desenhos animados curtos, em 2D, entre os principais desenhos animados. Entre estes encontravam-se O Bucha e o Estica, Pára com Isso e Limpinho e outros clássicos da minha infância. Hoppity Hooper foi um dos primeiros. Este desenho animado tinha uma estrutura semelhante a um outro, cujo nome original era The Rocky and Bullwinkle Show. As semelhanças entre os dois passam pela animação em si, pelo narrador que acompanhava os acontecimentos e, acima de tudo, pelo final. Os finais dos dois programas eram idênticos: geralmente as personagens estavam em perigo e o episódio acabava...com o narrador a dar-nos duas opções. Duas opções sobre como seria o episódio seguinte. Geralmente, uma previa um final feliz e outra um final de morte! E o narrador expressava as opções usando frases como: “Sanduíche de submarino...ou...pode ser o nosso último episódio!”. Eu adorava essas frases finais, que geralmente eram trocadilhos ou metáforas da situação perigosa. Na versão portuguesa, o narrador deste desenho animado era o mesmo que narrava o Pára com Isso e Limpinho (Paulo Espírito Santo).

Semelhanças à parte, este desenho animado engenhoso dentro da sua simplicidade contava as aventuras de um sapo chamado Hoppity, do seu tio Valdo (que era um lobo ou raposa) e do seu amigo, o urso Fillmore. Hoppity devia ser o mais inteligente destes todos, pois apesar de o tio Valdo ser adulto, era um pouco ingénuo e mal conseguia falar correctamente. Além disso, o Valdo quase nunca tratava Fillmore pelo nome, chamando-lhe coisas como “Fillmongo”, “Zezinho”, “Pancrácio”, “Tibúrcio” e “Gaspar”! O Fillmore não gostava disso, mas tolerava-o. O Fillmore também tinha o hábito de tocar uma corneta de que ninguém gostava. As aventuras destes 3 cromos eram por vezes simples, mas a maior parte era aventura a sério! Eles lidavam com vulcões, selvas, subterrâneos, carros, gigantes e muito mais! E tinham quase sempre vilões atrás deles que os tentavam tramar ou até matar (sim, matar! Um bocado como nos Looney Tunes...).

Alguns episódios
- Certa vez, Hoppity, Valdo e Fillmore estavam a fazer uma espécie de corrida num carro. O carro era curioso: era preciso dar-lhe corda para ele andar, como se fosse uma caixa de música. Porém, um dos muitos inimigos deles ofereceu-se para lhes pôr gasolina no carro. Eles aceitaram sem desconfiar. O inimigo encheu-lhes o carro todo com gasolina que até transbordava! E eles nem ligaram; meteram-se no carro e prosseguiram viagem! O inimigo acendeu então um rastilho de gasolina que seguiu o carro...e o episódio acabou! É, eles costumavam acabar os episódios nestes cliffhangers...para quem quiser saber como eles se safaram, digo que foi muito simples. Quando a chama estava quase a chegar ao carro, o Hoppity lembrou-se que um carro a que se dá corda não precisa de gasolina! O tio Valdo deu-lhe razão e eles abriram a porta...fazendo a gasolina escorrer toda lá para fora! E safaram-se! Eu bem vos disse que o Hoppity era o mais inteligente entre aqueles 3...

- As 3 personagens chegam a uma velha população chamada “Onde”. Há uma placa a sinalizar o nome do local. O tio Valdo pergunta ao Fillmore o que está escrito na placa. Quando o Fillmore responde “Onde”, Valdo resmunga “À tua frente, Pancrácio!”. Fillmore, zangado, grita: “O meu nome é Fillmore!”. Após este trocadilho divertido, eles exploram a população de Onde e descobrem que vivem lá bruxas e monstros! Alguns episódios depois, são salvos pela perspicácia de Hoppity.

- Hoppity, Valdo e Fillmore vão parar à casa de uma mulher gigante. O marido da gigante explica-lhes que ela obriga quem lá esteja a fazer as tarefas domésticas. Ora, imaginem fazer as tarefas domésticas de uma casa gigantesca! Os azarados tiveram de limpar montes de coisas e esfregar quilómetros de chão! Quilómetros, mesmo, porque a casa era gigantesca! Quando se decidiram a tentar fugir, fabricaram umas asas para o Fillmore. O Fillmore conseguiu voar, mas quando a mulher gigante o viu, pequenino, a voar, pensou que era um insecto. Vai daí, pegou no mata-moscas...e esborrachou o Fillmore contra a parede! Quando os espectadores estavam apavorados a pensar que Fillmore tinha mesmo morrido...o narrador diz que só vamos saber no próximo episódio! E dá-nos as duas opções: “Mancha na parede” ou “A Terra é plana”...

Uma(s) voz(es): Ana Luís Martins; Paulo Espírito Santo

Uma(s) personagem(ns): Fillmore; Hoppity; Tio Valdo

Genérico: Instrumental