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terça-feira, 7 de julho de 2026

Bendito regresso - As Powerpuff Girls

Pois é, caros leitores aqui do blog: aparentemente, há cerca de uma semana - ou, se foi antes, eu não reparei - o canal Cartoon Network teve a bondade(?) de repôr o desenho animado As Powerpuff Girls. E, se os olhos e os ouvidos não me enganam, não é um um reboot qualquer; é mesmo o original dos anos 90, criado por Craig McCracken e Genndy Tartakovsky. Podem não conhecer este nomes, mas com base no pouco que eu sei do assunto, são 2 artistas muito importantes para a arte dos desenhos animados...especialmente o segundo.


Aqui neste blog, não me considero propriamente um vendedor, pelo que não tenho de vos convencer a ver este programa; estou apenas a tentar divulgar a reposição. Porém, como gostei de crescer com o programa, vou partilhar aquilo que creio serem algumas das qualidades de As Powerpuff Girls. Antes de mais nada, acho giro um programa em que super-heróis lutam contra monstros. Ok, as Powerpuff Girls nem sempre faziam isso...por vezes o "monstro da semana" que elas combatiam não era bem um monstro, era um animal falante ou até um palhaço. Mas quando lutavam com algo mesmo monstruoso, eu divertia-me bem. :)


Depois, gosto dos desenhos...pessoalmente, sempre apreciei os bonecos de desenho animado que são desenhados com um traço exterior negro muito carregado, uma linha muito grossa. Não sei porquê, mas gosto disso; gostava do traço exterior do Timmy Turner, Cosmo e Vanda e também gosto do deste programa. Depois, acho que a música é boa; este programa era jeitoso a criar um ambientezinho dramático e/ou tenso com música porreira. O próprio genérico é bem animado...adoro aquele tambor! Depois, embora não fosse um programa particularmente cómico, sacava umas piadas de vez em quando. Algumas das quais subvertiam imenso aquilo que se esperaria.

Finalmente, ligando este programa ao tempo em que nos encontramos (Julho de 2026), As Powerpuff Girls podem ajudar a, vá, equilibrar a média daquilo que as crianças de hoje em dia vêem. Afinal, como alguns aqui já devem ter ouvido, uma crítica relativamente comum à TV de hoje para os petizes é que não deixam os infantes ter tempo para digerir o que viram...tempo para «respirar mentalmente», se quiserem. Bem, As Powerpuff Girls são impecáveis nisso: quando uma personagem está à espera, podemos sentir que ela está realmente a esperar. E, quando uma personagem está a contemplar, dá para nós - público - contemplarmos também. E há uma boa quantidade de momentos de silêncio. Fantástico, não acham?! :D


Portanto, sim, recomendo que vejam, revejam ou então mostrem a filhos que possam ter. Ou sobrinhos. Ou afilhados, sei lá...vejam, mostrem e divulguem, pode ser?

Ah, um pormenor importante! É o seguinte: pelo menos nos serviços de TV NOS e MEO, podem ver o desenho animado com a dobragem que fizemos...ou, se preferirem, podem revê-lo em inglês! Ou seja: se assim desejarem, podem vê-lo como eu o via durante anos no Cartoon Network: sem perceber patavina dos diálogos, mas curtindo a alegria e as batalhas! XDD

(Por acaso aprendi um pouco de inglês só de ver. Foi fixe.)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Super Porca

Imagens/vídeos: 





Informação: Há tanto que se pode escrever sobre este desenho animado que nem sei o que esperam que eu escreva primeiro...bom, a primeira coisa que me ocorreu foi quando ia escrever o título dele: é um daqueles títulos que gostou tanto do acordo ortográfico como gostaria de que um tubarão lhe comesse o peixinho de estimação. Como se escreverá agora, "Superporca"? "Super-Porca"? Talvez "Super Porca"...odeio-me um bocado por não saber. Mesmo assim, escolhi o título que está ali em cima para dar destaque ao tipo de super-herói que protagoniza este anime. Porque, realmente, o super-herói é...uma porca. Pois. Uma porca que voa, tem superforça (ai, o acordo outra vez!) e ajudantes para lutar pela paz e harmonia na sua zona. Vê-se à distância que isto é material de paródia, não? E, com efeito, consta nalgumas fontes que este anime foi criado com a ideia de parodiar outras séries de super-heróis. Como As Navegantes da Lua, suponho eu...até porque aqui também era uma adolescente que ia à escola e tudo mas que tinha como part-time ser super-herói. Pergunto-me se passava recibos verdes...X) (nota: não levem à letra esta última linha; era uma piada, ela não tinha literalmente um part-time como super-heroína. É difícil transmitir a ironia através da comunicação escrita, sabem...)

Como já dei a entender, a Super Porca não era sempre uma porca. Era mais uma humana chamada Kassie que, certo dia, começou a poder transformar-se numa porca com poderes especiais. Tudo isso começava num dia em que, de forma um pouco inesperada, ela recebia a visita de Iggy, uma espécie de porco amarelo flutuante, que lhe incutia o dever de ser a Super Porca. Eu nunca percebi as motivações do Iggy, mas suponho que isso até era normal, porque não falavam assim muito delas. Seja como for, a ideia era que a Kassie aceitava o dever de proteger a zona de problemas com os seus poderes e, como uma espécie de recompensa, recebia umas pérolas rosa que saíam de uma espécie de concha de búzio que, vá-se lá saber como, gerava ou transportava pérolas. Estas pérolas, aparentemente, não serviam para vender nem para enfeitar; serviam mais para a Kassie guardar e, ao chegar a um certo número de pérolas, teria uma espécie de recompensa derradeira: davam-lhe a possibilidade de se tornar uma super-heroína humana. O que era, no fundo, o sonho dela. E assim se explica a razão pela qual a Kassie aceitou alguma vez ordens de um suíno voador.

Alguns episódios
- Já escrevi um pouco sobre o primeiro episódio, mas enfim...antes de fazer o "negócio" com a Kassie, o Iggy pediu-lhe para ela se ver ao espelho. A Kassie viu-se ao espelho e reclamou logo: "Isto não é a minha cara! Tem um nariz de porco!". E tinha razão; nesse momento ela já tinha um nariz falso preso à cara. E foi a partir dessa pista pouco subtil que o Iggy começou a explicar-lhe o que ia ser a sua vida a partir daí.

- Num episódio cheio de espirros, havia uma epidemia qualquer na zona da Kassie. Não me lembro se era constipação ou se era uma espécie de febre dos fenos, mas inclino-me para a segunda opção. A Kassie foi uma das mais afetadas, pois não se sentia bem e espirrava bastante. O problema é que os problemas da cidade não metem baixa, por isso a Super Porca, mesmo adoentada, teve de ir salvar um camião que quase saía da estrada e caía por um abismo. A questão é que a Super Porca não conseguia empurrar o camião de volta à estrada, só conseguia segurá-lo, impedindo-o de cair. A Super Porca percebeu que ia precisar de uma força extra e, ainda que contrariada, fez o possível para provocar um espirro bem forte. Espirrou...e o impulso conseguiu levar o camião de volta à segurança!

- Num episódio um pouco confuso, acontecia muita coisa...a Super Porca fazia uma coisa mal, ficava do tamanho de um hamster e acabava numa espécie de julgamento cósmico em que discutiam se lhe devolviam o seu tamanho original ou não. O juiz dessa situação era uma espécie de boca gigante que parecia ser um superior do Iggy. Tanto que este lhe pediu clemência em nome da Kassie. No fim do julgamento, a tal boca gigante decidia que ia devolver o tamanho original à Super Porca, mas o preço era ela perder todas as pérolas que tinha acumulado até aí. Parecia um final um pouco triste apesar de punir a Super Porca pela sua asneira. Mas, numa reviravolta, a boca acabava por devolver as pérolas porque sabia que ela não tinha feito o que fez por mal. E as crianças a ver ficaram contentes!

Uma(s) voz(es): ?

Uma(s) personagem(ns): Iggy; Kassie

Genérico: Desconhecido

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hércules

Imagens/vídeos: 



Informação: Este também não era um programa de televisão, mas um filme. Um Hércules de origem japonesa lançado pouco tempo antes do Hércules da Disney, que ofuscou tanto este Hércules que lembrar-se dele em vez do da Disney é como tentar ver estrelas no céu quando o sol está a brilhar.


À parte da ofuscação, este Hércules era bem mais sério que o da Disney e, até certo ponto, era mais fiel à verdadeira lenda do filho de Zeus. "Até certo ponto" porque este também oculta os assassinatos de Hércules. Mas enfim; esta versão também tinha canções de qualidade e muita adrenalina. O filme tinha também uma estrutura curiosa: começava perto do nascimento de Hércules, acompanhava-o até às 12 tarefas que ele teve de executar e, depois, debruçava-se só sobre umas e passava as outras com uma montagem. Um pouco como o Karate Kid. O que faz sentido, senão o filme duraria horas e, quem sabe, talvez nem as crianças o aturassem. Para ser mais preciso, o filme acompanhava toda a jornada de Hércules para tratar do Leão da Nemeia, dos pássaros de Estinfale, das maçãs de Hespérides e do cão Cérbero.

E também ocultava o suicídio final de Hércules. Para sorte dos infantes que viram o filme. Algumas outras particularidades deste filme incluem o facto de Hércules tratar muitos deuses por "tu" (ok, Herc, nós sabemos que és meio-deus por seres filho de Zeus, mas à vontade não é à vontadinha, ok?!), o de a atriz Cláudia Cadima dar voz a todas as personagens femininas, praticamente sem exceção, e a sua duração invulgar - 40 e tal minutos.

Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; Cláudia Cadima; Fernando Luís; Rui Paulo

Uma(s) personagem(ns): Alcmena; Apolo; Atena; Atlas; Copreus; Eurystheus; Hades; Hera; Hércules; Hermes; Megara; Menoetes; Nereu; Zeus

Genérico:
Há muito, muito tempo atrás
Um povo que na Grécia havia
Inventou para si
A sua mitologia

(qualquer coisa) em todo o mundo
Eram deuses pela sua voz
Que tinham poderes infinitos
Mas eram iguais a nós

Deuses e deusas
Da mitologia grega
Lendas vivas
Da nossa antiga História
Lá no céu
Em toda a sua glória
Deuses e deusas
Da mitologia grega



Interpretado por: Fernando Luís

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Roger a Jato

Imagens/vídeos:


Informação: Ah, os bons velhos tempos em que o Canal Panda passava desenhos animados curta-metragem durante os intervalos...era adorável. Não que os videoclips com músicas simpáticas ou o leão Max sejam maus; não é isso. É só que aqueles desenhos animados "obscuros" e simples eram mesmo uma delícia, desde O Bucha e o Estica até ao nosso Roger a Jato.

Então, que se pode dizer sobre este Roger a Jato, além de ter sido um programa muito prejudicado pelo Acordo Ortográfico (Jacto-Jato)? Bem, não muito! A verdade é que era um programa simples com um herói - Roger - que derrotava vilões. Ou melhor...um herói não propriamente inteligente que enfrentava vilões que também não primavam pela inteligência. É, este programa conservava não só o desenho simples de Hoppity Hooper, mas também o seu humor simpático. À parte disso, o interesse maior de Roger a Jato passava por dois pontos que não eram os episódios em si. Ponto um: as acusações que o programa sofre agora de racismo e de patriotismo extremo (o que até é compreensível, pois os vilões deste programa eram geralmente orientais ou pessoas de etnia não-caucasiana...além de o próprio Roger estar vestido de azul, branco e vermelho e de o genérico do programa entoar sem vergonha as palavras "águias" e "liberdade", palavras tão facilmente associadas à América mais nacionalista). Ponto dois: o genérico em si! É que, apesar de ser potencialmente nacionalista a mais, o genérico era uma delícia. Melhor que os próprios episódios, lá está...um coro de mulheres cantava com um ritmo simples mas muito agradável a importância que Roger a Jato tinha na luta pelos EUA, em conjunto com a sua equipa, cujo nome era "As Águias Americanas" (e lá volta o patriotismo...:P). Não contando com as polémicas que ela agora causa, a música de Roger a Jato era uma alegria, essa é que é essa!

Alguns episódios
- Como vos disse, o melhor do programa era o genérico, por isso não me lembro de quase nada. Mas lembro-me de um episódio em particular em que uma personagem - possivelmente um vilão - se enganava a dizer o nome do Roger a Jato e lhe chamava algo como "Roger a Jepto". O Roger corrigia: "a Jato!". Inicialmente, isto era só assim, mas a coisa começou a ficar divertida quando o narrador do programa, ao narrar, também se começou a enganar! Pois é; a dada altura já o narrador dizia em que sarilho se estava a meter o "Roger a Jicto!". E o Roger, aborrecido, quebrava a quarta parede e corrigia o narrador: "a Jato!". Isto continuou até ao fim. Quando o narrador ia dar a sua habitual despedida, dizendo-nos para aguardar por mais aventuras do Roger e d'As Águias Americanas, ficou cerca de 20 segundos a tentar atinar com o nome do nosso herói! :D

Uma(s) voz(es): João Pinto; Rui Velasco; Vasco Luz

Uma(s) personagem(ns): Roger a Jato

Genérico:
Roger Ramjet and his eagles
Fighting for our freedom
Fly through and in outer space
Not to join him but to beat him

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station

So come and join us all you kids
For lots of fun and laughter
As Roger Ramjet and his men
Get all the crooks they're after

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station


Interpretado por: ?