quinta-feira, 12 de junho de 2014

Super Campeones

Imagens/vídeos:





Informação: Ponto prévio: a principal razão deste post é a minha recente ida a Espanha, que me encantou. Agora, também em homenagem à boa gente com quem lá estive, vamos excepcionalmente conhecer a versão espanhola de um desenho animado que passou no Canal Panda há uns bons anos.
Atenção! Eu chamei-lhe "espanhola", mas refiro-me sobretudo à linguagem falada no programa. Eu não tenho a certeza, mas é bem provável que a dobragem deste programa a que me refiro (o tal que passou no Canal Panda há uns anos) seja a dobragem mexicana, e não espanhola. Contudo, uma vez que eu adoro dialectos latinos, a homenagem centra-se no espanhol e na sua sonoridade, não necessariamente no país de origem desta versão. Fica o aviso.

Em frente!

Fãs de Oliver Tsubasa, preparem-se para um choque! Estão preparados? Bem, aqui vai: anos antes de a televisão portuguesa nos mostrar a versão portuguesa das aventuras deste grande futebolista japonês, passou na televisão uma versão espanhola (ok, talvez mexicana...) do nosso Oliver! É verdade; como já disse, passou no Canal Panda, naquele tempo em que a TV Cabo ainda tinha o seu quê de novidade e só os mais modernos e/ou abastados tinham TV Cabo e podiam ver o Canal Panda. Podem ver mais evidências do que estou a dizer nos comentários daqui. Adiante...note-se que os animes deste futebolista foram tantos que é difícil especificar qual deles foi. Mas enfim...o que posso dizer desta versão espanhola é que, além de passar com o áudio espanhol com legendas em português (sim, tal como o Doraemon fez durante muitos anos!), estas aventuras eram muito semelhantes às que passaram na televisão portuguesa. Ou seja: como de costume, era a equipa do Oliver contra as restantes equipas, nomeadamente a do Mark Landers. Mas, nestes desenhos, o Oliver e os seus amigos Jamie, Bruce, Paul e afins pareciam homens feitos. Nada das crianças que apareciam nas versões portuguesas. Estes eram altos, espadaúdos e tinham vozes adultas! Pois é: a dobragem espanhola dava às nossas personagens vozes graves e determinadas que os faziam soar como adultos. E provavelmente era essa mesma a ideia...seja como for, a diferença em relação à dobragem portuguesa é muito grande. E, claro, quem vir esta dobragem agora vai sentir falta da arrasadora voz de Paula Seabra, mais conhecida como "Oliver Tsubasa".



Eu sei, Carter Taki...é surpreendente, não é?



As diferenças não ficavam por aqui. Algumas até são bastante curiosas. Exemplo: nesta versão, não há exactamente um Tobey Misaki (lembram-se dele?). Há, sim, um tal "Tom". Não me lembro com certeza se o último nome deste Tom era Misaki, mas é notório que este é uma versão alternativa do Tobey. Porquê? Bem, primeiro pela semelhança do nome (Tom-Tobey). Depois, por o Tom ser o melhor amigo do Oliver. Depois, por o Tom, assim como o Tobey, ser o melhor jogador da equipa a seguir ao Oliver. Finalmente, por alguns traços faciais, como o cabelo castanho em formato semelhante ao de uma tigela - que era um visual que o nosso Tobey por vezes tinha, embora nem sempre; lembram-se de quando ele tinha cabelo comprido e negro? - e o brilho nos olhos dele quando jogava ou via jogar. É, este Tom é claramente o Tobey. Outra diferença é o surgimento de uma personagem chamada Terry, que se bem me lembro não existe na versão portuguesa. O Terry é um rapaz que vem sabe-se lá de onde para jogar na equipa do Oliver. Ele pensa que estão todos à espera dele, mas quando chega lá...ninguém sabe quem ele é! À parte disso, o Terry é um grande jogador e tem uma finta tramada que se chama a "finta de 90 graus". Ele chega mesmo a ser chamado à selecção japonesa. Portanto, já se vê que não é só mais um jogador; é dos bons! E...e...finalmente, o genérico era diferente. Nada de Benji-Oliver nem de vitória nesta história; o genérico que passava no Canal Panda era cantado em japonês, com um gentil "Super Campeones!" dito por uma voz de homem. A versão que aqui vos mostro não é exactamente a que passava, mas foi o mais próximo que encontrei...

Pois é; anos antes de jovens futebolistas como Oliver Tsubasa, Ed Warner, Suichi Hiroshi, Julian Ross e muitos mais nos deliciarem com o seu futebol sub-17 (ou lá o que era), já alguns de nós conheciam estas personagens e conheciam-nas como adultos machões que estavam constantemente a usar a expressão "disparar" (em português é rematar). E com um genérico diferente, mas marcante. É uma memória deveras curiosa, na minha opinião...e viva Espanha! ;)

Alguns episódios
- Vários episódios destes eram semelhantes aos da versão portuguesa. Mas vejamos...bem, houve um em que havia uma confusão de lesões na equipa do Oliver. Uma delas era a do Benji, que ao defender uma bola deu uma cambalhota, o seu pé foi projectado para cima e bateu contra um poste. E como ele gritou de dor...parecia um dos gritos do Dragon Ball!

- No tal episódio em que o Terry chega e ninguém sabe quem ele é, o treinador não hesita; põe o Terry a jogar. É um jogo importante, mas ele é lançado às feras. E o Oliver, com a sua fé nos outros, percebe que o Terry está isolado e arrisca passar-lhe a bola para ele rematar. Ele, surpreendido, experimenta um pontapé de bicicleta...e marca! E acaba a chorar. Os outros perguntam-lhe o que é que ele tem e ele explica que são lágrimas de alegria por o Oliver ter confiado nele sem nunca o ter visto jogar!

- Num dos clássicos jogos Oliver vs. Mark, o grande Ed Warner (pode não ser exactamente este o nome...) decide sair da baliza, correr até à outra área e rematar. Na sua cabeça, ouve-se "Benji, como sou guarda-redes, conheço a fraqueza dos guarda-redes!". E o episódio acaba. Claro que, no episódio seguinte, o Benji percebe o que ele vai fazer. Porque é guarda-redes, pois então!

Uma(s) voz(es): ?

Uma(s) personagem(ns): Benji; Oliver; Terry; Tom

Genérico: em japonês

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Weekenders

Imagens/vídeos:



Informação: Este desenho animado que, se bem me lembro, passava na SIC aos fins-de-semana, lembrava um pouco o “Recreio” (Recess). Se bem que era só a lembrança, porque os argumentistas do “Recreio” eram de uma criatividade fora do comum, patamar ao qual os deste “Weekenders” não chegaram. De qualquer forma, neste programa acompanhávamos as curtas aventuras de quatro amigos adolescentes: o Tino, o Carver, a Tish e a Lor. Eles viviam pequenas aventuras geralmente em menos de 4 dias, porque estas passavam-se sobretudo no fim-de-semana. Ora, como fazer uma boa aventura que se passe em apenas dois dias? Para isso, os argumentistas tinham de fazer uma pequena batota: faziam a aventura começar na sexta-feira à tarde e concluíam-na na segunda-feira, antes das aulas. Espertos, hem? As personagens principais tinham vozes que não se ouvem facilmente por aí (ou, se ouvem, é porque as pessoas que as dobravam cresceram e a voz mudou muito) e cada um tinha as suas particularidades. A Lor gostava mais de fazer desporto, a Tish era mais sábia e usava óculos…por aí. O Tino era o nosso principal cúmplice, porque no início da aventura virava-se para nós e costumava dizer: “Olá! Daqui Tino.”, descrevendo-nos depois o que se estava a passar. Este grupo tem também o hábito delicioso, embora pouco saudável, de comer fast-food frequentemente, em especial umas batatas fritas com um molho vermelho (é bem possível que fosse ketchup).

Nota: Ao que parece, este desenho animado foi reposto há pouco tempo num canal qualquer. Não vi quase nada dessa reposição – até porque ela não durou muito – mas do que ouvi, acho que mantiveram as vozes originais. Algum de vocês o viu? É que nem reparei se o programa se chama mesmo "Weekenders" em Portugal. Talvez se chame, já que "weekenders" não tem bem tradução, pelo que em Portugal teria de ser algo como "Fim-de-Semaneiros"...o que ficaria uma palavra bem estranha!

Alguns episódios
- Muitos dos episódios deste desenho animado viviam do exagero das personagens. Exemplo: o Tino tinha uma trotinete especial com a qual queria fazer uma corrida. Mas ela avariou-se e o Carver disse que a levava para a sua casa para a poderem arranjar. Só que a dada altura o Tino meteu na cabeça que o Carver estava a demorar muito a devolver-lhe a trotinete e começou a imaginar que ele estava a fazer de propósito. Isto foi ao ponto de o Tino fantasiar que pedia a trotinete ao Carver e ele dizia que lha dava depois...com uma gargalhada vil! Claro que, no fim de contas, descobrimos que o Tino estava só a fazer filmes na sua cabeça e que o Carver não faria uma coisa dessas.

- Não pensem que o Tino era particularmente paranóico; às vezes era ao contrário. Aconteceu que o Tino teve de passar uns tempos em casa do Carver. Como estava em casa alheia, o Tino foi muito educado com a família do Carver. Tudo bem. O problema é que o Carver começou a pensar que a sua família estava a gostar demais do Tino. O clímax? O Carver teve um pesadelo em que o Tino o tinha substituído como membro daquela família, que agora se referia ao Carver como “o filho que deitámos fora!”. Estes jovens, tsc tsc...enfim, como é óbvio, nada disto aconteceu e o Tino explicou que estava só a tentar portar-se bem.

- E quando era a Lor que exagerava? Uma vez, ela entrou numa competição qualquer de basket em que, se marcasse três cestos seguidos, ganhava 2000 contos (sim, na altura eram contos, e não euros). A Lor ficou cada vez mais obcecada com a possibilidade de perder, não só por causa do dinheiro...mas porque tinha medo que a Tish, o Tino e o Carver passassem a odiá-la! Esta preocupação, suponho, parece exagerada. E, de facto, era, até porque a Lor podia ter percebido que os seus amigos a apoiaram ao longo de toda a espera pela competição. E mais: davam-lhe conselhos para melhorar o seu jogo. O Carver sugeria-lhe pôr os joelhos num certo ângulo e a Tish dizia-lhe que ganhar não era tudo. O Tino...bem, ele não sabia muito de basket, por isso deu-lhe um conselho que era capaz de dar a toda a gente: “Nunca bebas detergente!”. Que conselho, hem? Adiante...no final, a Lor perdeu a competição e o dinheiro, mas não perdeu amigos nenhuns. Eles disseram que tiveram pena, mas que gostavam dela na mesma. Pois então!

Uma(s) voz(es): Rui Oliveira

Uma(s) personagem(ns): Carver; Lor; Tino; Tish

Genérico:
Todos no fim-de-semana
Quero o fim-de-semana…ei!*


*Além de precedido de uns 5 segundos de música instrumental, este genérico era mais falado do que cantado. E o original era maior.


Interpretado por: ?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Os Traquinas

Imagens/vídeos





Informação: Devo ter visto no máximo 4 episódios deste desenho animado, mas ele ficou-me na memória. Cada episódio era centrado num dos alunos de uma turma. Essa turma consistia no grupo de crianças que eram os tais “traquinas”. Uma das coisas mais curiosas deste programa era que, embora isso pudesse ser difícil uma vez feita a tradução, cada personagem tinha dois “nomes” começados pela mesma letra. Patrícia Perfeita, Telmo TV, etc. E o segundo nome costumava ser um adjectivo e/ou algo que identificasse a característica especial de cada aluno. O episódio evidenciava essa mesma característica. Aliás, o título do episódio era justamente o nome da pessoa, a sua característica e um “hem?” a acompanhar. Assim, após um genérico, uma simpática voz (seria a de Jorge Pinto? Não posso assegurar…) dizia algo como “Patrícia Perfeita, hem?”.

Alguns episódios
- Patrícia Perfeita: A Patrícia combinou ir brincar com um amigo, mas perdeu o seu totó (ou laço, não tenho a certeza). Como é “Perfeita”, a Patrícia diz que não pode brincar enquanto não o encontrar. O amigo oferece-se para procurar e os dois procuram, deixando o quarto todo desarrumado! Quando encontram o totó, vêem a confusão que fizeram, percebem que foi divertido desarrumar aquilo tudo e o amigo convida a Patrícia para vir desarrumar o quarto dele!

- Telmo TV: O Telmo tem o hábito de imitar uma personagem que viu na televisão. E muda a personagem dia após dia, consoante os programas que vê. Mas um dia falta a electricidade na casa dele e, por causa disso, ele vai ter de ser apenas ele próprio no dia seguinte. Os colegas dele até estranham ele não estar mascarado…

Uma(s) voz(es): Helena Montez; Sandra de Castro

Uma(s) personagem(ns): Patrícia Perfeita; Telmo TV

Genérico:
Somos os traquinas
Todos queremos divertir
Os traquinas
Não há nada melhor do que rir

Lá lá lá lá lá lá…oi!
Somos os traquinas
Os traquinas, sim


Interpretado por: Vários

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Especial: Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História

Olá a todos! No âmbito da semana em que se celebra o Dia Mundial da Voz, o blog Desenhos Animados Esquecidos vem aproveitar a ocasião para, digamos, ser um pouco mais flexível em relação às suas regras. Assim sendo, vai falar não de um programa de televisão, mas de um filme (também ele esquecido, note-se). O filme Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História. Este filme de animação tem vários pormenores que o tornam único e que fazem com que mereça ter um lugar especial na memória das pessoas. Infelizmente, não há muita gente que fale deste filme. Aliás, um bom número de pessoas parece nem o distinguir das dezenas de filmes de animação menores que são feitos ano após ano. E é uma pena que assim seja; para início de conversa, este filme é uma das animações mais subvalorizadas que já vi. Tem acção, boas músicas, boas vozes e, acima de tudo, um argumento impressionante que é um dos melhores - talvez o melhor... - que já vi num filme de animação. Este argumento engenhoso que lembra vagamente os de How I Met Your Mother (também impressionantes e engenhosos) poderia até competir com a inteligência do argumento de Toy Story 3.


Poster de Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História


Mas, à parte disto, temos aquilo que mais nos interessa neste post: a dobragem. Aquando do marketing razoável que este filme teve antes de estrear em Portugal, os nomes associados à dobragem de Portugal apareciam até no poster do filme. E eram chamativos, sem dúvida! As 5 personagens mais importantes foram dobradas por Inês Castel-Branco, Simone de Oliveira, Luís Esparteiro, João Lagarto e Vítor de Sousa. É, isto chamava a atenção. Mas, curiosamente, o destaque aqui nem são os principais; não desfazendo o grande trabalho que estes actores executaram, o mais interessante foi que este filme representou, para alguns dobradores de televisão, a "promoção" à dobragem de cinema! Alguns dobradores queridos do público, mas que nunca antes tinham dado vozes a personagens de um filme de animação. E as vozes deles estão "escondidas" neste filme, distribuídas por personagens secundárias. E vale a pena reparar nisso: estas vozes passaram por programas tão relevantes para a nossa infância como A Carrinha Mágica, Medabots e até O Peixe Arco-íris.


Mas há ligação entre este desenho animado e este filme?
Há sim...


Eu aconselharia qualquer fã de dobragens portuguesas a ver ou rever o filme. Vá lá, revejam. Concentrem-se nas personagens secundárias. Ouçam as vozes delas. Estão a ouvir? É verdade, lá estão eles! Lá está o grande João Pinto, com a sua bela voz, a dar voz à personagem Notas. E lá está aquele homem cujo nome não conseguimos descobrir, mas que é "famoso" por ter dado voz a personagens importantes como o Sr. Asuka em A Ladra Meimi e o pai de George em O Pequeno George. Lá está ele a dar voz a um dos porcos-polícias! Que achado! Ah, mas não é tudo! Ainda temos o melhor exemplo: José Pedro Carvalho! Este dobrador teve direito à personagem secundária com mais destaque do filme. E, apesar de secundária, a personagem dele acaba por ser uma das mais marcantes não só do filme, mas também do mundo dos filmes de animação! Não posso especificar as razões para isso, porque isso implicaria revelar pormenores a mais e tiraria o gosto da surpresa a um argumento que está sempre a surpreender. Mas, garanto-vos, a personagem de José Pedro Carvalho é muito interessante. E ouvir a sua voz num filme também é gratificante.

Posto tudo isto, só me resta reforçar os convites que já fiz: vejam ou revejam este grande filme. E ouçam as vozes que é tão raro ouvir no cinema. Porque esta dobragem, meus amigos, não é só mais uma; merece uma atenção especial! Vejam, ouçam e sorriam!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Marcelino Pão e Vinho

Imagens/vídeos:





Informação: Este desenho animado educativo e bonito inspirou-se provavelmente no filme espanhol “Marcelino Pan y Vino”. O protagonista é uma criança que, diz o genérico, tem “magia e poder”. A verdade é que, mesmo que não fosse a magnífica pessoa que é, o Marcelino tem qualquer coisa de especial. Consegue falar com os animais, inclusive. O Marcelino é abandonado ainda bebé ao pé de um mosteiro. Os homens que lá vivem acolhem-no e dão-lhe o nome, pois o dia em que o encontraram é dia de São Marcelino. O rapaz cresce, torna-se uma criança pura e altruísta e lá vai vivendo as suas aventuras fora do comum com os seus amigos também fora do comum. Um deles é Candela, uma jovem bonita mas estranha. A Candela aparece de vez em quando vinda sabe-se lá de onde e pouco depois vai sabe-se lá para onde. Se não fosse a diferença de idades entre ela e Marcelino, dir-se-ia talvez que eram um casal, pois Candela tem por hábito beijar Marcelino (na bochecha, bem entendido…). Os outros amigos do Marcelino são muitos e incluem um fantasma, um rato e o capitão de um barco.

Alguns episódios
- O veado, o rei da floresta, está prestes a abandonar o seu posto e chama o Marcelino. Então, diz-lhe que ele tem de arranjar outro animal da floresta que a possa governar. O Marcelino sugere vários, mas o veado recusa as sugestões de Marcelino e sugere Ivan, o javali. O problema é que Ivan não está para aí virado, porque ele é agressivo e detesta toda a gente da floresta. O Marcelino tem então de enfrentar Ivan numa espécie de combate. No final do combate, Marcelino chega-se a ele e pergunta: “Ivan, porque és tão mau?”. Ivan, consumido pelo cansaço e pela raiva que o persegue há muitos anos, chora e responde: “Porque...ninguém gosta de mim.”. O Marcelino explica-lhe que todos podem gostar dele se ele não fizer tanto mal e Ivan, após chorar mais um pouco, resigna-se e toma o posto de rei da floresta, desta vez com boa vontade.

- Um balonista desconhecido pede um quarto aos homens do mosteiro (que, naturalmente, se tratam uns aos outros por “irmão”) para descansar e para se pôr mais apresentável. Quando um dos irmãos vai ver como está o balonista, apanha um susto ao descobrir que ele é ela; é uma mulher! Uma mulher chamada Sylvia Morris, que prefere que a tratem por Morris. Os irmãos discutem entre si, constrangidos, porque sempre foi proibido acolher mulheres no mosteiro. O Marcelino defende Morris e acaba por os convencer a deixá-la lá ficar por uns tempos.

- Certo dia, um homem que perdeu a memória é acolhido no mosteiro. Como ninguém sabe o nome dele, o Marcelino chama-lhe Quinta-feira! Porquê? Porque conheceram o homem numa quinta-feira! Algum tempo depois (acho que até foi noutro episódio, mas enfim...), o homem começa a lembrar-se e revela-lhes que se chama Mauro Fernández, mágico de profissão. Antes de ele partir, Marcelino pergunta-lhe se ele prefere que lhe chamem Mauro, Fernández ou Quinta-feira. Ele responde: “Gosto que tu me chames Quinta-Feira.”. É, este desenho animado era uma ternura...

Uma(s) voz(es): Ângela Marques; António Vaz Mendes; Raquel Rosmaninho; Raul Constante Pereira

Uma(s) personagem(ns): Candela; irmão Ding-Dong; irmão “Pap”; irmão Pássaro; irmão Provérbio; Ivan; Marcelino; Quinta-feira; Sylvia Morris

Genérico:
Já uma lenda previa
Que ia nascer
Uma criança diferente
Com magia e poder

Foi no velho mosteiro
Que alguém o abandonou
Nos degraus, ao frio e ao vento ficou

Seu nome é Marcelino
Pão e Vinho; é incrível...
Marcelino; um herói
Com alegria leva a vida

Seu nome é Marcelino
Pão e Vinho; corajoso...
Marcelino; com a ajuda
Dos amigos venceu

Na neve fria um herói nasceu


Interpretado por: ?

segunda-feira, 24 de março de 2014

O Pequeno Drácula

Imagens/vídeos:



Informação: Um desenho animado simples que passou no Canal Panda há uns anos, num modesto horário da tarde. O protagonista era um pequeno drácula (olha, quem diria...) verde que tinha uma família de vampiros e que passava por algumas aventuras. Pessoalmente, creio que este desenho animado não era dos mais inspirados da tarde do canal em questão. Aliás, mal me lembro do enredo de um episódio que seja. O que tornava este desenho animado algo de especial...era o genérico! Todo ele cantado em francês, o genérico tinha um ritmo muito bom acompanhado por algumas imagens inspiradas. O início do genérico, então, é mesmo bom! Conjugando com mestria o agudo uivo de um lobo e uma cidade a ser imersa em sombras como se estas pretendessem agarrar a cidade (brrr!), este genérico tinha uma deliciosa mistura de terror com simpatia. Se o início é todo ele pensado para assustar crianças - e talvez até pessoas mais crescidas - o restante mostra-nos que o drácula em questão é divertido e não quer fazer mal a nenhuma criança. E o final também tem muito que se lhe diga, com um logótipo dos bons. Enfim...como já disse neste post, este desenho animado faz parte de uma lista de desenhos animados cujos genéricos são melhores que o desenho animado em si. Não que o programa seja mau. O genérico é que é bom demais, por assim dizer...

Alguns episódios
- Pois...nem me lembro do enredo de um dos episódios deste programa. Só me lembro de uma cena de um episódio em particular, em que se brincava com a questão de o quotidiano dos vampiros ser diferente do nosso. A saber: o pequeno drácula ia dormir e estava desanimado. O pai dele (com a voz de João Pinto) tentou animá-lo despedindo-se assim: "Não te preocupes, filho; amanhã é outra noite!". Dito isto, dirigia-se ao interruptor, apagava a luz e desejava "Bom dia!". Creio que todos nós percebemos a brincadeira, pois já se sabe que os vampiros dormem de dia...

Uma(s) voz(es): João Pinto; Mónica Chaby

Uma(s) personagem(ns): Mãe do Pequeno Drácula; Pai do pequeno Drácula; Pequeno Drácula

Genérico:
Lorsque la nuit et le tonnerre
Lancent leurs cris dans le cimetière
Il vous attend, c'est ici
Little drac est un ami

Drac, Little drac
Drac, Little drac

Des pouvoir surnaturels plein les poches
Il aurait vraiment de quoi foutre les pétoches
Dans la galerie des horreurs
Soyez donc ses visiteurs

Imaginez donc ce que peut être la vie
D'un adorable petit vampire d'aujourd'hui
De l'aventure, des histoires folles
Voiture, laser et rock'n'roll

Drac, Little drac
Drac, Little drac


Interpretado por: ?

sexta-feira, 21 de março de 2014

Robin dos Bosques

Imagens/vídeos:







Informação: Muita gente conhece pelo menos parte da história do Robin dos Bosques, não é? Bem, este desenho animado explorava um pouco essa história. Aqui, não há Robin Hood nem Little John; há o Robin dos Bosques e o João Pequeno! É uma das características da versão portuguesa deste programa: é tudo em português. Robin e João Pequeno começam por ser rivais, mas com o passar do tempo vão-se dando melhor, embora o João Pequeno se ache muito bom e muito corajoso. A verdade é que, na versão portuguesa, ele tem uma voz ainda mais grave que a de Robin…voz essa que, salvo erro, nunca mais ouvi numa dobragem. Nem a de Robin, creio...de qualquer maneira, o grande herói aqui é Robin. Apesar de ter fair-play, ele encara os desafios com uma cara muito séria e nunca menospreza o seu adversário. Este Robin dos Bosques deve ter sido um dos poucos animes japoneses dobrado em português que não ficou muito na memória das crianças; geralmente, os animes que passam em canais abertos e têm direito a dobragem são recebidos um pouco melhor.

Alguns episódios
- Tive a sorte de ver o episódio em que Robin conhece o João Pequeno. Os dois trocaram uma luta de olhares, por assim dizer, e Robin quis saber o nome de João. Ele respondeu, claro, que se chamava João. Porém, ao ver João todo carinhoso para com um cãozinho, Robin basicamente muda-lhe o nome para "João Pequeno"! E a alcunha, como sabemos, fica!

- Dois tipos estão a lutar com espadas lá pela floresta. A certa altura, um é borrifado com água. Sem perder a calma, ele diz algo como: "Ei...oh...água não vale!". O frade, que acabou de lhe atirar água, responde ironicamente: "Pode ser que água te sirva para refrescar as ideias!". Quando o tipo que levou com água se zanga a sério, o Frade é salvo por Robin!

- O João Pequeno está à procura de um tesouro numa espécie de castelo, juntamente com alguns da sua trupe. A certa altura, eles vêem algumas cordas a pedirem para ser puxadas (não literalmente...). Sem medo das possíveis armadilhas, João Pequeno mete calmamente a sua espada debaixo dos pés e puxa uma corda. As pedras debaixo dos pés dele abrem-se...mas ele não cai! A espada mantém-no bem apoiado entre as pedras que sobraram. O João Pequeno ri-se da armadilha e vangloria-se por não ter caído. Depois, diz "Vamos experimentar esta agora!" enquanto puxa outra corda. E encontram o tesouro! Se bem me lembro, aquilo depois azedou...

Uma(s) voz(es): Adriano Luz

Uma(s) personagem(ns): um frade; João Pequeno; Robin dos Bosques

Genérico:
Vivem escondidos
Ele e os seus amigos
Fortes, destemidos
Nas florestas e nos bosques

O seu dirigente
Hábil e valente
Que vai sempre à frente
Chama-se Robin dos Bosques

É o Robin,
Nós chamamos-lhe assim
Quando vai à liça
Praticando o bem e a justiça

É o Robin
Numa luta sem fim
De santa vontade
Não lhe escapa nada

Sempre que um povoado
Seja maltratado
Por qualquer malvado
Além, o Robin dos Bosques

Quando o inimigo
Faz mal a um amigo
Ele não foge ao perigo
Valente Robin dos Bosques!



Interpretado por: Helena Isabel