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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O Mundo Maravilhoso dos Animais

Imagens/vídeos:



Informação: Ok, isto não era um desenho animado em toda a sua extensão. Não era feito através de desenhos, mas sim de imagens reais acompanhadas por uma narração e com uma ou duas imagens de desenhos animados pelo meio.
Mas este programa era épico. Uma coisa deliciosamente educativa que funcionava lindamente como entretenimento. Todos os episódios desta maravilhosa série da Disney seguiam uma estrutura muito semelhante. Era assim: começávamos por acompanhar o nascimento de um bebé animal (pinguim, tartaruga, tigre, etc.) e íamos vendo como o progenitor cuidava dele (ou não!) ao longo da sua infância. Víamos como o animal em questão crescia, andava, comia, caçava, lutava, isso tudo. Quando chegávamos ao final de uma das fases do crescimento - as fases eram infância, adolescência e idade adulta - aparecia um simpático compêndio de imagens dos filmes da Disney, enquanto o nosso mítico Carlos Freixo dizia com ternura: "Agora é a tua vez de jogar!". E então, jogávamos! Como? Simples: O narrador fazia-nos uma pergunta sobre os hábitos do animal em questão e dava-nos 3 hipóteses para responder. Passavam uns segundinhos e depois ele dizia qual era a resposta certa. A pergunta, geralmente, já tinha sido respondida anteriormente durante a narração, portanto não era muito difícil. Era como se quisessem ver se estivemos atentos. :)

Depois de acompanharmos o "nosso" (ele chamava-lhe "nosso", mesmo) animal até ele ser um adulto forte e saudável, chegava uma outra parte do programa, não tão intensa, mas bastante divertida: a parte em que conhecíamos os "primos" do nosso animal. Ou seja...se o animal que acompanhávamos era um crocodilo, conhecíamos rapidamente os seus "primos" aligátor, gavial e jacaré. Se o animal era um canguru, conhecíamos os seus "primos" walabi, canguru-arborícola e koala. Como veem, eram animais que, na sua maioria, pertenciam à mesma classe que o animal que acompanhávamos. Às vezes eram muito parecidos (a zebra comum e a zebra de Grevy), outras conhecíamos animais bastante diferentes (o elefante e o lamantim, a quem a narração chamava manatim). E, mais para o final, faziam-nos outra pergunta. Sempre divertido. Sim senhor, aquilo é que eram tempos...

No final, o nosso Carlos Freixo fazia um pouco de propaganda ao próximo episódio e dizia "Até breve para novas aventuras!". E o genérico final passava, acompanhado de todos aqueles nomes. Sim, este programa foi definitivamente um dos marcos da minha infância. Acho que vi todas as cassetes - sim, isto ainda é do tempo das cassetes - até ao fim. Bem, exceto o malfadado episódio As Raposas.

Alguns episódios
- Como já dei a entender, os diferentes episódios tinham uma estrutura muito semelhante. O primeiro que vi foi Os Pinguins, mas lembro-me de pouco, infelizmente. Falemos então de Os Crocodilos. Esse ficou-me na memória por várias razões, uma das quais é esta: finalmente respondiam à pergunta que todos nós fazíamos quando éramos pequenos. A pergunta "O que é que os crocodilos comem quando são bebés?" Neste episódio podíamos ver com os nossos olhos um crocodilo do tamanho de uma mão a comer. E que comia ele? Insectos e rãs! E esta, hem?

- O episódio Os Ursos era dos melhores em muitos aspetos. Um deles era que o narrador descrevia mais de uma vez a extensa lista do que os ursos pardos comiam. Mas da segunda vez, ele estava a dizer que os ursos comem fruta, carne, peixe...e parou aí. Porquê? Porque à medida que ele falava, víamos imagens de ursos a comer aquilo mesmo. Só que quando chegávamos ao peixe, havia um urso (cujo nome inglês era Humphrey) que ia buscar comida a um cesto de piquenique...e por azar agarrava numa malagueta e comia-a! E o Carlos Freixo bem o tentou avisar: "Ei, atenção, isso não é peixe!". Mas o Humphrey comia na mesma. Coitado...outra razão era que, quando mostravam os ursos adultos a lutar por uma fêmea, acompanhavam a luta com o tenebroso urso do filme Papuça e Dentuça. Excelente escolha, não acham? Eu tinha medo daquele urso horrível quando era pequeno...*.*

- Estão curiosos para saber porque é que eu não vi As Raposas até ao fim? Espero que estejam, porque eu vou contar-vos aqui, quer queiram quer não! XDDD. Pois bem, o motivo foi este: quando fui a ver, por algum azar, alguém tinha gravado outro programa por cima da fita original. Como se fazia nos nostálgicos tempos do VHS. O que foi uma pena. Embora eu também gostasse do programa Os Hoobs, ver uma parte de um episódio dessas alegres marionetas quando queria estar a ver a vida selvagem de uma raposa não me agradou muito...


Uma(s) voz(es): Carlos Freixo

Uma(s) personagem(ns): Hum...animais, não é? :)

Genérico:
A Disney apresenta...
...o Mundo Maravilhoso dos Animais!*

Vem ver um mundo de encantar
O mundo maravilhoso dos animais
Ver os mais fortes e os mais leais
É todo o mundo a explorar

Jogar, ir ter com os animais
Sonhar 
E partilhar
Os seus segredos e mais
É todo o mundo a explorar

O Mundo Maravilhoso dos Animais. Da Disney!*

* - estas partes eram faladas


Interpretado por: Telmo Miranda

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Roger a Jato

Imagens/vídeos:


Informação: Ah, os bons velhos tempos em que o Canal Panda passava desenhos animados curta-metragem durante os intervalos...era adorável. Não que os videoclips com músicas simpáticas ou o leão Max sejam maus; não é isso. É só que aqueles desenhos animados "obscuros" e simples eram mesmo uma delícia, desde O Bucha e o Estica até ao nosso Roger a Jato.

Então, que se pode dizer sobre este Roger a Jato, além de ter sido um programa muito prejudicado pelo Acordo Ortográfico (Jacto-Jato)? Bem, não muito! A verdade é que era um programa simples com um herói - Roger - que derrotava vilões. Ou melhor...um herói não propriamente inteligente que enfrentava vilões que também não primavam pela inteligência. É, este programa conservava não só o desenho simples de Hoppity Hooper, mas também o seu humor simpático. À parte disso, o interesse maior de Roger a Jato passava por dois pontos que não eram os episódios em si. Ponto um: as acusações que o programa sofre agora de racismo e de patriotismo extremo (o que até é compreensível, pois os vilões deste programa eram geralmente orientais ou pessoas de etnia não-caucasiana...além de o próprio Roger estar vestido de azul, branco e vermelho e de o genérico do programa entoar sem vergonha as palavras "águias" e "liberdade", palavras tão facilmente associadas à América mais nacionalista). Ponto dois: o genérico em si! É que, apesar de ser potencialmente nacionalista a mais, o genérico era uma delícia. Melhor que os próprios episódios, lá está...um coro de mulheres cantava com um ritmo simples mas muito agradável a importância que Roger a Jato tinha na luta pelos EUA, em conjunto com a sua equipa, cujo nome era "As Águias Americanas" (e lá volta o patriotismo...:P). Não contando com as polémicas que ela agora causa, a música de Roger a Jato era uma alegria, essa é que é essa!

Alguns episódios
- Como vos disse, o melhor do programa era o genérico, por isso não me lembro de quase nada. Mas lembro-me de um episódio em particular em que uma personagem - possivelmente um vilão - se enganava a dizer o nome do Roger a Jato e lhe chamava algo como "Roger a Jepto". O Roger corrigia: "a Jato!". Inicialmente, isto era só assim, mas a coisa começou a ficar divertida quando o narrador do programa, ao narrar, também se começou a enganar! Pois é; a dada altura já o narrador dizia em que sarilho se estava a meter o "Roger a Jicto!". E o Roger, aborrecido, quebrava a quarta parede e corrigia o narrador: "a Jato!". Isto continuou até ao fim. Quando o narrador ia dar a sua habitual despedida, dizendo-nos para aguardar por mais aventuras do Roger e d'As Águias Americanas, ficou cerca de 20 segundos a tentar atinar com o nome do nosso herói! :D

Uma(s) voz(es): João Pinto; Rui Velasco; Vasco Luz

Uma(s) personagem(ns): Roger a Jato

Genérico:
Roger Ramjet and his eagles
Fighting for our freedom
Fly through and in outer space
Not to join him but to beat him

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station

So come and join us all you kids
For lots of fun and laughter
As Roger Ramjet and his men
Get all the crooks they're after

Roger Ramjet, he's our man
Hero of our nation
For his adventures just be sure
And stay tuned to this station


Interpretado por: ?

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Rua dos Sonhos

Imagens/vídeos:



Informação: A Rua dos Sonhos era uma pequena e simpática rua onde viviam todos os tipos de personagens. Entre eles encontravam-se os semáforos Amarelinha e Vermelhão, os carros Boguinhas, Luzinha, Rodinhas e Meia-de-Leite, o saltitão Jorge e um robot. As personagens mais antropomórficas ali eram os 3 polícias. Estes eram personagens curiosas: tinham nomes que se complementavam (como Meia-Volta e Volta-e-Meia) e estavam sempre a dormir! Aliás, esses polícias eram tão dorminhocos que não andavam; rebolavam no chão para se deslocarem! É, os polícias eram tudo menos heróicos...enfim. A estrutura da maior parte dos episódios da Rua dos Sonhos costumava ser a seguinte: havia um problema na rua - por vezes causado por uma das personagens - e o Rodinhas tinha de o resolver com magia. Aquilo passava-se assim: o Rodinhas ia ter com o robot e este perguntava-lhe "Que horas são, Rodinhas?". Ele respondia "Horas mágicas!" e o robot dizia "E aqui vamos nós cheios de magia!", pondo depois uma espécie de máquina a funcionar. Essa máquina costumava fazer magia e colocar nas costas do Rodinhas (que era uma espécie de reboque) uma engenhoca qualquer que lhe permitia resolver o problema. Essa era a cena antológica do desenho animado. A outra era a Luzinha (que era um carro da polícia) a castigar os maus com uma "tarefa". E as aspas não são um eufemismo. As "tarefas" que a Luzinha lhes atribuía eram bastante parecidas com trabalho comunitário. Pois é: já nesta verde idade podíamos ter uma pequena ideia do que era o trabalho comunitário como pena de um crime.

Alguns episódios
- Houve um dia em que o Jorge ou o Boguinhas - acho que foi o Jorge - chamou "tagarelas" à Amarelinha e ao Vermelhão. A Amarelinha usou uma das suas frases favoritas: "Ai, que mal-educado!" (frase proferida com muita graça por Helena Montez), o Vermelhão concordou e...perdeu a fala! Durante o episódio quase todo, só o ouvi dizer: "Oh!". Segundo o narrador, o Vermelhão ficou sem fala porque se irritou com o insulto do Jorge! E esta, hem?

- Num episódio que parecia querer ensinar às crianças o conceito de injustiça, o Jorge estava a fazer uma espécie de rap - ele fazia alguns - e o Boguinhas juntou-se a ele. Eis que passou a Meia-de-Leite, a típica personagem insegura e de baixa auto-estima, e o Jorge quis fazer um rap sobre ela. Cantou um pouco e depois o Boguinhas quis "rapar" também e cantou que ah e tal, a Meia-de-Leite era parva e pequena. A Meia-de-Leite ficou triste e foi esconder-se no seu cantinho. Mais tarde, a Luzinha perguntou à Meia-de-Leite porque estava tão triste e ela respondeu "Eu sou parva e pequena e nem sequer sou alta!". A Luzinha perguntou-lhe quem disse isso e a resposta foi "Bem...o Jorge!"


E não é que o Jorge levou mesmo com as culpas?! A Luzinha disse que achava que o Jorge tinha sido mau ao dizer isso. E, mais tarde, o Jorge foi castigado. E o Boguinhas, perguntam? Escapou impune! Então mas que raio de democracia é esta?!

- O Jorge não era mau de todo e os seus raps por vezes corriam bem. Exemplo: um dia, o Rodinhas andava desanimado porque sentia que todos se afastavam dele. Descobriu, depois, que afinal estavam a preparar uma festa de aniversário para ele. O Rodinhas ficou todo contente e o Jorge lá cantou um rap dos seus. Um rap simples que falava das qualidades do Rodinhas.

Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; Helena Montez; José Neves; Sandra de Castro

Uma(s) personagem(ns): Amarelinha; Balão Gordo; Boguinhas; Jorge; Luzinha; Meia-de-Leite; Meia-Volta; Rodinhas; Vermelhão; Volta-e-Meia

Genérico: Instrumental

domingo, 1 de dezembro de 2013

Hoppity Hooper

Imagens/vídeos:




Informação: Um desenho animado muito divertido com finais de episódios curiosos, mas meio “amaldiçoado” por ser curto demais. Passou há alguns anos no Canal Panda, numa época em que este transmitia muitos desenhos animados curtos, em 2D, entre os principais desenhos animados. Entre estes encontravam-se O Bucha e o Estica, Pára com Isso e Limpinho e outros clássicos da minha infância. Hoppity Hooper foi um dos primeiros. Este desenho animado tinha uma estrutura semelhante a um outro, cujo nome original era The Rocky and Bullwinkle Show. As semelhanças entre os dois passam pela animação em si, pelo narrador que acompanhava os acontecimentos e, acima de tudo, pelo final. Os finais dos dois programas eram idênticos: geralmente as personagens estavam em perigo e o episódio acabava...com o narrador a dar-nos duas opções. Duas opções sobre como seria o episódio seguinte. Geralmente, uma previa um final feliz e outra um final de morte! E o narrador expressava as opções usando frases como: “Sanduíche de submarino...ou...pode ser o nosso último episódio!”. Eu adorava essas frases finais, que geralmente eram trocadilhos ou metáforas da situação perigosa. Na versão portuguesa, o narrador deste desenho animado era o mesmo que narrava o Pára com Isso e Limpinho (Paulo Espírito Santo).

Semelhanças à parte, este desenho animado engenhoso dentro da sua simplicidade contava as aventuras de um sapo chamado Hoppity, do seu tio Valdo (que era um lobo ou raposa) e do seu amigo, o urso Fillmore. Hoppity devia ser o mais inteligente destes todos, pois apesar de o tio Valdo ser adulto, era um pouco ingénuo e mal conseguia falar correctamente. Além disso, o Valdo quase nunca tratava Fillmore pelo nome, chamando-lhe coisas como “Fillmongo”, “Zezinho”, “Pancrácio”, “Tibúrcio” e “Gaspar”! O Fillmore não gostava disso, mas tolerava-o. O Fillmore também tinha o hábito de tocar uma corneta de que ninguém gostava. As aventuras destes 3 cromos eram por vezes simples, mas a maior parte era aventura a sério! Eles lidavam com vulcões, selvas, subterrâneos, carros, gigantes e muito mais! E tinham quase sempre vilões atrás deles que os tentavam tramar ou até matar (sim, matar! Um bocado como nos Looney Tunes...).

Alguns episódios
- Certa vez, Hoppity, Valdo e Fillmore estavam a fazer uma espécie de corrida num carro. O carro era curioso: era preciso dar-lhe corda para ele andar, como se fosse uma caixa de música. Porém, um dos muitos inimigos deles ofereceu-se para lhes pôr gasolina no carro. Eles aceitaram sem desconfiar. O inimigo encheu-lhes o carro todo com gasolina que até transbordava! E eles nem ligaram; meteram-se no carro e prosseguiram viagem! O inimigo acendeu então um rastilho de gasolina que seguiu o carro...e o episódio acabou! É, eles costumavam acabar os episódios nestes cliffhangers...para quem quiser saber como eles se safaram, digo que foi muito simples. Quando a chama estava quase a chegar ao carro, o Hoppity lembrou-se que um carro a que se dá corda não precisa de gasolina! O tio Valdo deu-lhe razão e eles abriram a porta...fazendo a gasolina escorrer toda lá para fora! E safaram-se! Eu bem vos disse que o Hoppity era o mais inteligente entre aqueles 3...

- As 3 personagens chegam a uma velha população chamada “Onde”. Há uma placa a sinalizar o nome do local. O tio Valdo pergunta ao Fillmore o que está escrito na placa. Quando o Fillmore responde “Onde”, Valdo resmunga “À tua frente, Pancrácio!”. Fillmore, zangado, grita: “O meu nome é Fillmore!”. Após este trocadilho divertido, eles exploram a população de Onde e descobrem que vivem lá bruxas e monstros! Alguns episódios depois, são salvos pela perspicácia de Hoppity.

- Hoppity, Valdo e Fillmore vão parar à casa de uma mulher gigante. O marido da gigante explica-lhes que ela obriga quem lá esteja a fazer as tarefas domésticas. Ora, imaginem fazer as tarefas domésticas de uma casa gigantesca! Os azarados tiveram de limpar montes de coisas e esfregar quilómetros de chão! Quilómetros, mesmo, porque a casa era gigantesca! Quando se decidiram a tentar fugir, fabricaram umas asas para o Fillmore. O Fillmore conseguiu voar, mas quando a mulher gigante o viu, pequenino, a voar, pensou que era um insecto. Vai daí, pegou no mata-moscas...e esborrachou o Fillmore contra a parede! Quando os espectadores estavam apavorados a pensar que Fillmore tinha mesmo morrido...o narrador diz que só vamos saber no próximo episódio! E dá-nos as duas opções: “Mancha na parede” ou “A Terra é plana”...

Uma(s) voz(es): Ana Luís Martins; Paulo Espírito Santo

Uma(s) personagem(ns): Fillmore; Hoppity; Tio Valdo

Genérico: Instrumental