sexta-feira, 21 de março de 2014

Robin dos Bosques

Imagens/vídeos:







Informação: Muita gente conhece pelo menos parte da história do Robin dos Bosques, não é? Bem, este desenho animado explorava um pouco essa história. Aqui, não há Robin Hood nem Little John; há o Robin dos Bosques e o João Pequeno! É uma das características da versão portuguesa deste programa: é tudo em português. Robin e João Pequeno começam por ser rivais, mas com o passar do tempo vão-se dando melhor, embora o João Pequeno se ache muito bom e muito corajoso. A verdade é que, na versão portuguesa, ele tem uma voz ainda mais grave que a de Robin…voz essa que, salvo erro, nunca mais ouvi numa dobragem. Nem a de Robin, creio...de qualquer maneira, o grande herói aqui é Robin. Apesar de ter fair-play, ele encara os desafios com uma cara muito séria e nunca menospreza o seu adversário. Este Robin dos Bosques deve ter sido um dos poucos animes japoneses dobrado em português que não ficou muito na memória das crianças; geralmente, os animes que passam em canais abertos e têm direito a dobragem são recebidos um pouco melhor.

Alguns episódios
- Tive a sorte de ver o episódio em que Robin conhece o João Pequeno. Os dois trocaram uma luta de olhares, por assim dizer, e Robin quis saber o nome de João. Ele respondeu, claro, que se chamava João. Porém, ao ver João todo carinhoso para com um cãozinho, Robin basicamente muda-lhe o nome para "João Pequeno"! E a alcunha, como sabemos, fica!

- Dois tipos estão a lutar com espadas lá pela floresta. A certa altura, um é borrifado com água. Sem perder a calma, ele diz algo como: "Ei...oh...água não vale!". O frade, que acabou de lhe atirar água, responde ironicamente: "Pode ser que água te sirva para refrescar as ideias!". Quando o tipo que levou com água se zanga a sério, o Frade é salvo por Robin!

- O João Pequeno está à procura de um tesouro numa espécie de castelo, juntamente com alguns da sua trupe. A certa altura, eles vêem algumas cordas a pedirem para ser puxadas (não literalmente...). Sem medo das possíveis armadilhas, João Pequeno mete calmamente a sua espada debaixo dos pés e puxa uma corda. As pedras debaixo dos pés dele abrem-se...mas ele não cai! A espada mantém-no bem apoiado entre as pedras que sobraram. O João Pequeno ri-se da armadilha e vangloria-se por não ter caído. Depois, diz "Vamos experimentar esta agora!" enquanto puxa outra corda. E encontram o tesouro! Se bem me lembro, aquilo depois azedou...

Uma(s) voz(es): Adriano Luz

Uma(s) personagem(ns): um frade; João Pequeno; Robin dos Bosques

Genérico:
Vivem escondidos
Ele e os seus amigos
Fortes, destemidos
Nas florestas e nos bosques

O seu dirigente
Hábil e valente
Que vai sempre à frente
Chama-se Robin dos Bosques

É o Robin,
Nós chamamos-lhe assim
Quando vai à liça
Praticando o bem e a justiça

É o Robin
Numa luta sem fim
De santa vontade
Não lhe escapa nada

Sempre que um povoado
Seja maltratado
Por qualquer malvado
Além, o Robin dos Bosques

Quando o inimigo
Faz mal a um amigo
Ele não foge ao perigo
Valente Robin dos Bosques!



Interpretado por: Helena Isabel

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Doremon (1ª versão portuguesa)

Imagens/vídeos:




Informação: Há quem o conheça em espanhol; há quem o conheça em português, numa versão mais recente, com genérico cantado por Bárbara Lourenço, vozes de Quimbé e muitos mais…mas esta não é nenhuma dessas versões! Esta versão portuguesa do Doraemon passou numa RTP (a RTP1, creio) quando eu era novo, com uma dobragem totalmente diferente! "Doraemon", aqui, lia-se “Doremon” e a voz deste personagem era a da grande Paula Seabra! Sim, a mesma actriz que deu voz ao Doremon em grande parte dos filmes com o gato cósmico! Ah, que Doremon doce que este era…havia ainda muitas outras vozes dotadas (algumas estão citadas em baixo), mas algumas eram tão singulares que acho que nunca mais as ouvi! A do Gigante, por exemplo. Nesta versão, o Gigante não era Quimbé. Ou, se era, disfarçava mesmo muito bem…o Gigante tinha uma voz singular que acho que nunca mais ouvi num desenho animado. A voz da Shizuka também era rara, mas essa parece ter-se tornado mais frequente nas dobragens mais recentes. Creio que é a de Isabel Queirós, mas não tenho a certeza...à parte disso, as diferenças entre esta versão portuguesa, a versão espanhola e a portuguesa mais recente não passam só por “Doraemon” se dizer “Doremon”. Esta versão tinha outras particularidades, como o aportuguesamento de algumas coisas – falaram em Pedro Abrunhosa, por exemplo – e o nome da irmã do Gigante. Aqui, não havia essa história de Yaiko; o irmã do Gigante chamava-se Gigantina!

Alguns episódios
- O Nobita queixa-se de qualquer coisa ao Doremon e ele acha que o melhor remédio para ele é uma máquina que faz tijolos de ar. Presumivelmente, a máquina junta o ar à sua volta e une tanto as moléculas que estas se tornam um sólido. O Nobita, inicialmente, até usa a máquina para aquilo que pretendia, mas depois decide construir uma escada de ar que o leva muito lá para cima. É então que o Doremon se lembra que o efeito dos tijolos só dura uma hora...quando o Nobita quer descer a escada de volta para o chão! Quando o tijolo se vai, o Nobita quase se espeta no chão! Acho que o Doremon o salvou...

- O Nobita mete na cabeça que quer elogios ao seu trabalho. Para lhe fazer a vontade por um momento, o Doremon dá-lhe um boneco. Esse boneco funciona assim: carrega-se no botão que ele tem na boina, ele guincha: “Muito bom!” e a pessoa que avalia o trabalho passa magicamente a achar o trabalho genial! Seja ele um trabalho esforçado ou um desenho mal feito. (ok, agora que estou a escrever e penso nisso, parece brainwashing...de repente, tornou-se um pouco assustador!)

- O Doremon saca do seu bolso uma corda especial que tem como que o poder de laçar aquilo que o dono tente laçar (sim, como um cowboy). O Nobita começa por usar a corda com moderação, mas depois o Suneo encontra-a abandonada e decide usá-la para satisfazer desejos egoístas. Exemplo: rouba um gelado a uma menina mais nova que ele! A partir daí, desata a fazer maldades com a corda sem se deixar ver. E todos pensam que é o Nobita, com a corda que o Doremon lhe deu, que anda a fazer maldades! Mais tarde, não me lembro como, o Nobita recuperou a corda, mas estava tristinho. Viu uma menina a afogar-se a laçou-a para a salvar. Assim que o fez, a multidão furiosa encontrou-os e preparou-se para se vingar do Nobita. Acusaram-no de lhes ter pregado partidas com a corda. Mas...a menina que tinha sido salva era – surpresa! – a menina a quem o Suneo tinha roubado o gelado! E, na sua sinceridade de criança, ela fez queixa, dizendo: “Mas antes era o Suneo que a tinha!”. A multidão gritou: “O Suneo?!” e o Suneo, que estava por ali, teve de fugir para não ler “linchado” pela multidão!

Uma(s) voz(es): Alexandra Gabriel; Joana Carvalho; Jorge Paupério; Paula Seabra

Uma(s) personagem(ns): Doremon; Gigante; Gigantina; Nobita; Shizuka; Suneo

Genérico:
Doremon, o Gato Cósmico!*

Não passa dia nenhum
Que não me ponha a sonhar
Mas sei que o Doremon
Os meus sonhos vai realizar

Doremon tem um bolsinho
Com magia de verdade
Este cósmico gatinho
Faz dos sonhos realidade

Ah, como eu gostava de poder voar…
- Isto é…o gorrocóptero!*

É tão bom
Ter connosco o gato
Doremon

É tão bom
Ter connosco o gato
Doremon

*estas partes eram faladas


Interpretado por: Sissa Afonso

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Monstro por Engano

Imagens/vídeos:







Informação: Um desenho animado feito com uma ainda-a-desenvolver-se tecnologia de 3D. As imagens não eram as melhores, mas a história compensava. Esta é a história de Valter, um rapaz que é atingido por uma magia que o faz transformar-se num monstro gordo e azul de cada vez que espirra. Acontece que o Valter tem alergias, e espirra por coisa pouca! Por isso, tem de estar sempre a esconder-se. Pelo menos, se volta a espirrar, volta a ser um humano...mas nem sempre consegue espirrar quando quer. A sua irmã Tânia tenta usar magia para resolver o problema dele, mas não consegue. Mesmo assim, os feitiços dela são muito úteis para resolver problemas. Cada feitiço começa com algo como: “Ix Tem Nimoy”. Outra presença constante nos episódios é o João Bem Morto, um fantasma que vive, creio, no sótão da casa da Tânia e do Valter. Claro que os pais deles não sabem, caía o carmo e a trindade se soubessem! E também não sabem que o filho se transforma em monstro. Que pais desatentos, hehe...o estereótipo televisivo dos pais que não sabem que os filhos têm um grande segredo (embora muitas vezes eles dêem muito nas vistas!). Depois, há os vilões. O principal é o Gorgol, dono de uma jóia mágica que acaba por perder. O Gorgol é mesquinho e perigoso, mas tem o azar de estar fechado numa bola de plástico e do tamanho de um rato. Por isso, episódio após episódio, quer sair de dentro da bola. Mas para o ajudar só tem um ajudante que é grande, mas não é grande coisa. O seu ajudante lê mal e é facilmente enganado. Azar!

Alguns episódios
- O Valter e a Tânia vão numa viagem de campismo com os pais. O Valter receia espirrar no meio do campo, visto que há tanto pó e polén, e transformar-se num monstro à frente dos pais. A Tânia ensina-lhe uma espécie de técnica para evitar o espirro: "Conta até 7 e aperta o joelho!". Por momentos, a tal técnica funciona, mas quando o Valter está algures entre as árvores, não consegue contar até 7 e espirra. Mas acaba por se safar.

- O Valter está a jogar à bola com o seu conterrâneo Guilherme. A certa altura, mandam a bola para trás de umas árvores e o Valter vai buscá-la. Inesperadamente, um insecto voa ao pé do nariz do Valter e ele espirra. O Valter fica aliviado por o Guilherme não o ver, mas quando o Guilherme pergunta pela bola, o Valter chuta-a na direcção do Guilherme. O problema é que chuta a bola com a força de um monstro! Resultado: a bola voa bem alto e vai cair num sítio onde se fura. E o Guilherme fica chateado e vai pedir satisfações ao Valter. Que, entretanto, prepara um espirro para poder voltar ao normal.

- Tive a sorte de poder ver o clássico episódio final deste desenho animado. A ver se consigo resumir uma coisa tão intensa...basicamente, o Gorgol e o seu ajudante tolo levam  a jóia do Gorgol e o livro de feitiços da Tânia para o seu "covil". Quando o Valter, a Tânia e o João Bem Morto vão atrás deles, não conseguem subir a rampa que dá para o covil dos vilões porque eles aumentam o peso deles...ou a gravidade no local, não sei. Enquanto os heróis lutam para chegar ao covil, o ajudante tolo tenta montes de vezes tirar o Gorgol da sua bola. Após muitas tentativas - lembrem-se: ele lê mal - finalmente consegue. O Gorgol, agora no seu tamanho normal e livre, transforma os seus arqui-inimigos em estátuas, mas o ajudante dele tem pena de ver o Valter, a Tânia e o João Bem Morto com aquelas caras de susto. O Gorgol decide então trazê-los de volta à vida, mas prendendo-os numa bola de plástico! Haja ironia! De qualquer maneira, os nabos esquecem-se de um pormenor evidente: o João Bem Morto é um fantasma! Ele sai da bola na maior e numa questão de minutos tudo se resolve. Mais uma vez sem a jóia e o livro de feitiços, o Gorgol pede que não lhe façam mal e que o levem de volta para a sua terra, que é tudo o que ele quer. Eles enviam-no para a sua terra, sim...mas dentro de uma bola de plástico! Olha, quem diria! Nunca me teria lembrado disso...B-)

Uma(s) voz(es): Helena Montez; Paula Fonseca

Uma(s) personagem(ns): Gorgol; Guilherme; João Bem Morto; Tânia; Valter

Genérico:
O meu nome é Valter
Era um miúdo normal
Foi um dia que encontrei
A jóia mágica do Gorgol

O seu plano era enganar-me
Para sempre que espirro ser
Um monstro por engano

A Tânia faz feitiços
Mas só sabe dar-me enguiços
Ela não vai desistir
Pode um dia conseguir

Encontrar a senha certa
Para ajudar o seu mano
Um monstro por engano…ano!*

João Bem Morto
É um amigo dos bons
Do trompete tira
O melhor dos sons

(qualquer coisa, qualquer coisa)
(qualquer coisa) o pai e a mãe
O João está sempre pronto a ajudar

Esta secreta vida minha
Faz-me andar sempre a correr
E isto ainda é o começo
Está-me cá a parecer

Pensam que estou bem
E que isto não é um dano
Ser monstro por engano
Ser um monstro por engano
Ser um monstro por engano

*este “ano” era cantado como se o Valter estivesse quase a espirrar e fosse aliviado no último segundo


Interpretado por: Helena Montez

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Bendito regresso - Princesa Sheherazade

Em abono da verdade, já reparei nisto há uns tempos. Porém, só recentemente pensei que faz todo o sentido falar deste assunto neste blog. Então, vamos a isso.

Aqui há tempos, um canal de televisão resolveu repor o desenho animado Princesa Sheherazade na sua programação. Fiquei um tempo sem reparar nisto. Quando finalmente reparei, fiquei contente...e com receio! É que, como muitos de nós devem saber, não é a primeira vez que um canal de televisão repõe um desenho animado que outro canal transmitia anteriormente. A questão é que, nalguns casos, o canal que repõe o desenho animado mantém a dobragem anterior. Noutros...bem, noutros casos, faz-se uma dobragem completamente diferente. Muda-se as vozes, muda-se o nome das personagens...por vezes até se muda o genérico. Genérico - a palavra-chave deste post! É que, para quem sabe, o genérico português de Princesa Sheherazade é...como dizer...lindo! Simplesmente lindo! Tem uma canção com um ritmo espectacular, acompanhada de uma pequena "coreografia" de Sheherazade e o génio. A canção é muito bonita e a voz que a canta também! Ora, o meu receio...era que fizessem outro genérico para a Princesa Sheherazade! É que perder um genérico daqueles seria uma pena.


Imagem de Princesa Sheherazade


Mas, felizmente, mantiveram o genérico! E agora, para minha alegria, muitas crianças portuguesas mais novas - entre os quais os meus primos pequeninos - puderam ouvi-lo!


Que genérico...mas que genérico! Parabéns à cantora!


Digo com toda a sinceridade que me alegra saber que, daqui a uns 15 anos, as crianças de agora se vão poder lembrar deste genérico como um dos melhores da sua infância. É que é assim que eu o lembro. E acho muito bem elas poderem ver alguns bons desenhos animados que eu vi. Enfim...a quem quiser, resta apreciar esta pérola dos genéricos portugueses, uma canção especial cantada por uma boa voz (será a dulcíssima voz de Paula Seabra? Às vezes, quando o ouvia, era capaz de jurar que sim...embora não tenha a certeza.). Este desenho animado junta-se à lista dos desenhos animados cujos genéricos eram tão bons que há quem considere o genérico tão bom ou melhor que o desenho animado em si. Uma lista que já inclui desenhos animados como O Cavalo de Prata, O Pequeno Drácula e Roger a Jacto.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Kobby e os Oakey Dokeys

Imagens/vídeos:






Informação: Um desenho animado muito interessante e original com um genérico bem ritmado. Os Oakey Dokeys são criaturas estranhas de diferentes formas que vivem lá para uma árvore fora da cidade. Quando dormem, transformam-se em objectos como pentes, taças e anéis. Quando choram, começa a chover! No meio de tudo isto, há um rapaz normal, o Bobby. Ele é o melhor amigo de Kody, um dos Oakey Dokeys mais activos. O Kody e o Bobby têm o poder de se fundir e criar uma espécie de herói que pode voar: o Kobby. E costuma ser o Kobby que salva o dia. Ele tem vários poderes, entre os quais a capacidade de se transformar numa espécie de pequeno meteoro e voar pelos céus (embora os outros Oakey Dokeys também consigam fazer isso). Outro Oakey Dokey que se destaca é a Trinket. Ela é bonita e tem instino maternal, mas sofre por um amor que não lhe é correspondido (ela ama o Kody). No fim de contas, não sei se pense bem ou mal da Trinket, porque ela sempre se portou bem, mas há um episódio em que perde a cabeça e rapta a sua rival – Flower, de quem o Kody parece gostar. Há ainda uma personagem que nem aparece muito, mas é o principal vilão deste programa: o Sluga. Ele é uma espécie de morcego que tem não sei bem o quê contra os Oakey Dokeys. Também é um pouco trouxa, mas isso não faz dele menos vilão.  

Alguns episódios
- Para impedir que um empresário mau que trabalha com químicos – chamemos ao tal empresário “X”, já que eu não me lembro do nome dele - derrube a árvore onde vivem os Oakey Dokeys, o Kobby vem salvar o dia outra vez transformando-se num clone do X. Assim, ordena ao homem da demolição que pare. As suas palavras são “Tocas num ramo e estás despedido!”. O homem da demolição não percebe porque é que X mudou de ideias e pergunta-se “Será que o chefe andou a beber químicos?!”. Depois desta risota, o X e o Kobby encontram-se e discutem sobre qual deles é o verdadeiro X. Acabam por ir a tribunal…só que o Kobby tinha estudado bem a família do X e o tribunal diz que o Kobby é o verdadeiro X! O X é então expulso de casa e o Kobby fica a viver na casa dele! Finalmente, quando Kobby acha que o X já aprendeu a lição, devolve-lhe a sua vida, claro!

- O amigo gordinho do Bobby (que tinha a voz de Carlos Macedo) encontra uma flauta mágica que põe qualquer ser vivo a dançar sem parar. Decide usá-la para fazer o bem. Tanto que, quando o Sluga o vem chatear, o “gordinho” fá-lo dançar e dar umas cabeçadas num poste para aprender a não se meter com os bons! Zangado, o Sluga resolve trocar a flauta por uma parecida quando o gordinho não está a ver. Resultado: o gordinho vê dois buldogues a meterem-se com um pobre cão mais pequeno que eles, tenta ajudar o cão com a flauta…e não consegue! E tem de fugir dos buldogues! Mas tudo acaba bem no final.

- Há ainda o tal episódio de vos falei. Aquele em que a Trinket se passa e rapta a Flower. A pobre Flower não percebe a agressividade de Trinket, mas ela explica-lhe que é tudo por causa do Kody. Acontece que um pequeno Oakey Dokey testemunha o rapto. Mas a Trinket, ainda na sua loucura, apanha-o e prende-o dentro de uma garrafa de vidro que atira para uma árvore. E a garrafa fica presa nos ramos. O pequeno Oakey Dokey não sabe o que fazer, mas tem uma ideia: vai tentar fazer chover para o vento atirar a garrafa ao chão! Então, belisca-se e magoa-se para conseguir chorar. Quando chora, começa a chover e o seu plano dá resultado. No final de tudo, em vez de expulsar a Trinket, o Kobby prefere dar-lhe outro castigo: colar o anel (que é a Trinket quando está a dormir) à taça (que é o Baby quando dorme). Assim, quando a Trinket acordar, vai ficar colada a Baby, que tem uma paixão platónica por ela. E a Trinket não gostava que o Baby andasse sempre atrás dela.

Uma(s) voz(es): Adriano Luz; Carlos Macedo; Joel Constantino; Manuela Couto; Natália Luiza(?)

Uma(s) personagem(ns): Baby; Bobby; Flower; Kody; Sluga; Trinket

Genérico:
É pequeno, mas forte
Ele comanda a sorte
Vais gostar do Kobby
Do Kobby e dos Oakey Dokeys

Que miúdo, que histórias
Aventuras e glórias
Há magia no Kobby
No Kobby e nos Oakey Dokeys

Personagens de sonho e pesadelo
O Sluga é de meter medo
O (qualquer coisa) é belo

E em qualquer lugar
Vais olhar, parar
E seguir o Kobby
O Kobby e os Oakey Dokeys


Interpretado por: Joel Constantino

domingo, 8 de dezembro de 2013

Yamazaki

Imagens/vídeos:





Informação: Tão esquecido e tão divertido…eu gostava muito deste desenho animado japonês, embora ele fosse um pouco brejeiro! Bem, o Yamazaki é um tampinha – não tem mais que um metro de altura – que quer ser dono do mundo. Quer o mundo todo para ele, mas claro que não consegue grande coisa. O máximo que ele alguma vez conquistou definitivamente foi um armário da sua sala de aulas. O Yamazaki tem um cão chamado Watanabe e mais uns quantos animais amigos dele que não falam. Neste grupo, podemos encontrar um elefante, uma toupeira, um crocodilo…é só escolher! Depois, o Yamazaki tem uns colegas menos megalómanos. Os que mais se destacam são o Takuya, a Kisaki e o Porcino. O Takuya é razoável, mas dá-se mal com o Yamazaki. A Kisaki é a menina do grupo e parece atrair os homens que dele fazem parte. Inclusive o Yamazaki, portanto. Já o Porcino é um rapaz baixo com nariz de porco. O Yamazaki tem ainda um avô e uma avó, que parecem não regular bem; fazem coisas muito estranhas. Havia muitos pormenores curiosos neste desenho animado. Um deles era o genérico final (não o inicial; esse eu reproduzi em baixo), arrepiante e que expressava o egoísmo megalómano do Yamazaki.

Alguns episódios
- O Yamazaki decide cozinhar e faz uma sopa. O aspecto da sopa é horrível, mas todos dizem que é deliciosa. Até os gastrónomos que a provam depois! E todos se perguntam como é que o Yamazaki fez uma sopa tão boa. Ele esconde isso até ao fim do episódio até descobrirem que o segredo é que...a água da sopa é uma água onde o Yamazaki toma banho. Eu não vos disse que este programa era brejeiro?

- O Yamazaki decide conquistar para si a sala de aula inteira. Para esse efeito, decide acabar com a reputação do Takuya, que é um dos mais populares da turma. Planeia, então, meter-se no "subsolo" da sala, chegar ao pé da secretária da Kisaki, soltar um gás pelo rabo (sim, soltar um gás pelo rabo!) através de um pequeno buraco que há no chão e fazer a Kisaki desmaiar. A ideia dele é culpar o Takuya pelo “acidente” e passar a ser ele o rei da turma. Mas que ideia, hem? No fim, acaba por se dar mal.

- Certa vez, o Yamazaki foi com os seus animais, amigos e avós para uma casa no campo ou na floresta. De repente, todos começaram a desaparecer, juntamente com alguns móveis! Acabam por sobrar o Yamazaki, o Porcino e o Takuya. Eles perguntam-se quem será o "criminoso" e o Yamazaki acusa o Takuya de ter feito todos desaparecer e comido os móveis por estar cheio de fome! No final desta história maluca – e cómica – descobrimos que, ao que parece, o pessoal estava só a sair para ir preparar uma festa para o Yamazaki! Acho que eram os anos dele...

Uma(s) voz(es): Jorge Pinto; Mário Santos

Uma(s) personagem(ns): avô do Yamazaki; avó do Yamazaki; Kisaki; Porcino; Takuya; Watanabe; Yamazaki

Genérico:
Yamazaki quer vencer
Ser herói, o mundo seu
Quantas guerras vais perder
Yamazaki, o mundo é só teu

Yamazaki quer vencer
Ser herói, o mundo seu
Quantas guerras vais perder
Yamazaki, o mundo é teu

Sonha com um reino seu
Ser um poderoso rei
Terras para conquistar
Em frente, por terra e mar

Junto com um batalhão
Nesse mundo de ilusão
Nada parece escapar
Vendo o mundo lá do ar

Yamazaki quer vencer
Ser herói, o mundo seu
Quantas guerras vais perder
Yamazaki, o mundo é só teu

Yamazaki quer vencer
Ser herói, o mundo seu
Quantas guerras vais perder
Yamazaki, o mundo é teu


Interpretado por: ?

domingo, 1 de dezembro de 2013

Hoppity Hooper

Imagens/vídeos:




Informação: Um desenho animado muito divertido com finais de episódios curiosos, mas meio “amaldiçoado” por ser curto demais. Passou há alguns anos no Canal Panda, numa época em que este transmitia muitos desenhos animados curtos, em 2D, entre os principais desenhos animados. Entre estes encontravam-se O Bucha e o Estica, Pára com Isso e Limpinho e outros clássicos da minha infância. Hoppity Hooper foi um dos primeiros. Este desenho animado tinha uma estrutura semelhante a um outro, cujo nome original era The Rocky and Bullwinkle Show. As semelhanças entre os dois passam pela animação em si, pelo narrador que acompanhava os acontecimentos e, acima de tudo, pelo final. Os finais dos dois programas eram idênticos: geralmente as personagens estavam em perigo e o episódio acabava...com o narrador a dar-nos duas opções. Duas opções sobre como seria o episódio seguinte. Geralmente, uma previa um final feliz e outra um final de morte! E o narrador expressava as opções usando frases como: “Sanduíche de submarino...ou...pode ser o nosso último episódio!”. Eu adorava essas frases finais, que geralmente eram trocadilhos ou metáforas da situação perigosa. Na versão portuguesa, o narrador deste desenho animado era o mesmo que narrava o Pára com Isso e Limpinho (Paulo Espírito Santo).

Semelhanças à parte, este desenho animado engenhoso dentro da sua simplicidade contava as aventuras de um sapo chamado Hoppity, do seu tio Valdo (que era um lobo ou raposa) e do seu amigo, o urso Fillmore. Hoppity devia ser o mais inteligente destes todos, pois apesar de o tio Valdo ser adulto, era um pouco ingénuo e mal conseguia falar correctamente. Além disso, o Valdo quase nunca tratava Fillmore pelo nome, chamando-lhe coisas como “Fillmongo”, “Zezinho”, “Pancrácio”, “Tibúrcio” e “Gaspar”! O Fillmore não gostava disso, mas tolerava-o. O Fillmore também tinha o hábito de tocar uma corneta de que ninguém gostava. As aventuras destes 3 cromos eram por vezes simples, mas a maior parte era aventura a sério! Eles lidavam com vulcões, selvas, subterrâneos, carros, gigantes e muito mais! E tinham quase sempre vilões atrás deles que os tentavam tramar ou até matar (sim, matar! Um bocado como nos Looney Tunes...).

Alguns episódios
- Certa vez, Hoppity, Valdo e Fillmore estavam a fazer uma espécie de corrida num carro. O carro era curioso: era preciso dar-lhe corda para ele andar, como se fosse uma caixa de música. Porém, um dos muitos inimigos deles ofereceu-se para lhes pôr gasolina no carro. Eles aceitaram sem desconfiar. O inimigo encheu-lhes o carro todo com gasolina que até transbordava! E eles nem ligaram; meteram-se no carro e prosseguiram viagem! O inimigo acendeu então um rastilho de gasolina que seguiu o carro...e o episódio acabou! É, eles costumavam acabar os episódios nestes cliffhangers...para quem quiser saber como eles se safaram, digo que foi muito simples. Quando a chama estava quase a chegar ao carro, o Hoppity lembrou-se que um carro a que se dá corda não precisa de gasolina! O tio Valdo deu-lhe razão e eles abriram a porta...fazendo a gasolina escorrer toda lá para fora! E safaram-se! Eu bem vos disse que o Hoppity era o mais inteligente entre aqueles 3...

- As 3 personagens chegam a uma velha população chamada “Onde”. Há uma placa a sinalizar o nome do local. O tio Valdo pergunta ao Fillmore o que está escrito na placa. Quando o Fillmore responde “Onde”, Valdo resmunga “À tua frente, Pancrácio!”. Fillmore, zangado, grita: “O meu nome é Fillmore!”. Após este trocadilho divertido, eles exploram a população de Onde e descobrem que vivem lá bruxas e monstros! Alguns episódios depois, são salvos pela perspicácia de Hoppity.

- Hoppity, Valdo e Fillmore vão parar à casa de uma mulher gigante. O marido da gigante explica-lhes que ela obriga quem lá esteja a fazer as tarefas domésticas. Ora, imaginem fazer as tarefas domésticas de uma casa gigantesca! Os azarados tiveram de limpar montes de coisas e esfregar quilómetros de chão! Quilómetros, mesmo, porque a casa era gigantesca! Quando se decidiram a tentar fugir, fabricaram umas asas para o Fillmore. O Fillmore conseguiu voar, mas quando a mulher gigante o viu, pequenino, a voar, pensou que era um insecto. Vai daí, pegou no mata-moscas...e esborrachou o Fillmore contra a parede! Quando os espectadores estavam apavorados a pensar que Fillmore tinha mesmo morrido...o narrador diz que só vamos saber no próximo episódio! E dá-nos as duas opções: “Mancha na parede” ou “A Terra é plana”...

Uma(s) voz(es): Ana Luís Martins; Paulo Espírito Santo

Uma(s) personagem(ns): Fillmore; Hoppity; Tio Valdo

Genérico: Instrumental