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domingo, 25 de março de 2018

Nome Desconhecido (Ralph, o Gato?)

Imagens/vídeos:




Informação: Cá está mais um dos vários desenhos animados cuja estrela da companhia é um gato. Compreende-se que os gatos são animais a que se recorre muito para chamar a atenção das crianças, não é? E embora este desenho animado não tenha um gato tão divertido como Taco, o Texugato ou Doremon (este era metade robô), também tinha a sua graça. Ora bem, o nome deste gato vermelho era Ralph e, em vez de ser um amigo mágico como o Taco, era só uma peste. Ralph vivia na casa de uma família como se fosse parte da família, como se fosse irmão da Ana (a filha do casal, que era a melhor amiga de Ralph). Não me lembro se o tinham adotado na rua, mas se era esse o caso eu espero que o tivessem adotado há muito tempo, quando ele ainda era pequeno...porque Ralph era muito difícil de aturar! Lembrava um bocadinho o Calvin, acho eu. Por outro lado, não era assim tão estranho Ralph ser um membro da família, pois no universo deste desenho animado, os animais falantes faziam mesmo parte da sociedade. Um bom exemplo é o cão rival de Ralph, que a Ana e a sua família também conheciam. E enfim, o desenho animado era um pouco isto: um gato que vive com uma família e tem aventuras...aventurazinhas, vá. Os episódios específicos ajudam a entender melhor o que era Ralph. Adianta também salientar que este programa, cujo nome original parece ser "Rotten Ralph", era feito não em 2D ou 3D, mas numa espécie de stop-motion relativamente simples (o que quer dizer que não parecia particularmente trabalhado).

Alguns episódios
- No primeiro episódio que vi deste programa, Ralph estava à mesa com a família e não queria comer o que tinha no prato. O conteúdo do prato não foi mencionado, mas do que eu pude ver parecia mesmo esparguete com almôndegas. Eu na altura não percebi a ideia de Ralph, porque para mim esparguete e almôndegas era (e é) uma delícia, por isso não percebi porque é que ele não gostava da comida. Mas talvez ele tivesse visto alguma especiaria horrível cair na comida mais cedo, não sei...bem, o pai não queria deixar Ralph sair da mesa sem comer, por isso Ralph começou a esconder a comida sempre que tinha oportunidade. Numa das vezes escondeu comida dentro do bolso da roupa do pai. E foi isso que acabou por o trair, porque no final o pai foi buscar dinheiro para Ralph comprar um gelado...e encontrou a comida lá! Apanhado!

- A avó da família com quem Ralph vive vinha visitá-los. O pai descobriu que Ralph não sabia receber a avó e decidiu praticar com ele, fingindo que é a avó enquanto Ralph tentava recebê-la bem. Só que o gato, com a sua falta de tato, só conseguia dizer coisas parvas. O melhor que conseguiu foi um daqueles elogios que acaba por ter uma parte desagradável, como "Você tem bom aspeto para uma velhota!". Depois de muito tentarem, o pai fartou-se e, talvez para fazer Ralph ter realmente cuidado com o que diz, tentou assustá-lo em relação à avó. Disse que ela era assustadora, terrível, "ela é um dinossauro!". E enquanto o pai gritava isto a Ralph ao pé da porta, eis que chegou...a avó! Ah, a clássica situação cómica do está-mesmo-atrás-de-mim-não-está? que o filme Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História levou ao máximo da metalinguagem...

- Ralph e o cão seu rival fizeram uma aposta que consistia no seguinte: quem ganhasse um jogo de futebol tornava-se criado do outro por um dia. Como o cão ganhou o direito de escolher primeiro alguém para a equipa, escolheu a Ana! O que não agradou nada a Ralph, que queria jogar com a sua "irmã". Enfim, Ralph escolheu a Berta e cada um foi escolhendo um de cada vez até Ralph ficar com quem não queria ficar: um gato seu «amigo» (ênfase nas aspas) que adorava Ralph mas que era tolo e trapalhão. Quando Ralph viu o que o jogo estava a correr mal, decidiu fazer batota: arranjou uma bola extra, chutou a original para longe e, enquanto os outros corriam atrás desta, Ralph sacou da bola extra e começou a jogar com ela. E os outros caíram nessa. A coisa desenvolveu-se e, num final intenso, foi o trapalhão «amigo» de Ralph que marcou o golo da vitória à tangente! Qual Raban nalguns jogos da equipa As Feras (coleção alemã de livros sobre futebol)! Mas pouco depois de o jogo acabar, o árbitro descobriu a bola original, acusou Ralph de ter feito batota e concedeu a vitória à equipa do cão! E Ralph lá teve de ser criado dele por um dia.

Uma(s) voz(es): João Cardoso; Jorge Mota; Rui Oliveira; Sissa Afonso; Zélia Santos

Uma(s) personagem(ns): Ana; Berta; o cão; mãe da Ana; pai da Ana; Ralph

Genérico: Desconhecido

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Loja do Noddy

Imagens/vídeos:






Informação: É verdade, meus amigos; antes do grande sucesso que foi o programa “Abram Alas Para o Noddy”, a personagem do guizo teve outros programas na televisão! Neste “A Loja do Noddy”, o Noddy é – pasmem! – uma personagem secundária! Para início de conversa, a loja nem sequer é dele. Ele é um brinquedo que está lá para uma arca que há na loja de brinquedos. Essa loja é gerida por um simpático homem já com uma certa idade e tem como visita constante três crianças: dois rapazes e uma rapariga. E é durante essas visitas que uma dessas crianças pega no brinquedo do Noddy e conta uma história cujo protagonista é o Noddy! Em boa verdade, essa história é que era o “must” deste programa (ai, como o Noddy faz sucesso!), mas havia sempre uma ou duas histórias paralelas que se costumavam passar na loja de brinquedos. Essas histórias giravam em torno das personagens humanas, dos próprios brinquedos da loja e dos pequenos gnomos que lá moram.

Há ainda um pormenor importante a referir: no mundo do Noddy, as personagens não têm os mesmos nomes que lhes foram dados em “Abram Alas Para o Noddy”. Já repararam que alguns livros do Noddy chamam “Polícia Apito” ao Sr. Lei? E “Goma e Cola” aos gnomos que agora são conhecidos por “Sonso e Mafarrico”? Pois bem, são esses os nomes! Portanto, o Orelhas é o Orelhudo, o Turbulento é o Pimpinela e por aí adiante! E até vos digo mais: aqui, as personagens não abrem a boca para falar! Noddy a mexer a boca? Isso aqui não existe! O Noddy, assim como a Becas, o Barnabé e todos os outros, apenas faz expressões com a boca e sobrancelhas. Nunca os vemos a abrir a boca! E esta, hem?

Alguns episódios
- Episódio reutilizado por “Abram Alas Para o Noddy”: o Orelhudo está doente e pede ao Noddy para comprar algumas coisas para ele. O Noddy esquece-se de tudo e trás geleia com o sabor errado, meias em vez de pantufas, etc. E acaba tudo numa alegria, pois quando o Noddy volta às compras, desta vez com uma lista, leva a lista da lavandaria por engano e farta-se de comprar roupa. E o Orelhudo ri a bom rir da situação!

- Há um ladrão à solta. O Noddy e o Polícia Apito resolvem mascarar-se de marcos do correio para o apanhar em flagrante. Quando o apanham, percebemos que o ladrão era aquele que viria a ser uma personagem marcante: o marinheiro. Depois deste episódio, ele regenerou-se e passou a ser amigo de todos.

- O Noddy e a Becas vão a uma festa durante a noite e o Noddy dá boleia à Becas. Porém, como está escuro, os dois entram no carro errado! E só dão pela diferença mais tarde!

- Falando agora da loja de brinquedos…o Tomás e os seus amigos vão entrar numa espécie de gincana com uma corrida de ovo na colher. Os rivais deles querem ganhar e colam o ovo à colher, pensando que o Tomás vai fazer o mesmo. Mas ele não faz e ganha a corrida sem batota.

- Loja de brinquedos: o gnomo mais novo da família dos gnomos desata a fazer feitiços para tentar trazer de volta o papagaio onde estão os seus pais. Porém, quando lança os feitiços, falha quase sempre o alvo! O resultado é uma confusão: o Policarpo desata a voar, o polícia começa a dançar, os adultos trocam de lugar com as crianças…uma delícia!

Uma(s) voz(es): Ana Madureira; Carla de Sá; Carlos Macedo; Joel Constantino; José Neves; Peter Michael; Sandra de Castro; Teresa Madruga

Uma(s) personagem(ns): Barnabé; Cola; Dona Balbina; os gnomos; Goma; um marinheiro; Noddy; Orelhudo; Pimpinela; Policarpo; Polícia Apito; Sr. Soja; Sra. Soja; Tia Agatha; Tomás; Ursinha Becas

Genérico:

Entra na loja; é mesmo esta
Já está na hora: vamos à festa
Há sempre um objecto que não está quieto
Aqui, na loja do Noddy

É uma espécie de magia
Tu e o Noddy hão-de ser amigos
Gnomos e tudo mais que há aqui
Aqui até o faz-de-conta é a sério
Acreditem ou não
Aqui, na loja do Noddy


Interpretado por: Vários

Contos Horríveis Para Miúdos Terríveis

Imagens/vídeos:




Informação: Que título, hem? Este desenho animado era realmente um pouco assustador para as crianças, mas mais pelo anfitrião – um boneco feito numa espécie de stop-motion (plasticina), com a voz de Rui de Sá – do que pelos contos horríveis. Em cada episódio (dos 3 ou 4 que vi), um anfitrião assusta-nos “acolhe-nos” no seu espaço e diz-nos: “Bem-vindos ao…Contos Horríveis Para Miúdos Terríveis!” enquanto tira uma bobina de um monte de bobinas que cai quando ele tira uma delas. Até hoje me pergunto como é que ele tinha tempo para arrumar aquela confusão toda até ao episódio seguinte…XD! Enfim, ele punha a bobina a funcionar e víamos um conto de terror feito em animação 2D. Os contos nem eram muito assustadores, mas as personagens principais realmente eram terríveis. Alguns eram maus; outros, egoístas; outros, porcos; outros, egoístas, porcos e maus! O desenho animado parecia querer ensinar-nos a não ser como eles. Até porque eles acabavam quase sempre mal. E com “mal”, quero dizer...aqueles finais eram capazes de assustar mesmo uma criança! No final dos contos, o anfitrião dizia-nos mais qualquer coisinha para nos tentar assustar.

Alguns episódios
- Guga: o Guga, segundo o anfitrião, era um miúdo extremamente guloso e que ligava pouco à sua família. E não parava de comer. Comeu tanto que ficou maior que o planeta Terra! Foi então que comeu uma espécie de satélite e...rebentou! Perdeu o ar e ficou mais pequeno que um caracol!

- O Bicho do Lixo: a Guga Porca era um pouco parecida com o Guga, na medida em que também comia bastante. Mas ela tinha a mania de deitar o lixo para o chão. As pessoas bem lhe pediam para pôr o lixo no caixote, mas ela não queria saber. Não me lembro de como acabou o episódio...

- Certo dia, um miúdo foi parar a uma casa abandonada, onde encontrou outro miúdo parecido com ele. Parecido...psicologicamente. É que ambos os miúdos gostavam de mentir e de pregar partidas. Então, quando se viram sozinhos na casa abandonada, resolveram pregar partidas por telefone. Mas não eram brincadeiras inocentes; eles chamaram a polícia, médicos e os bombeiros. E quando eles chegavam à casa, os miúdos riam-se na cara deles! Os dois miúdos acabaram por levar um castigo inesperado: enquanto dormiam perto da lareira, um tronco caiu para cima do tapete e incendiou a casa. Mas eles, aparentemente, sobreviveram. Aparentemente...porque quando os pais de um deles os encontraram naquela casa, eles basicamente disseram-lhes que eram fantasmas...e desapareceram através da parede! Brrr!

Uma(s) voz(es): Rui de Sá

Uma(s) personagem(ns): o anfitrião; Guga; Guga Porca;

Genérico: Desconhecido