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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fancy Lala

Imagens/vídeos:





Informações: O nível de "esquecimento" deste desenho animado é bastante relativo, mais ainda do que todos os outros mostrados neste blog. Quer dizer, é certamente um dos que passou na televisão há menos tempo. É difícil dizer quando, mas creio que terá sido por volta de 2004 ou 2005. Portanto, até certo ponto, não pode estar assim muito esquecido. Mas a verdade é que, embora apresentasse uma protagonista "fofinha" que fazia magia de vez em quando, não teve a popularidade de animes semelhantes como As Navegantes da Lua, Doremi ou, quem sabe, Sakura. Ou seja: comparado com estes outros, está bastante esquecido. E, até certo ponto, não admira; o seu final era um pouco mind-blowing, triste e talvez um pouco chocante para os pobres infantes que acompanhavam este anime no Canal Panda.

Adiante! O ponto de partida deste anime era a de que Miho, a típica moça japonesa que anda na escola, de repente, recebe a visita de dois seres mágicos e passa a viver com eles e rodeada de magia. Os dois seres mágicos desta vez são Pigu e Mogu, dois seres bonitos mas muito estranhos que conseguem levitar. Uma é fêmea, o outro é macho, o que se nota pelas suas cores (branco com rosa e branco com azul, respetivamente). Pigu e Mogu não se parecem quase nada com nenhum animal que alguma vez tenhamos visto. Quando muito, parecem uma mistura muito alterada de coelho com olm. Talvez tenham também um bocadinho de dragão. Seja como for, eles trazem à Miho uma mochila especial com uma espécie de caneta mágica que faz magia quando ela junta a tampa ao resto da caneta. Ou lá o que era; este desenho animado era esquisito. Enfim, com a tal caneta, a Miho podia transformar-se numa adulta com cabelo azul. Sim, como o Tom Hanks no filme Big, mas sem a máquina Zoltar. Ora, entre as dezenas de coisas que pode fazer com isto, o que é que a Miho decide fazer? Tornar-se uma cantora pop que só trabalha ao fim de semana! Pois...porque não? É o tipo de coisa que nós, crianças, engolíamos à primeira. Agora que alguns de nós são adultos, a história é outra e começamos a questionar as coisas. Exemplo: porque queria ela ser cantora ao fim de semana? Porque pela fama, adoração e isso tudo não era, porque durante a semana ela não podia disfrutar de nada disso. Mas enfim; perguntas que mais tarde nos aparecem na cabeça.

Como eu disse, este desenho animado era esquisito. Nem tanto pela caneta mágica, mas mais pelo tom de alguns episódios. É que não só vários episódios se levavam demasiado a sério, com imagens e música meio "góticas", mas também alguns episódios pareciam algo que tinha sido escrito enquanto os argumentistas se enfrascavam com absinto. Isto porque, apesar de este anime ser para um público infanto-juvenil, havia episódios que deixavam os espetadores perdidos, sem perceber nada do que se estava a passar. E isso, na nossa verde idade, era um pouco assustador. É que não perceber porque é que uma coisa má está a acontecer é ainda mais assustador quando somos menores. E depois havia o Sr. Misterioso. Utilizador compulsivo de um chapéu, esta personagem (que era estranhamente idêntica ao pai da Miho, a ponto de muitos pensarem que ERA o pai da Miho) fazia jus ao seu nome, porque aparecia de repente no episódio e dizia coisas genéricas que não serviam de muito. Mas, não se sabe bem como, acabava por ajudar ou causar uma mudança na situação, apesar de a sua mensagem ser muito difícil de decifrar. Nisso, lembrava um pouco aqueles velhos sabichões da cultura pop, como o miúdo guru do programa Recreio ou o mestre Yoda.

Alguns episódios
- Num dos primeiros episódios, depois de conhecer Pigu e Mogu, a Miho foi experimentar fazer uma espécie de audição para ver se conseguia que uma produtora musical apostasse nela como cantora. Transformada na tal Lala, a adulta de cabelo azul, a Miho sacou dos seus dotes canoros e, acompanhada por um pianista, cantou uma melodia muito bonita com mestria. Tanto que a assistente da produtora a aplaudiu de pé a sorrir enquanto a produtora, mais sóbria, pensava "Esta rapariga tem talento.". Sim, isto muito antes daquele tempo em que os Morangos com Açúcar tornaram a palavra "talento" uma palavra de uso comum.

- Num dos tais episódios que deixavam os petizes perdidos sem perceber nada, a Miho estava na sua vida comum quando, de repente, começaram a acontecer coisas estranhas. Não sei se ela foi parar a um universo paralelo onde havia um clone dela, mas a questão é que ela estava a fazer o seu dia e etc...quando de repente encontra três dos seus amigos a conversar numa esplanada. Ela decide cumprimentá-los com uma brincadeira, olhando para eles entre os arbustos que delimitam a esplanada. Qual não é a surpresa da Miho - e a das crianças - quando os amigos olham para ela como se não a conhecessem! E é que não conhecem mesmo; olham para a Miho, não dizem nada, ficam ali um bocadinho a pensar "O que é que esta nos quer?!" e depois voltam à sua conversa! E antes que pensem que isto foi só um episódio na senda daquele enredo muito usado na BD (o da personagem que viaja no tempo sem saber e depois ninguém a conhece), vejam só o que acontece mais tarde: a Miho, transformada em Lala, anda num edifício abandonado em busca de uma resposta. Eis que, do nada, aparece à sua frente...a Miho! Sim, a Miho está basicamente a olhar para si própria. Este clone da Miho cumprimenta a Miho/Lala, sorrindo.
Isto está a ficar arrepiante, não é? Mais ainda se considerarmos que esta cena se passa num edifício abandonado e no meio de um silêncio ensurdecedor. Sim, não há música nenhuma nesta sequência; só um silêncio desconfortável que nos fez temer que, de repente, o clone da Miho saltasse para cima da Miho e a esmagasse como uma batata frita!
E como acabou esta situação toda? Bem, o clone da Miho disse umas coisas esquisitas, em vez de ter o juízo de explicar quem era e porque estava a fazer aquilo, e depois disse que já chegava...e foi-se embora! Assim, sem tugir nem mugir! Eu desconfio que este episódio fez com que muitas pessoas com menos de 18 anos tivessem um AVC de tanto nós no cérebro que o episódio lhes deu. Pudera...


- O penúltimo e o último episódio desta série merecem ser analisados juntos. Até porque fazem parte dos episódios mind-blowing deste anime. Ok, vamos lá ver...o que acontece é que a Miho está descansadinha no seu quotidiano quando percebe que perdeu a mochila com os acessórios mágicos. Naturalmente, fica aflita, assim como Pigu e Mogu. Sendo assim, os três partem numa jornada para descobrir a mochila. Procuram-na em todos os possíveis sítios onde estiveram no dia em que a mochila se foi. O que não é fácil, porque são muitos sítos. Mas enfim; não descobrem rigorosamente nada. Nessa noite, estão no quarto a descansar e a pensar. Mas...ah! A Miho lembra-se que Pigu e Mogu podem fazer magia para fazer aparecer a mochila! Tal como fizeram no dia em que ela os conheceu. Pigu e Mogu hesitam, mas decidem tentar. Fazem então a dança voadora que os permite fazer magia. Um círculo azul aparece e...e...e...

...e nada. Literalmente nada, porque Pigu e Mogu desapareceram! Sem deixar rasto! Simplesmente desapareceram no círculo azul e este também se foi! E tudo o que sobra é...silêncio. Novamente um silêncio ensurdecedor! A Miho, chocada, olha para o espaço onde, há segundos, Pigu e Mogu voavam. Agora está vazio. E a Miho está sozinha. Inexplicavelmente, inesperadamente sozinha. Os seus olhos tremem. Vai chorar dentro de segundos. E o episódio acaba.

Sim, o penúltimo episódio acaba assim, desta forma insana! Porque, quer dizer...será que os argumentistas não sabem que as crianças a assistir se vão sentir chocadas? Que vão querer saber o que raio aconteceu ali? E, mais ainda, que vão chorar?! Porque, convenhamos, os desenhos animados podem envolver muito. E como vão algumas crianças reagir ao ver os seus "amigos" Pigu e Mogu desaparecer assim, sem motivo aparente? E ao perceber que a Miho está sozinha?!

Mas calma, ainda falta outro episódio, o último! Naturalmente, os argumentistas vão usar parte do episódio para explicar um pouco do que aconteceu, não é?
NÃO!
Surpresa, o último episódio não explica nada! O último episódio não é mais do que um epílogo que mostra o que aconteceu depois de a pobre Miho ter perdido os seus amigos e os seus poderes mágicos! E as consequências do desaparecimento súbito da famosa cantora Fancy Lala! É um episódio de tom pesadíssimo e triste. E as crianças ficam assim, sem explicação! Ninguém sabe o que aconteceu a Pigu e Mogu nem se alguma vez Miho os voltará a ver! Ah, mas calma, caaaaaaalma! É que as bizarrices não ficam por aqui! Sabem o que mais acontece? Eu digo-vos: ao tentar voltar à sua vida normal e sem magia, a Miho vai fazer uma viagem de comboio. Os pais dela acompanham-na à estação e a Miho espera, em pulgas, pelo comboio. Enquanto espera ao pé da linha, o seu pai, sentado num banco, põe um chapéu e diz: "Já não és uma menina pequena...não é verdade, Miho?". E diz esta segunda parte com a voz do...Senhor Misterioso! Pam-pam-paaaaam! E quando todos estão convencidos que o anime vai aproveitar para revelar que, afinal, o Senhor Misterioso era o pai da Miho com um chapéu e uma voz diferente, eis que a mãe da Miho se ri da figura do pai e pergunta "Ó filha, quem é que te faz lembrar?" e a Miho, enigmaticamente, responde: "Não sei. Mas devolve-mo.". E sabem que mais? O pai da Miho não agiu nada como Senhor Misterioso e simplesmente mostrou o seu embaraço, dizendo: "Ah, mas eu pensava que mo tinhas dado! Pensava que me ficava muito bem!". E mais nada! Nada mais é revelado sobre o Senhor Misterioso! Nem sobre a forma como ele aparecia em todo o lado como se fosse um fantasma!

Esperem, esperem, não saiam ainda! Ainda há mais bizarrice!




Vejam só o que acontece também: a Miho está sozinha no quarto, à noite. Está descansadinha a viver a sua tristeza. De súbito...ouve uma voz familiar que chama "Miho!". A Miho volta-se logo...mas não está lá ninguém! Mas é a voz da Mogu! E aquela a do Pigu; são as vozes deles, claramente! Onde estão eles? Não estão no quarto da Miho...mas ela consegue ouvi-los! A Miho emociona-se e ouve os dois drago-coelhos voadores a dizer-lhe olá e a dizer que têm saudades dela! A Miho não aguenta e fica de cócoras a chorar enquanto balbucia que gostava muito de voltar a vê-los e suplica que voltem para ela! E vejam bem...Pigu e Mogu não respondem! Vocês estão a ver o nível de what-in-the-bloody-world?! desta cena? Pigu e Mogu têm uma oportunidade de trocar umas palavras com a pobre Miho e depois de a cumprimentarem e dizer que têm saudades, calam-se que nem ratos...voadores! Não lhe explicam o que diabo aconteceu, não lhe dizem se estão bem e de saúde, não lhe dizem se podem algum dia voltar a vê-la...como diria a lógica! E não é que depois a Miho tem de continuar a sua vida como se nada se tivesse passado? Enquanto os amigos da Fancy Lala choram o desaparecimento misterioso dela, a pensar que lhe aconteceu alguma coisa grave?! VALHA-ME. A. SANTA!!!

E o episódio ainda não acabou. Alguns dias depois, algures na rua, a Miho dá de caras com Komi, o homem que preparava o seu cabelo quando ela era a cantora Fancy Lala. O Komi sempre foi um cromo, diga-se de passagem. Mas o Komi fez o favor de apanhar o chapéu que a Miho tinha deixado fugir com o vento. A Miho agradece-lhe e, num impulso, chama-lhe Komi, como se o conhecesse. Ele acha que não a conhece, mas mesmo assim decide oferecer àquela estranha um novo penteado. Então, pede à Miho que se sente ali e trata de lhe mexer no cabelo. Deixem-me recapitular, para ver se se percebe como isto é perturbador: um homem adulto conhece uma criança bonita no meio da rua e pede-lhe para se ir ali sentar com ele enquanto ele lhe mexe no cabelo!!! Este episódio é demais, não é? Mas pronto, o Komi sempre foi bom tipo e nós, espetadores, sabíamos que ele não ia fazer mal à Miho. O que acaba por acontecer é que ele lhe faz um penteado novo. A Miho vê-se ao espelho...e o Komi trata-a por "Lala"! A Miho, naturalmente, assusta-se! Mas ele explica calmamente que ele conhece o cabelo da Lala melhor do que ninguém e ficou a saber quem ela era. Enquanto a Miho digere a surpresa, o Komi sugere-lhe que sorria e pense que dentro de uns anos poderá ser a verdadeira Fancy Lala. E...fim!




E é isto! O episódio acaba, enquanto muitas crianças caem do sofá e/ou esbracejam enquanto têm uma convulsão de tanto absurdo que viram! Não há explicação para o desaparecimento de Pigu e Mogu! Nunca mais ninguém ouve nada da mochila! E nenhuma conclusão se tira acerca do Senhor Misterioso! E a pobre Miho fica quase sozinha, sem os seus amigos voadores! E com a missão de, daqui a uns anos, "substituir" a Fancy Lala! Ou seja: substituir uma cantora adorada por todos que desapareceu inexplicavelmente e deixou milhares de fãs e amigos a chorar! A Miho vai substituí-la! Como se isso fosse possível! E como se isso apagasse todo o sofrimento que um desaparecimento tão horrível causou! O desaparecimento mais bizarro e inexplicável desde Louis Le Prince!

!

Pois.

Não haja dúvida que, mesmo contendo uma maioria de episódios "normais", fofos e sem absinto, este anime é uma das coisas mais chocantes e bizarras que a televisão portuguesa já transmitiu. E, também por isso, nunca mais o esqueci. E, por isso, digo com gosto: Fancy Lala é um dos desenhos animados esquecidos que mais merece ser lembrado. É uma loucura completamente emocionante.


Uma(s) voz(es): Ana Luís Martins; Bárbara Lourenço; Carla Garcia; José Martins; Mário Bomba; Vítor Emanuel

Uma(s) personagem(ns): Haneishi; Hiroya Aikawa; Kanno; Komi; Lala; Miho; Mogu; Pigu; Senhor Misterioso; Taro Yoshida; Yoshio

Genérico: em japonês

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Os Três Amigos e o André

Imagens/vídeos:





Informação: Simples e com episódios isolados uns dos outros. Neste programa, há o André, é claro, e os seus amigos Chico, João e Tomás. E há um grupo de três raparigas que se dá com eles, embora os ache um pouco “estúpidos”, nas palavras da Linda. Por falar nela…o Chico tinha uma paixão platónica pela Linda, mas os seus modos não eram os melhores. Nem os dele nem os dos seus amigos; o André até tinha o hábito de chegar ao pé dos seus amigos e dizer: “Olá, nabos!” ou “Olá, cabeçudos!” com um tom que não parecia ter nada de brincalhão. Pelo meio do desenho animado, o André diriga-se a nós (espectadores), chamava-nos um nome e anunciava um pequeno sketche que vinha aí (uma espécie de anedota: curta, mas divertida). Era uma coisa como: “Olá, cabeças de ervilha! Mais um momento d’Os três amigos e o André!”. Não conheço nenhum outro desenho animado em que insultem o espetador…

À parte disto...estes dois grupos tinham uma dinâmica no mínimo interessante. Os tais insultos do André faziam parte dela (e ele ia mudando de "nabos" para "idiotas", de "toscos" para "cabeçudos", etc...). Depois, havia uma espécie de relação amor-ódio entre os rapazes e as raparigas. Já sabemos que o Chico gostava da Linda, mas no fundo todos a achavam bonita. A questão é que nenhum deles sabia ser delicado com elas. Pelo contrário, tratavam-nas mais ou menos como o André os tratava, ou seja, menosprezando o valor delas e vivendo num constante ambiente de competição. Havia sempre qualquer coisa para um se afirmar mais que os outros. Tanto que, um dia, as raparigas e os rapazes envolveram-se num "combate" que envolvia fazer o melhor jornal da escola. Começaram com concorrência leal, mas acabaram a denegrir os seus "adversários" publicando fotos humilhantes deles. É, nenhuma destas 7 pessoas era um modelo de virtudes. Até certo ponto, pareciam mesmo crianças da escola...


Alguns episódios
- O André, o Chico, o Tomás e o João são encarregados de cantar num evento qualquer. Não estar a dar pulos de alegria em relação a isso, mas lá vão engolir o sapo. Acontece, contudo, que o Chico descobre que é alérgico a algumas flores e, ao cheirá-las, fica com o nariz meio entupido. Ironicamente, isto dá-lhe uma voz marcante e bonita. A voz “entupida” do Chico torna-se famosa e ele vai dando espetáculos, fazendo do André o seu moço de recados. Eis que, antes de um grande concerto, o Chico pede flores ao André para ficar com o nariz entupido. O palerma do André arranja flores...mas de plástico! E o Chico não muda de voz, mantendo a sua voz de Isabel Ribas! O Chico fica furioso e exige-lhe flores a sério, mas o tempo passa e o concerto vai começar. Resultado: o Chico tenta cantar com a sua voz normal...e ninguém gosta.

- Os três amigos, o André e as três amigas decidem fazer uma competição para ver quem consegue ficar acordado até mais tarde. Durante a competição, acontece de tudo: alguns tomam café; outros põem os pés em gelo; distraem-se; ligam uns aos outros para saber quem está acordado. E sabe-se lá mais o quê. No fim, o Chico ganha a competição e o seu prémio é ir ao cinema com a Linda. Mas ele não aproveita, porque adormece no cinema!

- Os pais do Chico levam-no a fazer terapia e o terapeuta aconselha um animal de estimação para o Chico. Escolhem uma catatua e o Chico afeiçoa-se a ela. Tanto que faz questão de estudar com ela ao ombro. A ponto de recusar a ajuda do André quando o André aparece com uma folha com as respostas do teste que a professora vai dar dentro em breve! Pois é; o reguila do Chico prefere estudar, mesmo. Mas como este desenho animado nem sempre era justo, o André tem melhor nota. Quando o Chico reclama, o André diz-lhe: “Tiveste a tua hipótese! A culpa é toda tua, falhado!”. O que já é mau. Mas piora. Como? A catatua ouve a frase do André e desata a repeti-la como um papagaio!
“A culpa é toda tua, falhado!” “A culpa é toda tua, falhado!”

Uma(s) voz(es): Cristina Carvalhal; Helena Montez; Isabel Ribas; Paula Fonseca

Uma(s) personagem(ns): André; Chico; João; Linda; Mimi; Tomás

Genérico: Instrumental

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Azuki

Imagens/vídeos: 



Informação: Um anime meloso e simples que fez parte da infância de muitos. Até porque de tempos a tempos era reposto. E, curiosamente, o que mais mudava não era a equipa de dobragem (aqui feita gentilmente pela mesma equipa que dobrou Digimon); era o genérico! Quando este programa começou a ser transmitido, o genérico era cantado em japonês. Mais tarde, tiraram a cantoria e ficou só o instrumental. Finalmente, fizeram uma adaptação do genérico para português! "Fico feliz, fico feliz, quando estás perto de mim(...)"


À parte disso, este desenho animado era sobre um jovem estudante chamada Azuki que tinha uma paixão platónica pelo seu colega Mike. O Mike era um bom rapaz e a sua beleza e forma física atraía muita gente. Resultado: a Lisa, uma espécie de arqui-inimiga da Azuki, andava sempre atrás dele. Só que ela era muito mais "peixeira" ao mostrar a sua queda pelo Mike e quase não olhava a meios para atingir os seus fins. Felizmente, a Azuki tinha o apoio das suas amigas como a Beth, a Cathy e uma menina de óculos muito ajuizada. Também tinha amigos, mas eles eram um pouco pestinhas: o Ken e o Joey. Os dois eram amigos, mas o Ken era o mais espevitado e brincalhão. Aliás, o Ken gozava muitas vezes com a Azuki. Embora, secretamente, ele nutrisse uma paixão por ela. Mal ele sabia que a pobre Beth gostava dele...ai, tantos triângulos amorosos! Agora ficou a parecer uma novela mexicana...

Alguns episódios
- A Cathy andava a comportar-se de maneira estranha, pedindo a algumas pessoas comidas estranhas como couves não vendidas e massas instantâneas. Quando lhe perguntavam o que se passava, ela justificava-se com a família: "A minha avó gosta muito de massas instantâneas!". No fim de contas, aquilo era tudo mentira e o que se passava era que a Cathy tinha "adoptado" um coelho e estava a dar-lhe de comer. E escondeu isso porque não queria que a avó dela soubesse. É que a avó dela era bera. Nas palavras da Azuki, a avó da Cathy era tão teimosa como a neta.

- Durante parte dos episódios, uma personagem teve uma pequena cadela chamada Lucy. Quando o Mike foi para fora, pediu à Azuki para tomar conta da Lucy. Ela fez isso o melhor que pôde e depois o Mike voltou para vir buscá-la. A Lucy ficou toda contente e deu umas lambidelas na cara do Mike, como alguns cães fazem. O Mike ria-se e a Azuki murmurava: "Tenho inveja da Lucy. Se eu pudesse mostrar os meus sentimentos ao Mike como a Lucy faz...". Só que o Ken ouviu o que ela murmurou (ou talvez não tenha ouvido; a cena era um pouco ambígua em relação a isso), fez uma cara toda gozona e, rindo-se, disse: "Azuki, porque é que não te atiras ao Mike, como a Lucy faz?!". Pois é...o rapaz era um gozão, mas às vezes tinha sentido de humor.

- Ainda hoje me lembro de um dos episódios finais, em que a Lisa estava a gritar com o Mike e ele defendia-se...nesse dia, o Mike assumiu claramente à Lisa: "Eu amo a Azuki!". Suponho que tanto a Lisa como eu trememos ao ouvir essa frase; no fundo, foi um choque. Quer dizer...quantas vezes nos desenhos animados da manhã é que se ouve a palavra com "A"? ;)

Uma(s) vozes: Bárbara Lourenço; Graça Ferreira; Mónica Garcez; Nara Madeira; Paulo Coelho; Pedro Borges

Uma(s) personagem(ns): Azuki; Beth; Cathy; Joey; Ken; Lisa; Lucy; Menina Michelle; Mike


Genérico: em japonês

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dica: Bendito Regresso

Caros leitores:

Venho aqui dar-vos uma pequena dica: o delicioso e muito criativo desenho animado "Recreio" (Recess, no original) tornou-se há pouco tempo um dos programas do nosso Disney Channel. Note-se que não é um desenho animado esquecido. Mas achei por bem recomendá-lo, pois além de se assemelhar a uns desenhos animados que eu cá sei, este programa pode trazer diversão e crianças e adultos e mostrar como se pode ter grandes ideias a partir de um espaço simples como o recreio de uma escola.

E, com isto, retomamos a nossa programação normal! ;)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Weekenders

Imagens/vídeos:



Informação: Este desenho animado que, se bem me lembro, passava na SIC aos fins-de-semana, lembrava um pouco o “Recreio” (Recess). Se bem que era só a lembrança, porque os argumentistas do “Recreio” eram de uma criatividade fora do comum, patamar ao qual os deste “Weekenders” não chegaram. De qualquer forma, neste programa acompanhávamos as curtas aventuras de quatro amigos adolescentes: o Tino, o Carver, a Tish e a Lor. Eles viviam pequenas aventuras geralmente em menos de 4 dias, porque estas passavam-se sobretudo no fim-de-semana. Ora, como fazer uma boa aventura que se passe em apenas dois dias? Para isso, os argumentistas tinham de fazer uma pequena batota: faziam a aventura começar na sexta-feira à tarde e concluíam-na na segunda-feira, antes das aulas. Espertos, hem? As personagens principais tinham vozes que não se ouvem facilmente por aí (ou, se ouvem, é porque as pessoas que as dobravam cresceram e a voz mudou muito) e cada um tinha as suas particularidades. A Lor gostava mais de fazer desporto, a Tish era mais sábia e usava óculos…por aí. O Tino era o nosso principal cúmplice, porque no início da aventura virava-se para nós e costumava dizer: “Olá! Daqui Tino.”, descrevendo-nos depois o que se estava a passar. Este grupo tem também o hábito delicioso, embora pouco saudável, de comer fast-food frequentemente, em especial umas batatas fritas com um molho vermelho (é bem possível que fosse ketchup).

Nota: Ao que parece, este desenho animado foi reposto há pouco tempo num canal qualquer. Não vi quase nada dessa reposição – até porque ela não durou muito – mas do que ouvi, acho que mantiveram as vozes originais. Algum de vocês o viu? É que nem reparei se o programa se chama mesmo "Weekenders" em Portugal. Talvez se chame, já que "weekenders" não tem bem tradução, pelo que em Portugal teria de ser algo como "Fim-de-Semaneiros"...o que ficaria uma palavra bem estranha!

Alguns episódios
- Muitos dos episódios deste desenho animado viviam do exagero das personagens. Exemplo: o Tino tinha uma trotinete especial com a qual queria fazer uma corrida. Mas ela avariou-se e o Carver disse que a levava para a sua casa para a poderem arranjar. Só que a dada altura o Tino meteu na cabeça que o Carver estava a demorar muito a devolver-lhe a trotinete e começou a imaginar que ele estava a fazer de propósito. Isto foi ao ponto de o Tino fantasiar que pedia a trotinete ao Carver e ele dizia que lha dava depois...com uma gargalhada vil! Claro que, no fim de contas, descobrimos que o Tino estava só a fazer filmes na sua cabeça e que o Carver não faria uma coisa dessas.

- Não pensem que o Tino era particularmente paranóico; às vezes era ao contrário. Aconteceu que o Tino teve de passar uns tempos em casa do Carver. Como estava em casa alheia, o Tino foi muito educado com a família do Carver. Tudo bem. O problema é que o Carver começou a pensar que a sua família estava a gostar demais do Tino. O clímax? O Carver teve um pesadelo em que o Tino o tinha substituído como membro daquela família, que agora se referia ao Carver como “o filho que deitámos fora!”. Estes jovens, tsc tsc...enfim, como é óbvio, nada disto aconteceu e o Tino explicou que estava só a tentar portar-se bem.

- E quando era a Lor que exagerava? Uma vez, ela entrou numa competição qualquer de basket em que, se marcasse três cestos seguidos, ganhava 2000 contos (sim, na altura eram contos, e não euros). A Lor ficou cada vez mais obcecada com a possibilidade de perder, não só por causa do dinheiro...mas porque tinha medo que a Tish, o Tino e o Carver passassem a odiá-la! Esta preocupação, suponho, parece exagerada. E, de facto, era, até porque a Lor podia ter percebido que os seus amigos a apoiaram ao longo de toda a espera pela competição. E mais: davam-lhe conselhos para melhorar o seu jogo. O Carver sugeria-lhe pôr os joelhos num certo ângulo e a Tish dizia-lhe que ganhar não era tudo. O Tino...bem, ele não sabia muito de basket, por isso deu-lhe um conselho que era capaz de dar a toda a gente: “Nunca bebas detergente!”. Que conselho, hem? Adiante...no final, a Lor perdeu a competição e o dinheiro, mas não perdeu amigos nenhuns. Eles disseram que tiveram pena, mas que gostavam dela na mesma. Pois então!

Uma(s) voz(es): Rui Oliveira

Uma(s) personagem(ns): Carver; Lor; Tino; Tish

Genérico:
Todos no fim-de-semana
Quero o fim-de-semana…ei!*


*Além de precedido de uns 5 segundos de música instrumental, este genérico era mais falado do que cantado. E o original era maior.


Interpretado por: ?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Os Traquinas

Imagens/vídeos





Informação: Devo ter visto no máximo 4 episódios deste desenho animado, mas ele ficou-me na memória. Cada episódio era centrado num dos alunos de uma turma. Essa turma consistia no grupo de crianças que eram os tais “traquinas”. Uma das coisas mais curiosas deste programa era que, embora isso pudesse ser difícil uma vez feita a tradução, cada personagem tinha dois “nomes” começados pela mesma letra. Patrícia Perfeita, Telmo TV, etc. E o segundo nome costumava ser um adjectivo e/ou algo que identificasse a característica especial de cada aluno. O episódio evidenciava essa mesma característica. Aliás, o título do episódio era justamente o nome da pessoa, a sua característica e um “hem?” a acompanhar. Assim, após um genérico, uma simpática voz (seria a de Jorge Pinto? Não posso assegurar…) dizia algo como “Patrícia Perfeita, hem?”.

Alguns episódios
- Patrícia Perfeita: A Patrícia combinou ir brincar com um amigo, mas perdeu o seu totó (ou laço, não tenho a certeza). Como é “Perfeita”, a Patrícia diz que não pode brincar enquanto não o encontrar. O amigo oferece-se para procurar e os dois procuram, deixando o quarto todo desarrumado! Quando encontram o totó, vêem a confusão que fizeram, percebem que foi divertido desarrumar aquilo tudo e o amigo convida a Patrícia para vir desarrumar o quarto dele!

- Telmo TV: O Telmo tem o hábito de imitar uma personagem que viu na televisão. E muda a personagem dia após dia, consoante os programas que vê. Mas um dia falta a electricidade na casa dele e, por causa disso, ele vai ter de ser apenas ele próprio no dia seguinte. Os colegas dele até estranham ele não estar mascarado…

Uma(s) voz(es): Helena Montez; Sandra de Castro

Uma(s) personagem(ns): Patrícia Perfeita; Telmo TV

Genérico:
Somos os traquinas
Todos queremos divertir
Os traquinas
Não há nada melhor do que rir

Lá lá lá lá lá lá…oi!
Somos os traquinas
Os traquinas, sim


Interpretado por: Vários