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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hércules

Imagens/vídeos: 



Informação: Este também não era um programa de televisão, mas um filme. Um Hércules de origem japonesa lançado pouco tempo antes do Hércules da Disney, que ofuscou tanto este Hércules que lembrar-se dele em vez do da Disney é como tentar ver estrelas no céu quando o sol está a brilhar.


À parte da ofuscação, este Hércules era bem mais sério que o da Disney e, até certo ponto, era mais fiel à verdadeira lenda do filho de Zeus. "Até certo ponto" porque este também oculta os assassinatos de Hércules. Mas enfim; esta versão também tinha canções de qualidade e muita adrenalina. O filme tinha também uma estrutura curiosa: começava perto do nascimento de Hércules, acompanhava-o até às 12 tarefas que ele teve de executar e, depois, debruçava-se só sobre umas e passava as outras com uma montagem. Um pouco como o Karate Kid. O que faz sentido, senão o filme duraria horas e, quem sabe, talvez nem as crianças o aturassem. Para ser mais preciso, o filme acompanhava toda a jornada de Hércules para tratar do Leão da Nemeia, dos pássaros de Estinfale, das maçãs de Hespérides e do cão Cérbero.

E também ocultava o suicídio final de Hércules. Para sorte dos infantes que viram o filme. Algumas outras particularidades deste filme incluem o facto de Hércules tratar muitos deuses por "tu" (ok, Herc, nós sabemos que és meio-deus por seres filho de Zeus, mas à vontade não é à vontadinha, ok?!), o de a atriz Cláudia Cadima dar voz a todas as personagens femininas, praticamente sem exceção, e a sua duração invulgar - 40 e tal minutos.

Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; Cláudia Cadima; Fernando Luís; Rui Paulo

Uma(s) personagem(ns): Alcmena; Apolo; Atena; Atlas; Copreus; Eurystheus; Hades; Hera; Hércules; Hermes; Megara; Menoetes; Nereu; Zeus

Genérico:
Há muito, muito tempo atrás
Um povo que na Grécia havia
Inventou para si
A sua mitologia

(qualquer coisa) em todo o mundo
Eram deuses pela sua voz
Que tinham poderes infinitos
Mas eram iguais a nós

Deuses e deusas
Da mitologia grega
Lendas vivas
Da nossa antiga História
Lá no céu
Em toda a sua glória
Deuses e deusas
Da mitologia grega



Interpretado por: Fernando Luís

segunda-feira, 24 de março de 2014

O Pequeno Drácula

Imagens/vídeos:



Informação: Um desenho animado simples que passou no Canal Panda há uns anos, num modesto horário da tarde. O protagonista era um pequeno drácula (olha, quem diria...) verde que tinha uma família de vampiros e que passava por algumas aventuras. Pessoalmente, creio que este desenho animado não era dos mais inspirados da tarde do canal em questão. Aliás, mal me lembro do enredo de um episódio que seja. O que tornava este desenho animado algo de especial...era o genérico! Todo ele cantado em francês, o genérico tinha um ritmo muito bom acompanhado por algumas imagens inspiradas. O início do genérico, então, é mesmo bom! Conjugando com mestria o agudo uivo de um lobo e uma cidade a ser imersa em sombras como se estas pretendessem agarrar a cidade (brrr!), este genérico tinha uma deliciosa mistura de terror com simpatia. Se o início é todo ele pensado para assustar crianças - e talvez até pessoas mais crescidas - o restante mostra-nos que o drácula em questão é divertido e não quer fazer mal a nenhuma criança. E o final também tem muito que se lhe diga, com um logótipo dos bons. Enfim...como já disse neste post, este desenho animado faz parte de uma lista de desenhos animados cujos genéricos são melhores que o desenho animado em si. Não que o programa seja mau. O genérico é que é bom demais, por assim dizer...

Alguns episódios
- Pois...nem me lembro do enredo de um dos episódios deste programa. Só me lembro de uma cena de um episódio em particular, em que se brincava com a questão de o quotidiano dos vampiros ser diferente do nosso. A saber: o pequeno drácula ia dormir e estava desanimado. O pai dele (com a voz de João Pinto) tentou animá-lo despedindo-se assim: "Não te preocupes, filho; amanhã é outra noite!". Dito isto, dirigia-se ao interruptor, apagava a luz e desejava "Bom dia!". Creio que todos nós percebemos a brincadeira, pois já se sabe que os vampiros dormem de dia...

Uma(s) voz(es): João Pinto; Mónica Chaby

Uma(s) personagem(ns): Mãe do Pequeno Drácula; Pai do pequeno Drácula; Pequeno Drácula

Genérico:
Lorsque la nuit et le tonnerre
Lancent leurs cris dans le cimetière
Il vous attend, c'est ici
Little drac est un ami

Drac, Little drac
Drac, Little drac

Des pouvoir surnaturels plein les poches
Il aurait vraiment de quoi foutre les pétoches
Dans la galerie des horreurs
Soyez donc ses visiteurs

Imaginez donc ce que peut être la vie
D'un adorable petit vampire d'aujourd'hui
De l'aventure, des histoires folles
Voiture, laser et rock'n'roll

Drac, Little drac
Drac, Little drac


Interpretado por: ?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Monstro por Engano

Imagens/vídeos:







Informação: Um desenho animado feito com uma ainda-a-desenvolver-se tecnologia de 3D. As imagens não eram as melhores, mas a história compensava. Esta é a história de Valter, um rapaz que é atingido por uma magia que o faz transformar-se num monstro gordo e azul de cada vez que espirra. Acontece que o Valter tem alergias, e espirra por coisa pouca! Por isso, tem de estar sempre a esconder-se. Pelo menos, se volta a espirrar, volta a ser um humano...mas nem sempre consegue espirrar quando quer. A sua irmã Tânia tenta usar magia para resolver o problema dele, mas não consegue. Mesmo assim, os feitiços dela são muito úteis para resolver problemas. Cada feitiço começa com algo como: “Ix Tem Nimoy”. Outra presença constante nos episódios é o João Bem Morto, um fantasma que vive, creio, no sótão da casa da Tânia e do Valter. Claro que os pais deles não sabem, caía o carmo e a trindade se soubessem! E também não sabem que o filho se transforma em monstro. Que pais desatentos, hehe...o estereótipo televisivo dos pais que não sabem que os filhos têm um grande segredo (embora muitas vezes eles dêem muito nas vistas!). Depois, há os vilões. O principal é o Gorgol, dono de uma jóia mágica que acaba por perder. O Gorgol é mesquinho e perigoso, mas tem o azar de estar fechado numa bola de plástico e do tamanho de um rato. Por isso, episódio após episódio, quer sair de dentro da bola. Mas para o ajudar só tem um ajudante que é grande, mas não é grande coisa. O seu ajudante lê mal e é facilmente enganado. Azar!

Alguns episódios
- O Valter e a Tânia vão numa viagem de campismo com os pais. O Valter receia espirrar no meio do campo, visto que há tanto pó e polén, e transformar-se num monstro à frente dos pais. A Tânia ensina-lhe uma espécie de técnica para evitar o espirro: "Conta até 7 e aperta o joelho!". Por momentos, a tal técnica funciona, mas quando o Valter está algures entre as árvores, não consegue contar até 7 e espirra. Mas acaba por se safar.

- O Valter está a jogar à bola com o seu conterrâneo Guilherme. A certa altura, mandam a bola para trás de umas árvores e o Valter vai buscá-la. Inesperadamente, um insecto voa ao pé do nariz do Valter e ele espirra. O Valter fica aliviado por o Guilherme não o ver, mas quando o Guilherme pergunta pela bola, o Valter chuta-a na direcção do Guilherme. O problema é que chuta a bola com a força de um monstro! Resultado: a bola voa bem alto e vai cair num sítio onde se fura. E o Guilherme fica chateado e vai pedir satisfações ao Valter. Que, entretanto, prepara um espirro para poder voltar ao normal.

- Tive a sorte de poder ver o clássico episódio final deste desenho animado. A ver se consigo resumir uma coisa tão intensa...basicamente, o Gorgol e o seu ajudante tolo levam  a jóia do Gorgol e o livro de feitiços da Tânia para o seu "covil". Quando o Valter, a Tânia e o João Bem Morto vão atrás deles, não conseguem subir a rampa que dá para o covil dos vilões porque eles aumentam o peso deles...ou a gravidade no local, não sei. Enquanto os heróis lutam para chegar ao covil, o ajudante tolo tenta montes de vezes tirar o Gorgol da sua bola. Após muitas tentativas - lembrem-se: ele lê mal - finalmente consegue. O Gorgol, agora no seu tamanho normal e livre, transforma os seus arqui-inimigos em estátuas, mas o ajudante dele tem pena de ver o Valter, a Tânia e o João Bem Morto com aquelas caras de susto. O Gorgol decide então trazê-los de volta à vida, mas prendendo-os numa bola de plástico! Haja ironia! De qualquer maneira, os nabos esquecem-se de um pormenor evidente: o João Bem Morto é um fantasma! Ele sai da bola na maior e numa questão de minutos tudo se resolve. Mais uma vez sem a jóia e o livro de feitiços, o Gorgol pede que não lhe façam mal e que o levem de volta para a sua terra, que é tudo o que ele quer. Eles enviam-no para a sua terra, sim...mas dentro de uma bola de plástico! Olha, quem diria! Nunca me teria lembrado disso...B-)

Uma(s) voz(es): Helena Montez; Paula Fonseca

Uma(s) personagem(ns): Gorgol; Guilherme; João Bem Morto; Tânia; Valter

Genérico:
O meu nome é Valter
Era um miúdo normal
Foi um dia que encontrei
A jóia mágica do Gorgol

O seu plano era enganar-me
Para sempre que espirro ser
Um monstro por engano

A Tânia faz feitiços
Mas só sabe dar-me enguiços
Ela não vai desistir
Pode um dia conseguir

Encontrar a senha certa
Para ajudar o seu mano
Um monstro por engano…ano!*

João Bem Morto
É um amigo dos bons
Do trompete tira
O melhor dos sons

(qualquer coisa, qualquer coisa)
(qualquer coisa) o pai e a mãe
O João está sempre pronto a ajudar

Esta secreta vida minha
Faz-me andar sempre a correr
E isto ainda é o começo
Está-me cá a parecer

Pensam que estou bem
E que isto não é um dano
Ser monstro por engano
Ser um monstro por engano
Ser um monstro por engano

*este “ano” era cantado como se o Valter estivesse quase a espirrar e fosse aliviado no último segundo


Interpretado por: Helena Montez