A todas as pessoas que frequentam este blog e/ou passam cá de vez em
quando, e a todo aquele que comentou aqui no Desenhos Animados Esquecidos,
tenho uma coisa a dizer:
Obrigado, meus amigos, pelo vosso feedback positivo. E
não, não digo isto por de repente me ter dado para a lamechice. Primeiro,
porque eu sou lamechas diariamente, isto não é coisa de agora...:D. Segundo, e
mais importante ainda: porque eu vejo, pela Internet fora, sites cheios de
discordâncias que, com maior ou menor velocidade, se transformam em verdadeiras
batalhas campais. Vocês sabem a que me refiro, presumo eu; já começa a ser
hábito dizer-se que o pessoal vai para a Internet descarregar a sua revolta e o
seu ódio. E aí há quem comece a dar exemplos de debates em redes sociais que se
transformam numa assustadora e exagerada chuva de insultos, sarcasmos e
rancores.
Note-se que desabafar na Internet não é 100% negativo.
E também não vale a pena julgar as pessoas por se zangarem online. Mas é que às
vezes uma pessoa sente-se num ambiente virtual muito pesado, com
"juízes" em todo o lado. E eu do que mais gosto...é da paz! É aqui
que se encaixa o agradecimento que vos quero fazer. Muito, muito obrigado a
todos por virem comentar para este blog sem sentimentos negativos, sem que as
sensações menos boas dos humanos passem para cá através das vossas letras. E
também pelos elogios que tecem aqui ao meu "trabalho"; também é
agradável!
Estou-vos muito grato.
E, posto isto, retomamos a programação habitual! ;)
Informação: Ah, os bons velhos tempos em que o Canal Panda passava desenhos animados curta-metragem durante os intervalos...era adorável. Não que os videoclips com músicas simpáticas ou o leão Max sejam maus; não é isso. É só que aqueles desenhos animados "obscuros" e simples eram mesmo uma delícia, desde O Bucha e o Estica até ao nosso Roger a Jato.
Então, que se pode dizer sobre este Roger a Jato, além de ter sido um programa muito prejudicado pelo Acordo Ortográfico (Jacto-Jato)? Bem, não muito! A verdade é que era um programa simples com um herói - Roger - que derrotava vilões. Ou melhor...um herói não propriamente inteligente que enfrentava vilões que também não primavam pela inteligência. É, este programa conservava não só o desenho simples de Hoppity Hooper, mas também o seu humor simpático. À parte disso, o interesse maior de Roger a Jato passava por dois pontos que não eram os episódios em si. Ponto um: as acusações que o programa sofre agora de racismo e de patriotismo extremo (o que até é compreensível, pois os vilões deste programa eram geralmente orientais ou pessoas de etnia não-caucasiana...além de o próprio Roger estar vestido de azul, branco e vermelho e de o genérico do programa entoar sem vergonha as palavras "águias" e "liberdade", palavras tão facilmente associadas à América mais nacionalista). Ponto dois: o genérico em si! É que, apesar de ser potencialmente nacionalista a mais, o genérico era uma delícia. Melhor que os próprios episódios, lá está...um coro de mulheres cantava com um ritmo simples mas muito agradável a importância que Roger a Jato tinha na luta pelos EUA, em conjunto com a sua equipa, cujo nome era "As Águias Americanas" (e lá volta o patriotismo...:P). Não contando com as polémicas que ela agora causa, a música de Roger a Jato era uma alegria, essa é que é essa!
Alguns episódios
- Como vos disse, o melhor do programa era o genérico, por isso não me
lembro de quase nada. Mas lembro-me de um episódio em particular em que uma
personagem - possivelmente um vilão - se enganava a dizer o nome do Roger a
Jato e lhe chamava algo como "Roger a Jepto". O Roger corrigia:
"a Jato!". Inicialmente, isto era só assim, mas a coisa começou a
ficar divertida quando o narrador do programa, ao narrar, também se começou a
enganar! Pois é; a dada altura já o narrador dizia em que sarilho se estava a
meter o "Roger a Jicto!". E o Roger, aborrecido, quebrava a quarta
parede e corrigia o narrador: "a Jato!". Isto continuou até ao fim.
Quando o narrador ia dar a sua habitual despedida, dizendo-nos para aguardar
por mais aventuras do Roger e d'As Águias Americanas, ficou cerca de 20 segundos
a tentar atinar com o nome do nosso herói! :D
Uma(s) voz(es): João Pinto; Rui Velasco; Vasco Luz
Uma(s) personagem(ns): Roger a Jato
Genérico: Roger Ramjet and his eagles Fighting for our freedom Fly through and in outer space Not to join him but to beat him Roger Ramjet, he's our man Hero of our nation For his adventures just be sure And stay tuned to this station So come and join us all you kids For lots of fun and laughter As Roger Ramjet and his men Get all the crooks they're after Roger Ramjet, he's our man Hero of our nation For his adventures just be sure And stay tuned to this station Interpretado por: ?
Informação:
Simples e com episódios isolados uns dos outros. Neste programa, há o André, é
claro, e os seus amigos Chico, João e Tomás. E há um grupo de três raparigas que se dá com eles, embora os ache um pouco “estúpidos”, nas palavras da Linda.
Por falar nela…o Chico tinha uma paixão platónica pela Linda, mas os seus modos
não eram os melhores. Nem os dele nem os dos seus amigos; o André até tinha o
hábito de chegar ao pé dos seus amigos e dizer: “Olá, nabos!” ou “Olá,
cabeçudos!” com um tom que não parecia ter nada de brincalhão. Pelo meio do
desenho animado, o André diriga-se a nós (espectadores), chamava-nos um nome e
anunciava um pequeno sketche que vinha aí (uma espécie de anedota: curta, mas
divertida). Era uma coisa como: “Olá, cabeças de ervilha! Mais um momento d’Os
três amigos e o André!”. Não conheço nenhum outro desenho animado em que
insultem o espetador…
À parte disto...estes dois grupos tinham uma dinâmica no mínimo interessante. Os tais insultos do André faziam parte dela (e ele ia mudando de "nabos" para "idiotas", de "toscos" para "cabeçudos", etc...). Depois, havia uma espécie de relação amor-ódio entre os rapazes e as raparigas. Já sabemos que o Chico gostava da Linda, mas no fundo todos a achavam bonita. A questão é que nenhum deles sabia ser delicado com elas. Pelo contrário, tratavam-nas mais ou menos como o André os tratava, ou seja, menosprezando o valor delas e vivendo num constante ambiente de competição. Havia sempre qualquer coisa para um se afirmar mais que os outros. Tanto que, um dia, as raparigas e os rapazes envolveram-se num "combate" que envolvia fazer o melhor jornal da escola. Começaram com concorrência leal, mas acabaram a denegrir os seus "adversários" publicando fotos humilhantes deles. É, nenhuma destas 7 pessoas era um modelo de virtudes. Até certo ponto, pareciam mesmo crianças da escola...
Alguns
episódios
- O André, o
Chico, o Tomás e o João são encarregados de cantar num evento qualquer. Não
estar a dar pulos de alegria em relação a isso, mas lá vão engolir o sapo.
Acontece, contudo, que o Chico descobre que é alérgico a algumas flores e, ao
cheirá-las, fica com o nariz meio entupido. Ironicamente, isto dá-lhe uma voz
marcante e bonita. A voz “entupida” do Chico torna-se famosa e ele vai dando espetáculos,
fazendo do André o seu moço de recados. Eis que, antes de um grande concerto, o
Chico pede flores ao André para ficar com o nariz entupido. O palerma do André
arranja flores...mas de plástico! E o Chico não muda de voz, mantendo a sua voz
de Isabel Ribas! O Chico fica furioso e exige-lhe flores a sério, mas o tempo
passa e o concerto vai começar. Resultado: o Chico tenta cantar com a sua voz
normal...e ninguém gosta.
- Os três
amigos, o André e as três amigas decidem fazer uma competição para ver quem
consegue ficar acordado até mais tarde. Durante a competição, acontece de tudo:
alguns tomam café; outros põem os pés em gelo; distraem-se; ligam uns aos
outros para saber quem está acordado. E sabe-se lá mais o quê. No fim, o Chico
ganha a competição e o seu prémio é ir ao cinema com a Linda. Mas ele não
aproveita, porque adormece no cinema!
- Os pais do
Chico levam-no a fazer terapia e o terapeuta aconselha um animal de estimação
para o Chico. Escolhem uma catatua e o Chico afeiçoa-se a ela. Tanto que faz
questão de estudar com ela ao ombro. A ponto de recusar a ajuda do André quando
o André aparece com uma folha com as respostas do teste que a professora vai
dar dentro em breve! Pois é; o reguila do Chico prefere estudar, mesmo. Mas
como este desenho animado nem sempre era justo, o André tem melhor nota. Quando
o Chico reclama, o André diz-lhe: “Tiveste a tua hipótese! A culpa é toda tua,
falhado!”. O que já é mau. Mas piora. Como? A catatua ouve a frase do André e
desata a repeti-la como um papagaio!
“A culpa é
toda tua, falhado!” “A culpa é toda tua, falhado!”
Uma(s) voz(es): Cristina
Carvalhal; Helena Montez; Isabel Ribas; Paula Fonseca
Atualizações no posts "Hikarian" - anteriormente conhecido por "Nome Desconhecido (Ikarian?)" - e "Bandolero".
E as mudanças no Hikarian são das grandes! Grandes e boas. E, no que toca a isso, muito podem agradecer ao usuário Desenhos Animados - Anos 90. Visitem o seu blog também, é muito bom!
Informação: A Rua dos Sonhos era uma pequena e simpática rua onde viviam todos os tipos de personagens. Entre eles encontravam-se os semáforos Amarelinha e Vermelhão, os carros Boguinhas, Luzinha, Rodinhas e Meia-de-Leite, o saltitão Jorge e um robot. As personagens mais antropomórficas ali eram os 3 polícias. Estes eram personagens curiosas: tinham nomes que se complementavam (como Meia-Volta e Volta-e-Meia) e estavam sempre a dormir! Aliás, esses polícias eram tão dorminhocos que não andavam; rebolavam no chão para se deslocarem! É, os polícias eram tudo menos heróicos...enfim. A estrutura da maior parte dos episódios da Rua dos Sonhos costumava ser a seguinte: havia um problema na rua - por vezes causado por uma das personagens - e o Rodinhas tinha de o resolver com magia. Aquilo passava-se assim: o Rodinhas ia ter com o robot e este perguntava-lhe "Que horas são, Rodinhas?". Ele respondia "Horas mágicas!" e o robot dizia "E aqui vamos nós cheios de magia!", pondo depois uma espécie de máquina a funcionar. Essa máquina costumava fazer magia e colocar nas costas do Rodinhas (que era uma espécie de reboque) uma engenhoca qualquer que lhe permitia resolver o problema. Essa era a cena antológica do desenho animado. A outra era a Luzinha (que era um carro da polícia) a castigar os maus com uma "tarefa". E as aspas não são um eufemismo. As "tarefas" que a Luzinha lhes atribuía eram bastante parecidas com trabalho comunitário. Pois é: já nesta verde idade podíamos ter uma pequena ideia do que era o trabalho comunitário como pena de um crime.
Alguns episódios
- Houve um dia em que o Jorge ou o Boguinhas - acho que foi o Jorge - chamou "tagarelas" à Amarelinha e ao Vermelhão. A Amarelinha usou uma das suas frases favoritas: "Ai, que mal-educado!" (frase proferida com muita graça por Helena Montez), o Vermelhão concordou e...perdeu a fala! Durante o episódio quase todo, só o ouvi dizer: "Oh!". Segundo o narrador, o Vermelhão ficou sem fala porque se irritou com o insulto do Jorge! E esta, hem? - Num episódio que parecia querer ensinar às crianças o conceito de injustiça, o Jorge estava a fazer uma espécie de rap - ele fazia alguns - e o Boguinhas juntou-se a ele. Eis que passou a Meia-de-Leite, a típica personagem insegura e de baixa auto-estima, e o Jorge quis fazer um rap sobre ela. Cantou um pouco e depois o Boguinhas quis "rapar" também e cantou que ah e tal, a Meia-de-Leite era parva e pequena. A Meia-de-Leite ficou triste e foi esconder-se no seu cantinho. Mais tarde, a Luzinha perguntou à Meia-de-Leite porque estava tão triste e ela respondeu "Eu sou parva e pequena e nem sequer sou alta!". A Luzinha perguntou-lhe quem disse isso e a resposta foi "Bem...o Jorge!"
E não é que o Jorge levou mesmo com as culpas?! A Luzinha disse que achava que o Jorge tinha sido mau ao dizer isso. E, mais tarde, o Jorge foi castigado. E o Boguinhas, perguntam? Escapou impune! Então mas que raio de democracia é esta?! - O Jorge não era mau de todo e os seus raps por vezes corriam bem. Exemplo: um dia, o Rodinhas andava desanimado porque sentia que todos se afastavam dele. Descobriu, depois, que afinal estavam a preparar uma festa de aniversário para ele. O Rodinhas ficou todo contente e o Jorge lá cantou um rap dos seus. Um rap simples que falava das qualidades do Rodinhas.
Uma(s) voz(es): Carlos Macedo; Helena Montez; José Neves; Sandra de Castro
Sabem...numa situação um tanto ou quanto irónica, o post "Taco, o Texugato", cuja imagem cobre nada mais nada menos que o fundo deste blog, é o segundo post menos visto de todo o blog que fala de um desenho animado esquecido (apenas superado por "O Patinho Feio"). Lá haverá razões para que isto assim seja, mas é de facto uma pena, pois é um dos desenhos animados que mais me deu vontade de criar este blog. Assim sendo, e tendo em conta que já há um tempo estava a pensar em fazer apêndices com os genéricos finais de alguns programas, Taco, o Texugato é uma cobaia quase perfeita para fazer isso.
Portanto, apresento-vos aqui o genérico final do nosso Taco, o Texugato. Que, como poderão ver, é muito diferente do inicial. Até o ritmo era diferente...e quem o cantava era uma mulher, não um homem.
Genérico: Um e dois, dois e três Vamos contar outra vez Três e quatro, quatro e cinco Vamos lá, senão não brinco Sete e oito, oito e nove Oito e nove, nove e dez Tenho dez dedos, então Mas só cinco em cada mão Eu tenho para contar Aventuras, mais de cem Vamos lá recomeçar Nós os dois e mais ninguém Sete e oito, oito e nove Oito e nove, nove e dez Tenho dez dedos, então Mas só cinco em cada mão Eu tenho para contar Aventuras, mais de cem Vamos lá recomeçar Nós os dois e mais ninguém Interpretado por: ? Nota: Este fecho do programa era acompanhado de imagens da Ana, do Taco e dos seus amigos a dançar de várias maneiras e com vários trajes.
Informação: Provavelmente o mais marcante desenho animado da Neptuno Films que os portugueses puderam ver, este O Patinho Feio era um divertido e belo programa cujas personagens esbanjavam carisma. Pegando numa história tão "redonda", vá, como a do patinho feio, os autores deste programa usavam bem a imaginação para criar personagens animadas e aventuras interessantes para o nosso patinho feio e os seus amigos. Mas vamos por partes...para início de conversa, o desenho animado nem começava com o patinho feio; começava com um animal que tocava guitarra, chamado Marcolino, que tinha a seu lado um grupo de animais pequenos que queria ouvir as histórias dele. Escusado será dizer que a história que o Marcolino mais contava era a do patinho feio, mas contava-a aos bocadinhos, qual princesa Sheherazade. Às vezes, também cantavam canções, mas geralmente os pequenos gostavam mais era de ouvir a saga do Feio (que era o nome que deram ao patinho feio). Dentro da história, o Feio vivia numa espécie de quinta, ao pé de um bosque, com vários habitantes de uma sociedade consideravelmente organizada. Vivia com os seus pais e irmãos e tinha "tios" que não eram bem tios; digamos que mais facilmente seriam os seus padrinhos. Os tios em questão eram o galo Mariano e a sua mulher. Ambos carismáticos, Mariano era um galo que tinha dificuldade em acordar para cantar e acordar a quinta, pelo que a sua mulher costumava acordar mais cedo que ele e acordá-lo para ele cantar. Só que o Mariano tinha um sono pesado, o que levava a que a mulher tivesse de gritar a plenos pulmões: "MARIANO!!!". E só então ele acordava, sobressaltado. O Feio tinha ainda o seu melhor amigo Nico, um porco gordinho e alegre, e o seu interesse amoroso, a patinha Patty, que sempre gostou do Feio independentemente do seu aspecto exterior. Outros habitantes da quinta eram o pai do Nico, um boi, o coelho Cândido e a tartaruga macho Fitibaldi. Este último era um pouco uma piada recorrente neste programa, porque o Fitibaldi gostava de combater a sua condição de tartaruga com um motor instalado na sua carapaça. O problema é que o motor quase nunca funcionava bem e aconteciam muitas trapalhadas por causa disso! Havia ainda uma ou outra personagem secundária que aparecia só num ou dois episódios. No geral, o céu era o limite; neste programa podiam aparecer super-heróis maus, jogos de vídeo falantes, plantas carnívoras, bruxas...e só escolher! Depois, existiam os vilões do costume. Duas raposas macho mal intencionadas que não olhavam a meios para atingir os seus fins. Eram uma dupla curiosa, pois até eram capazes de conviver com os habitantes da quinta de vez em quando desde que eles ignorassem as maldades que eles já tinham feito. Um bocado como o Goma e o Cola de A Loja do Noddy. À parte disto, uma das raposas era o chefe e a outra era o ajudante burro. Clássico! Naturalmente, o chefe arquitectava os planos e o ajudante tentava ajudar a levá-los a cabo...mas acabava por estragar tudo. Se bem que o chefe também não era uma inteligência por aí além; lembro-me de um episódio em que eles tinham dinheiro e o chefe mandou o trapalhão à cidade para investir o dinheiro. Se não me falha a memória, o trapalhão foi a um banco, onde, logicamente, lhe depositaram o dinheiro e lhe deram um talão. O trapalhão ficou sem perceber o que tinha acontecido e foi falar com o chefe. Ele perguntou-lhe o que tinha feito ao dinheiro e ele explicou que o tinha dado a um homem e "Ele deu-me isto!". O chefe barafustou: "Um papel?!" e, num acesso de raiva, rasgou o talão todo. Freaking genius!... suponho que já sabem o que aconteceu a seguir; eles voltaram ao banco e pediram o dinheiro de volta, mas o homem disse-lhes que sem talão não havia dinheiro.
Alguns episódios - Os habitantes do bosque decidem fazer uma animada corrida a pares no bosque. Cada par usa o seu veículo como bem entender, desde que joguem limpo. Mas, claro, as duas raposas também vêm competir e preferem tentar fazer batota. Coisa que fazem durante algum tempo. Mas acabam por se dar mal. Entretanto, os outros concorrentes jogam limpo e tentam vencer os obstáculos para chegar ao final. Quando a corrida está perto do fim, sem que nada o faça prever...o Fitibaldi e o Cândido passam a meta e ganham a corrida! É uma coisa completamente inesperada, até porque eles só apareciam de vez em quando na corrida e sempre com dificuldades em controlar a velocidade do Fitibaldi. Quando ganham, é mesmo uma surpresa, pois até parece que não foi feita justiça ao Feio e ao Nico, que tanto padeceram com a batota das raposas. Mas eis que um deles (acho que foi o Fitibaldi) agradece o troféu, mas diz que o vai dar aos "verdadeiros vencedores", o Nico e o Feio, pela sua dedicação e entrega! Pois é...neste episódio, os nuestros hermanos enganaram-nos bem, fazendo-nos crer por momentos que o karma não existia n'O Patinho Feio...
- O Nico encontra uma espécie de jogo de vídeo com um anfitrião amarelo que fala. Todo entretido a jogar o tal jogo, o pobre Nico não se apercebe que, de cada vez que ele perde, parte do bosque onde os nossos amigos vivem desaparece! Quando ele percebe isto, tenta reparar a situação jogando para recuperar o bosque...mas perde! Eis que o bosque está quase a desaparecer por completo e o anfitrião, maquiavélico, diz que lhes devolve o bosque se o Nico ganhar a seguir. Ele pergunta o que acontece se ele perder e a voz robotizada responde friamente: "Nesse caso, todo o bosque desaparecerá!". O Nico tem juízo e diz que não vai arriscar perder o pouco bosque que resta por causa de um jogo. Mas o anfitrião insiste: "Joga!". O Nico repete que não. O anfitrião tenta então hipnotizá-lo ("Joga!"), mas o Nico zanga-se a sério e grita "Nunca!". Dito isto, atira o jogo de vídeo contra uma árvore ou pedra qualquer. Passado pouco tempo, o bosque reaparece e tudo volta ao normal. Graças ao juízo e à vontade de ferro do Nico! - Ainda cheguei a ver o episódio final. Tal como na história original, o nosso Feio descansa numa gruta e as suas penas começam a mudar, transformando-se num belo cisne. Pouco tempo depois, ele e a Patty têm filhos e os seus amigos reúnem-se para os ver sair do ovo. E, surpresa, o quarto filho sai...um patinho feio! O Feio e a Patty riem-se e abraçam-se. E é basicamente isto.